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O meu ano sabático – ou o início de uma nova aventura

ano sabático

 

(Não sei se estão preparados para o que aí vem, mas este é um post muito longo. Depois não digam que não avisei)

 

Pois é, leram bem o título: vou mesmo fazer um ano sabático!

 

Às vezes ainda dou por mim boquiaberta de espanto por ter mesmo dado este passo tão importante.

 

First things first: “Filipa, então e o teu emprego?”

Sim, é mesmo verdade, apresentei a demissão do meu emprego. E sendo totalmente sincera, posso dizer que foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Não sei se se lembram deste texto, mas ele era exatamente sobre isso. Por incrível que possa parecer, a sensação de apresentar a demissão foi estranhamente parecida com a sensação de saltar de uma ponte: no fundo, estou também a dar um passo para um abismo que, neste momento, é composto por um vazio muito grande.

 

Só que isto não é, de todo, verdade: apesar de, à primeira vista, poder parecer que não há mais nada que eu possa fazer para além do meu trabalho atual, a verdade é que tenho um sem número de valências e de aptidões que me vão permitir continuar a trabalhar se assim eu quiser. Não é, portanto, um abismo real. É apenas alguma incerteza, o desconhecido, a dúvida (felizmente momentânea) se realmente sou capaz de fazer outras coisas. Mas nada disto me assusta.

 

O grande diferenciador que me fez dar este passo foi apenas um: auto-confiança. Tudo se resume a isto. Algo que nunca tive, que sempre foi o meu maior handicap. Felizmente, nos últimos anos, devido não só a um grande trabalho interior da minha parte, mas também a grandes contributos de alguns fatores externos, isto foi algo que consegui mudar completamente em mim. Uma das minhas maiores fraquezas tornou-se na minha maior força. Ponto. Hoje tenho toda a confiança em mim e nas minhas capacidades para dar este passo. E é quanto basta.

 

À procura de um novo estilo de vida: “Mas afinal, Filipa, o que raio te passou pela cabeça?”

Despedir-me (com duplo sentido) do meu emprego não foi extremamente difícil apenas por ser um grande risco que decidi correr. Também o foi porque eu adoro mesmo(!) aquilo que faço e durante muito tempo senti-me plenamente realizada no meu emprego e com o meu trabalho. Era o meu trabalho de sonho, quem me conhece sabe que é verdade e ouviu-me dizer isto várias vezes. O que tornou a decisão bem mais difícil.

 

Sempre fui uma pessoa com muitos e variados interesses e apesar de nos últimos anos me ter focado muito no meu trabalho, nunca esqueci os outros lados de mim. O acordar desta paixão pela escrita, misturado com algumas outras descobertas interiores, fizeram-me perceber que há outros interesses que afinal (e ao contrário daquilo em que durante muito tempo acreditei) são tão importantes como a ciência. E chegou a altura de os explorar.

 

A principal chave no meio disto tudo é que quando percebes que tens vários interesses diferentes, todos eles com o mesmo valor e a mesma importância para ti, tens de arranjar uma outra forma de desempatar e de fazer uma escolha.

(pequena nota: como já devem ter percebido se lêem este blog, eu não acredito que uma escolha feita aos 18 anos deva ditar o resto das nossas vidas, por isso sim, esta foi uma nova escolha que me vi a fazer aos 32 anos)

A forma que escolhi para desempatar as diversas opções que fui considerando foi muito simples e foi radicalmente diferente da forma como fiz escolhas no passado: passou, muito simplesmente, por escolher com base no meu estilo de vida ideal.

 

Durante muito tempo quis ser cientista. Trabalhei para isso e consegui sê-lo exatamente na área e na indústria em que sempre quis trabalhar. Adorei o meu trabalho, o local onde trabalhei e as pessoas com quem trabalhei. Mas começou a haver algo que deixou de estar alinhado com o meu ideal de vida, uma única coisa que não batia certo, e esse algo é o estilo de vida. A falta de tempo para mim, para dedicar a projetos pessoais, para gerir a minha vida com flexibilidade, a restrição de localização geográfica, a limitação de apenas poder viajar nas 4 semanas anuais de férias, todos estes foram aspetos que começaram a pesar na minha escolha.

 

A verdade é que eu nunca pensei no estilo de vida quando, no passado, fiz escolhas profissionais. Provavelmente porque no passado não estávamos tão cientes e tão alerta para alguns estilos de vida “alternativos”. Ou talvez porque, lá está, nunca tive a confiança necessária para acreditar que conseguiria fazer um estilo de vida “alternativo” funcionar para mim.

