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As minhas regras de ouro do blogging

Regras de ouro

 

Hoje trago-vos um artigo um bocadinho diferente daquilo que é o meu habitual, pois decidi responder a este desafio da Sofia, autora do blog a Sofia world.

 

A Sofia leu o livro “The Golden Rules of Blogging” e no seu artigo conta-nos quais as “regras” que achou merecedoras de maior destaque. Ainda nos desafiou a escrevermos um artigo com as nossas próprias regras de ouro do blogging e é isso mesmo que vou fazer hoje.

 

Não me considero uma especialista em todos os aspetos da blogosfera, mas estes últimos 16 meses já me deram umas boas bases e, mais importante do que isso, a minha perspetiva em relação a isto de ter um blog mudou muito desde que aqui comecei a escrever e hoje dou importância a algumas coisas a que não dava no início.

 

Por isso vamos a isto: fiquem com aquelas que, para mim, são as regras mais importantes nisto de ter um blog.

 

1 – Criar conteúdo útil para os leitores

Esta tornou-se, nos últimos tempos, a regra mais importante para mim. Ainda num dos últimos artigos falei disso mesmo: para quem possa não ter lido, disse-vos que achava que os meus artigos sobre objetivos trimestrais eram pouco úteis para os leitores, apesar de alguns de vocês se sentirem inspirados a fazer mais e melhor, e contei-vos que ia começar a conjugá-los com técnicas e estratégias de gestão de tempo, planeamento e produtividade.

 

Os nossos conteúdos podem ser úteis de várias formas: dicas, estratégias, lições, ensinar a fazer algo, reviews, ou até mesmo inspiração ou entretenimento. Tudo isso é válido e tem a sua utilidade. O que não tem qualquer utilidade são artigos única e exclusivamente centrados no autor e sem qualquer sumo para extrair da leitura.

 

Eu sinto que o meu blog nem sempre foi útil para os leitores. Nos primeiros meses do Deixa ser, sinto que ainda andava muito à descoberta: a descobrir coisas sobre mim, a descobrir o que realmente queria fazer com este espaço, a descobrir a minha voz. Hoje sinto que já encontrei a minha voz, claro que descobri muito sobre mim própria, e percebi exatamente o que quero fazer com os meus artigos. Já partilhei a minha missão convosco (ela está nesta página), mas não custa repetir: a minha missão com este blog é provocar um impacto na vida de quem me lê, mostrando que é possível mudar e ser feliz todos os dias e que nenhum sonho é impossível, e levar quem está desse lado a executar todas as ações necessárias para que também possam viver os vossos sonhos.

 

Para conseguir isso, tenho de criar conteúdos úteis. Conteúdos exclusivamente centrados em mim própria não terão lugar neste espaço. Eu tenho sonhos muito grandes para este blog, quero que ele seja um espaço de referência para quem procura motivação e para quem quer mudar. Não precisam de ser mudanças de vida, pode ser qualquer mudança pequena, média ou grande, e a verdade é que praticamente todos nós queremos mudar alguma coisa. Seja implementar um hábito ou eliminar outro, criar uma rotina, chegar a um qualquer patamar de carreira, ou mudar completamente a vida do avesso. A mudança pode ser positiva, pode até ser a melhor coisa que já te aconteceu, e é isso que quero mostrar aqui.

 

É por isso que aqui não vão encontrar mais (apesar de conseguirem encontrar nos arquivos) artigos sem qualquer utilidade. É também óbvio que nem todos os artigos vão ser úteis para todos (este, por exemplo, poderá só ser útil para quem tem ou quer vir a ter um blog), mas vou fazer todos os possíveis para que todos sejam úteis para, pelo menos, uma pessoa.

 

2 – Fazer networking com outros bloggers

Uma das melhores partes de ter um blog é poder conhecer outros bloggers! Já conheci tanta gente interessante graças a este mundo, por participar em workshops, tertúlias ou atividades como o Bloggers Camp, e algumas (bastantes) dessas pessoas vão mesmo ficando no nosso coração e nas nossas vidas.

 

O mais giro é que depois vão-se criando sinergias, para além das amizades. Nascem projetos muito bons ou apenas trocas de guest-posts, e claro que passamos a interagir mais uns com os outros no online depois de nos conhecermos pessoalmente.

