Viagem Sudeste Asiático – Parte I – Cambodja

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Em Janeiro e Fevereiro deste ano fizemos mais uma daquelas viagens que pode ser considerada a viagem de uma vida. Era um destino que não estava propriamente no meu top 5, mas figurava algures no meu top 10. No entanto, as mais variadas circunstâncias da vida ditaram que aquele fosse o destino ideal para o início de 2017.

 

Acabou por ser uma viagem incrível de 3 semanas no Sudeste Asiático, entre o Cambodja e o Vietname. Culturas completamente diferentes da nossa mas que nos permitem ter uma nova perspectiva de vida.

 

Nesta primeira parte vou falar-vos dos seis dias que passámos no Cambodja.

 

A primeira cidade que visitámos foi Pnhom Penh, a capital do Cambodja. Só ficámos aqui um dia e meio e a cidade não é muito interessante. Muito movimentada, é a cidade mais modernizada do país e não tem atrações de grande interesse. Ainda por cima, no nosso segundo dia era feriado nacional, por isso estava tudo fechado. Passeámos um pouco na rua e visitámos o mercado, onde almoçámos e que foi a parte mais interessante.

 

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Na tarde do segundo dia apanhámos um autocarro para Siem Reap. Apesar de ser a cidade mais turística por ser a que fica mais perto dos grandes templos de Angkor, gostei bastante do ambiente. Ficámos num hotel fantástico, um bocadinho afastado do centro, o que foi ótimos pois permitiu fugir da confusão sempre que queríamos, e que tinha acabado de abrir, por isso estava novo em folha. Cada quarto ficava numa pequena cabana isolada e o lobby do hotel era ao ar livre. A piscina também era maravilhosa.

 

Aproveitámos dois dos dias para visitar os templos, incluindo ver o nascer do sol em Angkor Wat no segundo dia. Para dizer a verdade, gostei de ver os tempos mas foi um pouco anti-climático, como acho que acontece na maior parte destes grandes monumentos por todo o mundo. Muita gente, mesmo muita, a maior parte mais preocupada em tirar fotografias do que desfrutar do ambiente e dos monumentos (também tirei fotos, claro, mas tirava uma ou duas e depois tentava aproveitar o momento). Além do muito calor que se tornava cansativo e nos “obrigava” a voltar para o hotel relativamente cedo para nos refrescarmos na piscina (o que também não era mau, diga-se!).

 

No último dia tivemos uma das melhores experiências de toda a viagem. Fomos fazer a food tour mais famosa de Siem Reap. Não é uma atividade propriamente barata mas devo dizer-vos que vale muito a pena. O guia é o Steven, que é escocês e era chef antes de se mudar para Siem Reap e começar a food tour com a Lina. Fizemos a Morning Tour e fomos tomar o pequeno almoço – noodles e ice coffee – seguido de uma visita ao mercado – onde provei formigas! – e uma visita aos arredores da cidade, onde visitámos uma família que trabalha a cana de açúcar e outra produtora de noodles de arroz. Depois parámos para almoçar no caminho de volta para a cidade – noodles mais uma vez. Foi fantástico visitar sítios onde nunca teríamos ido se não fosse com ele e ouvi-lo a falar do Cambodja e da sua mudança de vida desde que saiu da Escócia e decidiu começar esta nova atividade.

 

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As visitas a estas duas famílias dos arredores de Siem Reap permitiram-me ter uma visão diferente em relação à realidade destas pessoas durante todo o resto da viagem – e, mais importante, durante todo o resto da minha vida. Estas são países muito pobres, onde as pessoas sobrevivem, muitas vezes, como poucos dólares por mês, e isso é algo que sempre me fez muita confusão. Pensava muitas vezes em porque tive eu a sorte de nascer num país como este e aquelas pessoas, principalmente as crianças, não. Via crianças nas ruas e pensava que poderiam até ter um enorme potencial e serem adultos de sucesso mas que por terem nascido naquela realidade, era pouco provável que o conseguissem concretizar. Ver estas famílias, que plantam arroz nas traseiras das suas casas (cabanas) e que tratam o arroz nos seus próprios pátios para fazer noodles e vender ou, muitas vezes, para trocar por outros bens, e que muitas vezes nunca foram para além do fundo da sua rua, são mesmo felizes assim. Vive toda uma família por baixo do mesmo teto, estão lá uns para os outros, mandam as crianças para a escola até poderem começar a ajudar em casa, e são felizes. E não há porque não ser feliz assim. São realidades diferentes, e talvez devêssemos ser nós a aprender alguma coisa com eles e a perceber que a vida pode ser muito mais simples e que desde que as coisas importantes estejam lá – família, carinho, um teto e alguma comida – então podemos ser felizes.

 

Gostei muito do Cambodja e gostava de um dia regressar para visitar sítios mais afastados das principais cidades. Depois fomos para o Norte do Vietnam, onde visitámos Hanoi, Halong Bay e Sapa, mas isso fica para outro post.

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