 

Hoje, os meus principais requisitos de estilo de vida são a flexibilidade de horários e a independência de localização. Quero poder trabalhar a partir de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. E foi esse o principal motivador desta minha decisão. O segundo grande motivador foi a necessidade de fazer coisas mais criativas (e sim, o trabalho e a inovação científica também exigem criatividade, mas neste momento estou à procura de um tipo diferente de criatividade).

 

A noção de sucesso e saber desistir

Há mais dois aspetos que são muito importantes numa tomada de decisão como esta. Um deles é a noção de sucesso. Para conseguir ir com esta mudança para a frente, tive de modificar internamente aquela que é para mim a definição de sucesso. Isto não foi nada difícil e foi acontecendo naturalmente. À medida que o meu ideal de estilo de vida se foi progressivamente construindo na minha cabeça, também a minha noção de sucesso foi acompanhando essa mudança de prisma.

 

Uma coisa é certa: enquanto uma pessoa continuar presa à noção de que é um alto cargo numa grande empresa com uma conta choruda no banco que vai demonstrar o seu sucesso, nunca conseguirá dar um passo deste género. E quanto ao dinheiro, para mim não é, de todo, o mais importante. Felizmente, encontro-me numa fase da minha vida em que já percebi de quanto preciso para viver confortavelmente, e se por exemplo conseguisse ganhar o dinheiro que preciso para um ano em apenas seis meses, nada me faria mais feliz do que poder tirar os seis meses seguintes para apenas escrever, ler e estudar coisas novas. Este constitui o meu ideal, em oposição a simplesmente continuar a trabalhar para fazer ainda mais dinheiro sem, no entanto, ter tempo para desfrutar dele.

 

O outro aspeto importante é a noção de desistir e a realização de que não há mal nenhum em desistir de algumas coisas, desistir daquilo que já não nos faz sentido. Há livros sobre isto e basta pensar um bocadinho para perceber que se nunca desistíssemos de nada, as nossas vidas seriam uma loucura. Ou vocês ainda praticam todos os desportos que fizeram enquanto cresciam? Mantêm todos os hobbies que já tiveram? Já pensaram quão dura seria a vossa vida se assim fosse?

 

Eu sempre tive bastantes dificuldades com a noção de desistir: pousar um livro a meio era impensável, tinha de continuar até ao fim mesmo que não estivesse a gostar nada; deixar de ver uma série que já não me interessava tanto também era inconcebível, mesmo que ela já fosse na 14ª temporada e eu tivesse deixado de gostar na 3ª. Estou a tentar mudar isso em mim. Ainda tenho muito trabalho para fazer, mas hoje vivo muito melhor com a ideia de desistir das coisas. Não o vejo como uma derrota nem sequer como se ter começado aquilo tivesse sido um erro. É simplesmente como a vida funciona: umas coisas são para sempre (são poucas), outras não são e não há mal nenhum.

 

Eu sinto mesmo que precisava de ter chegado ao sítio onde me encontro neste momento, precisava de ter passado por tudo o que já passei, para conseguir dar este passo de mudança, e que foi exatamente tudo o que vivi até hoje que fez com que eu chegasse a esta decisão. Tomá-la não foi fácil e sei que ainda vou sentir muita falta do meu trabalho como cientista, mas qualquer que fosse a decisão, iria sempre sentir falta da opção alternativa. A realidade é que simplesmente não existem opções perfeitas e trata-se apenas de fazer uma escolha consciente e alinhada com aquilo que é melhor para nós.

 

Um ano sabático à minha maneira: “OK, mas então o que vais mesmo andar a fazer?”

É mesmo isso, este vai ser um ano sabático feito à minha medida e à minha maneira, e nem faria sentido que fosse de outra forma. Por isso mesmo não haverá regras, não vou estar associada a nenhuma organização/associação impulsionadora de anos sabáticos ou de experiências do género, será para fazer aquilo que EU quiser, da maneira que EU decidir. Nesse sentido, este ano vai passar por:

Estudar

Este vai ser mesmo o foco principal. Já sabem que andei algum tempo à procura de um curso de Marketing Digital para fazer este ano, e a verdade é que quando comecei à procura nem me passava pela cabeça tirar um ano para voltar estudar. Era algo que ia fazer em paralelo com o meu trabalho. Mas entretanto algumas coisas mudaram, percebi que queria mesmo uma mudança mais a fundo e que queria atirar-me de cabeça para esta nova fase da minha vida. Que queria aprender muitas coisas novas, muito para além do marketing digital. Percebi que, com tudo o que queria fazer, alguma coisa não ia correr bem. Ou não ia conseguir dar toda a atenção necessária ao meu trabalho, ou não ia conseguir fazer o estudo resultar em algo aplicável num futuro emprego. Como gosto de estar inteira nas coisas que faço, tive de optar por fazer apenas uma e essa, para este ano, será estudar.