 

Uma das 33 lições que partilhei neste artigo foi esta: “Conhecer pessoas novas é, na maior parte das vezes, maravilhoso, mesmo para quem é introvertido.” Eu sou introvertida mas cada vez gosto mais de conhecer pessoas novas. As ligações que criamos, os momentos de convívio que se seguem, as mensagens de incentivo que trocamos e a força que damos uns aos outros, são tão valiosos que a vontade de ficar fechada num canto, típica de quem é mais introvertido, é logo colocada de parte. E mesmo que fosse só por ter conhecido estas pessoas, já teria valido a pena ter criado este blog.

 

3 – Tentar sempre melhorar

Eu sou mesmo assim e isto pode não ser uma regra para outras pessoas, mas eu gosto de melhorar em tudo aquilo que faço, e o blog não é uma exceção. Não suporto a ideia de permanecer estagnada, em qualquer vertente da minha vida. Quero sempre saber mais, aprender mais, fazer mais.

 

É possível que quem me acompanha desde o início tenha notado a evolução. Falsa modéstia é algo que não me apraz e por isso sou a primeira a dizer que evoluí muito desde que comecei. E fico orgulhosa. E, mais importante ainda, fico com vontade de melhorar ainda mais e trabalho para isso todos os dias. É por isso que peço feedback e que faço questionários, pergunto que tópicos gostavam de ver por aqui (dentro daquilo que faz sentido para este blog, claro) e quais aqueles de que têm gostado mais. Estou sempre aberta a sugestões e a novos caminhos. Também estou constantemente a ler artigos sobre blogging e, claro, sobre os tópicos que costumo abordar aqui no blog, para poder aprofundar mais e ter mais conhecimentos sobre os assuntos de que quero falar.

 

É por isso que tento que cada artigo seja melhor do que o anterior e que as coisas que escrevo tragam mais valor e mais conhecimentos a quem por aqui passa.

 

4 – Responder a todos os comentários

Não sei se já repararam, mas eu respondo a todos os comentários que me deixam aqui no blog ou na página do Facebook. Para mim, não há outra forma de isto funcionar. Se alguém gastou algum do seu tempo a ler aquilo que eu escrevi e ainda se deu ao trabalho de me deixar um comentário, com certeza que essa pessoa merece uns momentos da minha atenção e uma resposta é o mínimo que posso fazer para retribuir.

 

Para aqueles que não têm um blog, acredito que não façam ideia como é bom receber comentários. Os primeiros meses de um blog constituem uma fase muito dura, em que parece que escrevemos para um vácuo e não está ninguém do outro lado para nos ler. Pode ser frustrante, e acredito que seja por isso que muitos blogs são abandonados pouco tempo depois de serem criados.

 

A primeira vez que alguém comentou aqui no blog, aconteceu mais de dois meses depois de ter começado a escrever. E, claro, foi uma amiga que comentou, por isso quase que não conta. Depois foi outra amiga, até que chegou o primeiro comentário de uma pessoa que eu não conhecia de lado nenhum. Isso aconteceu mais de quatro meses depois de ter começado! (não, não sabia isto de cor, tive de ir consultar os registos). Mas é mesmo isso: o início pode ser muito solitário.

 

Eu não escrevo, e acredito que a maior porque dos outros bloggers também não, por estar à procura de uma qualquer validação externa em relação ao que digo e às perspetivas que defendo. Mas a verdade é que se a ideia fosse escrever só para mim, não publicaria os textos num blog. Não, quando escrevemos num blog é porque queremos que alguém leia o que estamos a escrever, e se não houver ninguém a comentar, não sabemos sequer se está alguém do outro lado.

 

É também por isso, por ter agora esta perceção, que cada vez comento mais os blogs que leio e as respetivas redes sociais. Porque se gosto, sinto que devo transmitir isso à pessoa que escreveu. Sei o quanto os autores vão valorizar esse feedback. Também me é mais fácil porque finalmente me sinto mais à vontade a falar dos meus sentimentos e das minhas emoções, coisa que é muito recente para mim, e enquanto antes me custava dizer às pessoas que gosto daquilo que escrevem e daquilo que fazem, hoje não tenho problemas nenhuns em dar feedback e elogiar sempre que merece ser elogiado.

