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Relações à distância

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Em 10 anos de relação, já passamos por várias situações em que tivemos de viver separados um do outro. Esta está a ser a pior de todas.

 

Já houve uma altura em que estávamos em continentes diferentes – não correu nada bem, éramos jovens e imaturos, a relação era recente e passámos a maior parte do tempo a discutir. Já houve alturas em que estivemos em países diferentes mas bem mais próximos, com possibilidade para várias visitas. Aí já éramos mais crescidos e a coisa correu bem melhor. Mais tarde chegou a altura de estarmos no mesmo país mas em cidades diferentes. Teoricamente mais fácil, até porque estávamos juntos todos os fins de semana, mas foi numa altura em que éramos já bem crescidos, queríamos levar a relação para o próximo nível, partilhar uma casa, e acabamos por só poder partilhar o sábado e o domingo. Além disso, foi o período de tempo mais longo em que estivemos separados. Foi muito tempo, demasiado tempo.

 

Depois conseguimos finalmente ficar na mesma cidade, na mesma casa, e assim nos aguentámos durante cerca de 6 meses. E agora o emprego novo dele mandou-o para longe. E mais uma vez estamos em continentes diferentes, separados por milhares de quilómetros e por 8 horas de fuso horário. E agora é diferente, porque já estava tão habituada a partilhar a casa com aquela pessoa, e a tê-lo sempre aqui, a ter aquele apoio constante e aquela presença reconfortante, e agora estou sozinha. Vão ser no total 6 meses, se bem que eu já lá fui 9 dias e ainda vamos ter no meio 3 semanas de férias (ainda falta muito?) longe de tudo e de todos, só nós os dois.

 

Não é fácil manter uma relação à distância, e pela experiência que já tive com estas situações isoladas, duvido muito que conseguisse manter uma relação desse tipo de forma permanente ou por tempo indeterminado. Quando amamos queremos estar juntos, queremos tocar-nos, queremos partilhar sensações e experiências. E por muito que hoje em dia a internet e toda a tecnologia que nos rodeia permita partilhar muita coisa com quem está longe, para mim nunca seria suficiente.

 

Desta vez, a parte mais difícil está a ser mesmo o fuso horário. Nunca tivemos tanta diferença de fusos horários, e 8 horas de diferença não facilitam mesmo nada. Quando eu acordo, ele está a trabalhar, quando ele sai do trabalho eu estou a trabalhar, quando eu saio do trabalho ele está a dormir e este ciclo repete-se de segunda à sexta. Ao fim de semana é por vezes um pouco mais fácil, mas durante a semana costumamos falar no máximo uns 10 minutos, isto quando temos a sorte de conseguirmos sequer falar.

 

Enfim, isto é mais um desabafo do que outra coisa qualquer. Se alguém por aí é capaz de manter uma relação saudável à distância, por favor, digam-me como conseguem. Eu, deste lado, estou a contar os dias para as próximas férias, e depois disso para dia 1 de Abril, quando voltaremos a ser 2 cá em casa.

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1 Comment

  • Reply
    Glória Carvalho
    December 30, 2016 at 11:16 pm

    Admiro-te tanto por isso Filipa! Pela vossa capacidade de gerir tudo isto! Não seria capaz mas se um dia for preciso certamente irei procurar inspiração (e muitos conselhos!) em ti!

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