Investir mais tempo na minha escrita

Claro que planeio vir a ter mais tempo livre ao longo deste ano, e tanto desse tempo quanto possível será dedicado à escrita, como não podia deixar de ser. Tenho aqui uma oportunidade de ouro para poder concluir alguns dos projetos de escrita que fui começando nos últimos dois anos e, quem sabe, este ano sabático poderá ser o principal impulsionador para me tornar uma autora publicada.

Ter mais tempo para mim

Não vai ser fácil porque as atividades tendem a expandir-se de forma a ocuparem todo o nosso tempo livre e tenho já imensas coisas alinhadas e planeadas para este ano. Mas quero mesmo ter mais tempo para mim, tempo para não fazer nada, tempo para simplesmente estar e ser.

 

Mudança: “don’t just talk the talk, walk the walk” (ou o que já era possível de adivinhar para quem costuma ler o Deixa ser)

Para quem costuma acompanhar aqui o blog, esta mudança poderá não representar uma grande surpresa. Há muito tempo que já tenho vindo a falar de mudança, de irmos atrás dos nossos sonhos, de ouvirmos a nossa intuição e respeitarmos o que ela nos pede.

 

Se até aqui poderia parecer que eu dizia (escrevia) tudo isto da boca para fora, agora podem perceber que esta forma de pensar, estas crenças que estão presentes em muito do que escrevo, está mesmo a ditar a forma como vivo a minha vida. E só não tinha falado disto mais cedo porque apesar de esta decisão já estar tomada há algum tempo, há sempre um momento certo para falar das coisas, e o momento certo para falar disto ainda não tinha chegado.

 

Para quem pudesse pensar que a forma como eu escrevia por aqui era apenas uma fachada e um monte de palavras que apenas pretendem ser inspiradoras, que se desengane. Eu acredito que nada pode ser mais inspirador do que as ações, e apesar de obviamente não estar a fazer nada disto para inspirar os meus leitores, a verdade é que espero que isso também aconteça. Tenho vindo a receber mensagens de pessoas que se sentem verdadeiramente inspiradas por este blog e pelas minhas palavras e isso é o maior motivador para continuar a escrevê-lo. Se para além das minhas palavras, também as minhas atitudes vos inspirarem, então serei ainda mais feliz.

 

“Mas, Filipa, queres mesmo mudar de carreira? Vais deixar de ser cientista?”

Sim, quero. O mais engraçado é que no momento em que decidi mudar, como já expliquei atrás principalmente motivada pela possibilidade de ter um estilo de vida diferente, inúmeras possibilidades se abriram à minha frente, algumas das quais nunca sequer tinha considerado seriamente. Como há coisas que nunca mudam, continuo a ser uma pessoa com muitos interesses e o marketing digital não é a única coisa que vou estudar.

 

A parte melhor é que hoje, e em grande parte devido a esta grande mudança que estou a fazer avançar, não tenho qualquer dificuldade em pensar na minha vida em termos de ciclos, e se estou agora a fechar um ciclo, isso obviamente não significa que o próximo ciclo seja para sempre. O marketing digital será provavelmente o meu principal foco nos próximos anos – no próximo ciclo – mas não quer necessariamente dizer que seja o que vou fazer para o resto da vida.

 

E já sabem que eu acredito piamente nisto: as possibilidades são infinitas (já repararam lá em cima, no subtítulo do blog?) e não vou ser eu a limitar-me a mim própria. Não vou já revelar tudo do que vou andar a fazer, mas se ficarem desse lado, de certeza que vão acompanhar o que se vai passar. Já estou inscrita (e até já comecei) mais alguns cursos para além do marketing digital e já tenho algumas colaborações alinhadas com algumas pessoas e instituições que me vão permitir ir ganhando experiência noutras áreas (essencialmente num regime de voluntariado, pelo menos para já), por isso tenho a certeza que muitas coisas boas vão acontecer.