 

Por isso fica já aqui um enorme “obrigada” a todos aqueles que já comentaram aqui no blog ou no Facebook, saibam que isso significa muito para mim e que vão ter sempre uma resposta!

 

5 – Não dar erros ortográficos ou gramaticais

Apesar de vir em último, esta é uma das regras mais importantes para mim. Vejo muitos erros por aí que até me ferem os olhos e não penso que seja aceitável para quem escreve. Claro que todos erramos de vez em quando. Apesar da minha exigência com a ortografia, também eu já tive uma leitora a corrigir-me um erro – até agora só aconteceu uma vez, e foi por total distração, mas ninguém está livre de um erro ou outro de vez em quando.

 

Mas é diferente quando vejo pessoas a fazerem consistentemente os mesmos erros, aí nota-se que não é apenas distração. Para quem tem dúvidas, pode começar por ler este artigo da Elsa Fernandes, para confirmarem se estão a dar algum destes erros mais frequentes. Se gostarem, tratem de comprar o livro que nasceu como consequência deste mesmo artigo, 101 Erros de Português que Acabam com a sua Credibilidade (também o quero para mim, já que se ela fala em 101 erros, de certeza que algum deles me há de ensinar algo novo).

 

E já agora, aproveito para falar de um erro que vejo muitas vezes e que não faz parte desta lista de 10 da Elsa (mas acredito que estará no livro). De certeza que sabem que o verbo haver, no sentido de existir ou de tempo decorrido, por ser impessoal, não tem plural, certo? É por isso que dizemos “Há uma árvore no jardim” da mesma forma que “Há muitas árvores na floresta.” O verbo é impessoal, logo não tem sujeito. O que está no plural e confunde muito as pessoas é o complemento direto.

 

Pois, um erro algo frequente que vejo é tentarem conjugar este verbo no plural quando ele se encontra no passado. Portanto: “Houveram dois concertos este verão” está errado. Deverá ser “Houve dois concertos este verão.” E vejo este erro ainda mais quando o verbo haver é conjugado com um auxiliar. Ou seja, seguindo a mesma lógica, “Vão haver duas festas no fim de semana” está errado. Deve ser “Vai haver duas festas no fim de semana.” Ora vejam aqui. Pronto, é um erro que mexe comigo, por isso fica aqui o esclarecimento para quem precisar.

 

O mais engraçado é que quando eu era pequena, ou não tão pequena, para aí até aos 12 ou 13 anos, os meus relatórios da escola diziam sempre “A Filipa é muito boa aluna e muito bem comportada, mas dá muitos erros ortográficos.” Esta implicação com os erros ortográficos nasceu já em idade adulta e veio muito da vontade que referi antes de aprender sempre mais. Mas é mesmo assim, estamos sempre a aprender e de certeza que eu também ainda tenho muito mais para aprender neste campo. Já fiz cursos de revisão de texto em que aprendi muito, mas quero fazer ainda mais, porque duvido muito que já esteja no nível que quero estar quanto à escrita correta do português.

 

(E nem me venham falar do facto de eu usar o novo acordo ortográfico, quando dei aulas na faculdade fui obrigada a aprendê-lo e hoje consigo escrever com qualquer um dos acordos, e faço-o, dependendo da situação)

 

 

São estas as minhas regras de ouro para quem tem um blog. O que vos parece? Concordam? Acrescentariam mais alguma? Se também têm um blog, sugiro que respondam também a este desafio da Sofia, acredito que a blogosfera só fica a ganhar com este tipo de conteúdos.

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3 Comments

  • Reply
    ritamartins
    January 27, 2018 at 11:17 pm

    Tenho muito em conta as regras 4 e 5. Acho que um conteúdo bem escrito é meio caminho andado para ser útil. E para além de ser conteúdo útil, se respondermso às pessoas que perdem tempo a lerem-nos, então esse conteúdo vai-se tornar ainda mais útil!!

    • Reply
      Filipa Maia
      January 28, 2018 at 11:46 am

      Exato! Concordo muito com isso. Eu acho que tu tens sempre em conta todas as 5 regras que deixei aqui 😉

      • Reply
        ritamartins
        January 28, 2018 at 7:44 pm

        Espero sempre seguir essas regras 😉

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