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Viagens: São Francisco – Viajar sozinha

Este verão fiz algo que nunca antes tinha feito: fui de férias sozinha. O R. tinha começado a trabalhar há pouco tempo, pelo que ainda não podia tirar férias e eu, por outro lado, tinha montes de dias de férias que tinha de gozar, e além disso estava a sentir uma necessidade gigantesca de desligar completamente do trabalho durante uns tempos. Por isso decidi escolher um sítio interessante e fazer-me à estrada (metaforicamente, porque fui de avião).

 

A escolha do sítio não foi complicada. Queria uma cidade interessante, não estava muito interessada num destino de praia. Queria um sítio onde pudesse perder-me nas ruas (novamente metaforicamente, não queria realmente andar perdida), andar no meio das pessoas, sentar-me em cafés e esplanadas sem ter grandes planos para os dias, e ter algumas atividades interessantes para fazer. As primeiras ideias foram Londres ou Paris, duas cidades que adoro e que estão aqui tão perto, mesmo a jeito para uma viagem deste género. Acabei por rapidamente excluir Londres por ser uma cidade onde já estive tantas vezes, que já conheço razoavelmente bem e porque já sabia que no final deste ano vou lá voltar por dois dias (e por um excelente motivo!). Paris ainda ficou no fundo da minha mente durante uns tempos, por ser uma cidade que adoro e onde facilmente conseguiria passar uns dias sozinha sem me fartar (aliás, espero ainda vir a fazê-o). No entanto, também já lá estive duas vezes, uma das quais durante 5 dias e não foi há tanto tempo quanto isso, por isso continuei a pensar em alternativas.

 

Por muito que a maior parte das pessoas continue a ficar admirada com este facto, a verdade é que eu adoro os Estados Unidos da América. Ou melhor, colocando a coisa por outras palavras e porque há coisas nos Estados Unidos de que eu não gosto, sou uma pessoa que adora visitar os Estados Unidos da América. Não sei muito bem como explicar este sentimento, mas tenho uma sensação quando chego aos Estados Unidos, que alguns podem achar estranha, de que estou a chega a casa. E aqui não quero ser mal interpretada, a minha casa, o meu país é Portugal e sempre será. Mas há esta sensação estranha de familiaridade com aquele país, parece que é um sítio ao qual também pertenço. Não sei se terá a ver com o facto de a maior parte da cultura e media que consumo ser produzida e passada nos Estados Unidos, quer sejam séries, filmes, livros ou documentários. Há coisas, costumes, hábitos, tradições, que apenas os americanos têm e pelos quais eu tenho um certo fascínio. Desde todo o aparato que fazem à volta de um jogo de basquetebol ou de basebol, ao tipo de celebrações que fazem em feriados como o 4 de Julho, aos churrascos no “backyard” onde reúnem amigos e família só porque faz sol. Os brunches, os smores feitos na fogueira num fim de semana de campismo, as roadtrips, os farmer’s markets, entre muitas outras coisas.

 

Eu própria já vivi nos Estados Unidos durante 6 meses no final do meu mestrado e apesar de não sido numa cidade muito interessante, adorei a experiência. Depois disso já fiz férias duas vezes por lá: a primeira exclusivamente em Nova Iorque durante 11 dias, aproveitando a ida a um congresso durante o doutoramento, e a segunda no ano passado, quando fizemos uma roadtrip de 20 dias e cerca de 4000 km.

 

Hoje em dia, felizmente tenho a sorte de ter um casal de amigos que vive nos Estados Unidos. Melhor ainda: vivem naquela que é para mim uma das cidades americanas mais interessantes e pela qual já tinha passado uns dias na roadtrip do ano passado: São Francisco. E então, falei com eles, perguntei se me ofereciam um teto e uma cama/sofá durante uns dias e mal eles disseram que sim, que teriam todo o gosto, de imediato comprei os voos de Lisboa para São Francisco.

 

Estive lá 7 dias inteiros, excluindo as viagens e tive uma semana inesquecível. Não fiz grandes planos, tinha duas ou três coisas que queria fazer, mas queria acima de tudo umas férias relaxadas, com tempo para fazer o que me apetecesse e sem a pressão de ter de visitar 3 locais de interesse por dia. Nunca pus despertador, apesar de mesmo assim ter acordado cedo todos os dias (o hábito já está muito enraizado), e a maior parte dos dias decidi o que queria fazer na própria manhã ou na véspera à noite. Caminhei quilómetros e quilómetros todos os dias, comi muito, andei de autocarro, metro e Uber pela primeira vez (e quase todos os dias depois dessa), tirei centenas de fotografias, fiz algumas compras, atravessei a Golden Gate bridge de bicicleta, fui ao museu da ciência, fui às compras ao Whole Foods e ao farmer’s market e preparei o jantar para mim e para os meus amigos (pizza com massa caseira). Comi cheesecake no Cheesecake Factory e gelado na Ghirardelli’s e pequenos almoços e brunches à americana, uns dias com panquecas e outros com ovos.

 

Nunca tinha ido de férias sozinha, e até pode ser que nunca mais tal se proporcione. Mas achei a experiência inegualável e recomendo a todos que o possam fazer. Não ter de depender de ninguém é muito bom, mesmo que habitualmente eu e o R. tenhamos sempre tendência para querer fazer as mesmas coisas quando viajamos juntos e seja sempre tudo muito pacífico entre nós. Ainda assim, ter total controlo sobre os nossos dias pode ser muito libertador, principalmente numa cidade completamente diferente. Se se voltar a proporcionar, nem sequer vou pensar duas vezes e já tenho em mente exatamente o que gostaria de fazer se voltar a fazer a férias sozinha.

 

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(vista de Bernal Heights Park)

 

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(vista de Bernal Heights Park)

 

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(San Francisco Downtown vista de Bernal Heights Park)

 

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(Alcatraz)

 

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(Farmer’s market)

 

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(Farmer’s market)

 

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(Farmer’s market)

 

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(Farmer’s market)

 

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(Baleias)

 

(Pôr do Sol)

 

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(Crocodilo albino no museu da ciência)

 

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(Borboleta no museu da ciência)

 

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(Golden Gate Bridge)

 

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(Golden Gate Bridge)

 

(Mais fotos no próximo post sobre São Francisco)

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1 Comment

  • Reply
    Viagens: São Francisco – recomendações | Deixa ser…
    November 14, 2016 at 11:16 am

    […] Já aqui contei que este Verão passei uma semana de férias incrível em São Francisco. Foi a minha segunda vez na cidade, apesar de a primeira visita no ano passado ter sido muito curta, e deu para ficar a conhecer relativamente bem. Assim, deixo aqui as minhas recomendações de algumas atividades interessantes para se fazer em São Francisco, no formato de um top 10 + 1. […]

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