 

Como última nota neste tópico: nunca vou deixar de ser cientista, tal como nunca vou deixar de ser engenheira. São coisas que já fazem parte de mim e vão sempre fazer. Posso deixar de trabalhar como cientista, mas continuo a sê-lo e espero sinceramente poder continuar a trabalhar com ciência, ainda que numa perspetiva diferente. Também não deixo de ser engenheira, nem deixo de ser doutorada.

 

O mais bonito disto tudo é que tudo o que já cá estava, continua por cá, continua em mim. E o que também é importante: nada me impede de voltar a redirecionar a minha vida e a minha carreira se achar que é isso que faz sentido. Continuo a ter os mesmos conhecimentos, a mesma formação, a mesma experiência profissional: essas coisas ninguém me pode tirar. Como já disse: não sou eu que me vou limitar a mim própria, e excluir essas partes de mim seria outra forma de me limitar. Não o vou fazer e podem continuar a chamar-me cientista que não me ofendem!

 

“Mas, Filipa, não tens medo?”

Sim, tenho muito medo. Mas não é isso que me vai travar. Sinceramente, acho que estranho seria se não tivesse medo. Afinal de contas, estou a sair de um emprego sem ter outro concreto para começar, sem saber se/quando vou conseguir arranjar trabalho e sem muitas das competências que ainda vou precisar para entrar nas áreas que realmente me interessam (nomeadamente, experiência). E convenhamos, tenho contas para pagar, tenho responsabilidades enquanto adulta, e tenho uma quantia de dinheiro finita. Sim, tenho algumas poupanças que me vão permitir estar uns tempos descansada, mas não, essas poupanças não vão durar para sempre. Tenho já algumas coisas alinhadas para conseguir ganhar dinheiro (não limitado mas incluindo a página de serviços lá em cima). Portanto, tenho um plano, e isso ajuda a sentir-me mais descansada. Para além disso, como já disse mas voltando a reforçar a ideia, confio em mim e nas minhas capacidades.

 

Por isso sim, tenho medo, mas não faz mal. Vou em frente, mesmo com medo.

 

I learned that courage was not the absence of fear, but the triumph over it. The brave man is not he who does not feel afraid, but he who conquers that fear.

Nelson Mandela

 

Os meus valores para este ano

Saber bem quais são os meus valores, o que motiva as minhas decisões, o que está por detrás das minhas escolhas, é uma das partes mais importantes de todo este processo. Já chega de seguir um caminho pré-definido, e para que a mudança realmente tenha valor, há que agir com intencionalidade, com muita consciência daquilo que se está a fazer e de quais são os principais objetivos. Os valores que vão reger este meu ano são:

  1. Sair da minha zona de conforto – fazer coisas novas, daquelas que em tempos pensei que nunca faria, daquelas que o meu eu de 20 anos ficaria altamente surpreendido, se não mesmo chocado. Só assim é possível crescer e descobrir o que nos faz vibrar, o que nos faz sentido.
  2. Aprender coisas novas – cursos, pós-graduações, mas também pessoas que acredito que têm muito para me ensinar. Este será um ano de muita aprendizagem em vários sentidos.
  3. Pessoas – há pouco mais a dizer. Estar com pessoas, conhecer pessoas, aprender com pessoas.
  4. Equilíbrio – quero viver menos numa correria, quero ter tempo para parar sem sentir que devia estar a fazer algo, quero ter tempo para estar apenas comigo própria sem preocupações. Isto é algo em que vou ter de trabalhar. Já tenho tantas coisas que quero fazer este ano que apesar de deixar de ter um emprego, acredito que não será fácil. Mas é um caminho e uma aprendizagem e acredito que vou conseguir chegar a um ponto de equilíbrio.
  5. Eu – estou a fazer isto por mim, logo, um dos principais focos tenho de ser eu. Prestar atenção a mim, aos meus sentimentos, às minhas emoções, às minhas vontades. Dar mais atenção à minha saúde, física e mental.

 

Um agradecimento especial

Hoje quero agradecer apenas a uma pessoa. Mais para a frente haverá um post exclusivamente dedicado a falar de como algumas pessoas reagiram a esta minha decisão e a algumas pessoas que muito me têm apoiado. Mas hoje, a principal pessoa a quem quero agradecer nem sequer lê este blog, nunca passou os olhos por aqui, mas é a pessoa que mais me tem apoiado nesta decisão, que acredita em mim tanto como eu acredito em mim própria (ou mais… provavelmente mais…) e sem cujo apoio tudo isto ficaria muito mais difícil. É a “minha pessoa”. A ele, obrigada pelo apoio incondicional.

