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#90/100 – A segunda parte da vida

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Sou viciada em newsletter, em parte porque gosto de colecionar as ofertas grátis que se podem descarregar ao subscrever, e por outro lado porque acredito sempre que vou conseguir tirar algo de útil de cada uma delas. Em alguns casos isso verifica-se, noutros nem tanto.

 

Ontem recebi uma newsletter muito interessante. Nela, o autor falava da segunda parte. Da segunda parte de um jogo, como da segunda parte da vida.

 

Resumindo, ele falava de uma entrevista que ouviu a um jogador dos New England Patriots sobre uma final da Super Bowl. Nessa entrevista, o jogador falava de como a equipa chegou ao final da primeira parte e perder por 28-3, e de como, ao intervalo, o estado de espírito nos balneários era de resiliência e de foco na segunda parte. Pensaram nos erros que tinham cometido durante a primeira parte, mas não lhes deram demasiada importância e focaram-se mais em não os repetir na segunda parte. Quando o jogo recomeçou, o foco de cada um deles era na jogada seguinte, em dar o máximo para que essa fosse uma jogada bem sucedida. Reparem que segundo a descrição do entrevistado, a equipa não se focou em tudo o que teriam de fazer na segunda parte para recuperar de uma diferença tão grande. Isso seria, muito provavelmente, contraproducente. Em vez disso, focaram-se numa jogada de cada vez. Na jogada que tinham a seguir pela frente. Obviamente, também não se focaram nos falhanços da primeira parte, isso apenas irias desmoralizá-los.

 

O autor faz depois uma comparação entre este jogo e a vida. Imaginemos que estamos no intervalo, que a primeira parte da nossa vida já passou e que estamos agora a começar a segunda parte. De nada serve focarmo-nos naquilo que correu mal até aqui. Também de nada serve pensarmos em tudo o que temos para recuperar e onde queremos estar daqui a muito tempo. Basta focarmo-nos na próxima decisão, na próxima jogada, uma de cada vez, e ver a segunda parte como independente da primeira. A primeira parte isolada não vai ditar o resultado final do jogo. Ainda é possível recuperar, independentemente do lugar que cada um de nós ocupa atualmente.

 

Por isso vamos fazer um intervalo, e olhar para a segunda parte da vida sem nos preocuparmos muito com o que já lá vai na primeira parte nem com tudo o que queremos fazer de diferente na segunda parte. Vamos focar-nos numa coisa de cada vez, numa decisão de cada vez, colocar um pé à frente do outro e, aos bocadinhos, vamos recuperando a desvantagem e chegar ao fim a ganhar o jogo.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

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