 

Quanto ao blog, podem esperar muito conteúdo relacionado com esta minha nova aventura, isto vai dar pano para mangas. Apesar de este post já estar gigante, sinto mesmo que muito está a ficar por dizer. Cada um dos pontos em que me foquei acima poderia ser mais aprofundado e dar artigos isolados (quem sabe não o farei).

 

Já sabem que o meu objetivo é inspirar e motivar, mostrar que é possível mudar a qualquer altura, que existem possibilidades infinitas e que nos resta escolher o que é melhor para nós, ignorando os inputs exteriores e olhando apenas para dentro de nós.

 

Gostava muito que ficassem desse lado e que me acompanhassem nesta viagem de mudança de vida. Comentem, façam as vossas perguntas, deixem as vossas dúvidas que eu estou cá para responder a tudo.

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28 Comments

  • Reply
    Glória Carvalho
    October 2, 2017 at 9:52 am

    Tão bom Filipa! Emocionei-me imenso ao ler este texto! Se há alguma coisa que mais concordo e me sinto mais alinhada contigo é no pensarmos em nós e no nosso estilo de vida! Tiveste um emprego e agora ao despedir-te talvez te olhem com estranheza, eu como sabes “criei” o meu próprio emprego ou estilo de vida (gosto mais!) e não deixam de olhar estranhamente para mim por não procurar outra solução! Para quê? Se esta me faz feliz… se me realiza e se me dá liberdade para me conhecer e estar comigo própria, para além de poder fazer um infinito número de coisas fora da minha área? Também não sei se vou viver assim para sempre mas o mais importante é viver bem, viver por inteiro! Continuas a inspirar-me e a perceber que só posso estar no caminho certo! Adoro-te!

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 9:59 am

      Que bom! Percebo tão bem essa tua vontade de viver a vida à tua maneira. Aquilo que muitas pessoas (ainda) não percebem é que não há uma forma certa e uma forma errada de fazer as coisas ou de viver a vida: há a forma que para TI é a certa no momento, e é a essa forma que temos de ser fiéis =) Nada mais do que isso!
      Muito obrigada a ti também, por todo o teu apoio, sabes como ele é importante para mim, e sabes que também de adoro! <3

  • Reply
    conceicaof14@sapo.pt
    October 2, 2017 at 10:36 am

    eu como pessoa mais velha do que a Filipa (o dobro da tua idade) no inicio pensei para ser sincera o que vai fazer esta miúda, mas hoje penso totalmente diferente… Quem me dera ter esta atitude quando tinha a tua idade, mas penso, outros tempos…. desculpas…..hoje de manha li algures um texto assim,

    “Sabe qual é a ironia da vida? É ter pressa para crescer e depois suspirar pela infância perdida. É perder a saúde para ter dinheiro, e depois perder dinheiro para ter saúde. É pensar ansiosamente no futuro e esquecer o presente, e mesmo assim não viver nem o presente nem o futuro. É viver como se nunca fossemos morrer e morrer, sem nunca ter vivido! A vida é feita dessas contradições. A palavra “vida” tem uma letra “V” o resto é “ida”… Desfrute do presente e da companhia de quem te faz feliz!” 🦋

    Depois li este teu texto tão esclarecedor que me apeteceu ter outra vez 30 anos. Aposto que teria sido tão diferente.

    Faz sempre o que te der (como diz o povo ) na tua REAL GANA

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 10:41 am

      Muito obrigada, Conceição! Eu percebo a reação inicial, e a verdade é que tenho percebido que ela não vem apenas de pessoas mais velhas do que eu: há muitas pessoas da minha idade que não conseguem compreender esta decisão. Mas é mesmo verdade: o mundo de hoje não é o mesmo de há 30 anos, hoje é possível ter tipos de trabalhos que não existiam e que nos permitem ter muito mais flexibilidade, e sei que me iria arrepender se não aproveitasse o que de tão bom ele tem para oferecer. E prefiro mesmo evitar arrependimentos!
      Fico muito feliz com o apoio, muito muito obrigada! =)

  • Reply
    Sandra
    October 2, 2017 at 10:56 am

    Ola Filipa, desejo-te a maior sorte do mundo. Conforme já tinha comentado noutro post também estou a passar por essas mudanças. No final do mês acabo o meu curso de Marketing Digital e irei deixar o meu emprego para poder finalmente mudar de carreira. Sinto-me muito entusiasmada mas ao mesmo tempo com medo. Não sei quanto tempo vou demorar a encontrar um novo trabalho em que tudo vai ser novo. Acredito que irá correr bem tanto para ti como para mim. Há momentos na vida em que temos mesmo de arriscar. Beijinhos *

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 11:00 am

      Muito obrigada, Sandra! Também tenho a certeza que tudo vai correr bem para as duas =)
      Beijinho*

  • Reply
    Maria Gonçalves
    October 2, 2017 at 11:09 am

    Olá Filipa.
    E parabéns! pelo pensamento claro, pela coragem de optar, pela força do querer…
    Gosto de a ler. Também eu caminho para a opção de ser feliz. Tento praticar a coragem de pôr de lado o que está a mais, a destruir. Estou convicta que só me sentindo bem e em sintonia comigo mesmo, poderei viver a felicidade…minha e dos outros.
    Beijinho e seja muito feliz!

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 11:17 am

      Muito obrigada, Maria! Todos nós devíamos caminhar no sentido do ser feliz. Qual a lógica de não o fazer? Às vezes, os mais difícil é mesmo perceber o que nos fará felizes, mas é uma questão de irmos tentando e ajustando =)
      Um beijinho e seja também muito feliz*

  • Reply
    Marta Teixeira Pinto
    October 2, 2017 at 11:59 am

    Olá minha querida Filipa! Não imaginas como estou orgulhosa de ti e das tuas conquistas! É extraordinário este passo que estás a dar, sinónimo de caminhar no sentido da felicidade! Cá estaremos para seguir todos os teus passos e quem sabe até nos encontrarmos em alguns? Espero que sim!

    Um grande beijinho e continua assim tão genuína!

    Com amizade e carinho,
    Marta Teixeira Pinto

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 1:27 pm

      Muito obrigada, Martinha! Tenho a certeza que nos vamos encontrar de alguma forma 😉 Este apoio é tão bom, torna tudo ainda mais simples =)
      Um beijinho grande*

  • Reply
    ritamartins
    October 2, 2017 at 12:54 pm

    Muitos parabéns, Filipa! Não estava muito à espera desta mudança – um ano sabático é realmente um grande salto. A maioria das pessoas mudam de trabalhos ou tornam-se nómadas digitais mas tirar UM ANO INTEIRO para deixar ser? Esta é a primeira que oiço!
    Só te posso dar os parabéns por este enorme passo e por estares a concretizar os teus sonhos. Acredito que fizeste um plano super bem estruturado e que este salto não é à maluca, mas sim super natural. Estou muito contente por ter acompanhado a tua evolução e mal posso esperar para ouvir o teu feedback desta nova etapa 😀

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 1:30 pm

      Eheh, eu soube guardar bem o segredo até agora, mas já anda a ser planeado há uns meses (já lá vão dois desde que apresentei a demissão). Obrigada, Rita! Sim, tenho um plano muito bem definido, mas estou muito flexível e disponível para o adaptar sempre que for preciso 😉 Espero mesmo poder continuar a ter o teu apoio =) Beijinho*

  • Reply
    Andreia Moita
    October 2, 2017 at 8:15 pm

    “Eu acredito que nada pode ser mais inspirador do que as ações”, adorei esta tua frase, faz muito sentido. Tenho gostado bastante dos teus textos ultimamente, acho que posso retirar algo deles, sabes?!
    Parabéns por este passo. A sério, parabéns. Para mim é um passo de coragem. De desafio. De risco. Que te obriga a ultrapassar medos. Meu deus, que bom. Eu adorava. Mas ainda me deixo dominar por tantas coisas exteriores a mim. E algumas interiores também, vá! Por isso é uma sorte poder assistir à tua mudança e poder ver como vais fazer este caminho. Vais ter tanto para contar. Continuarei por aqui a acompanhar. Beijinhos

    • Reply
      Filipa Maia
      October 2, 2017 at 8:26 pm

      Minha querida Andreia, fico tão contente com as tuas palavras. E fico mesmo feliz que estejas desse lado a acompanhar. Eu percebo bem o medo, acredita, e digo-te que esta não foi uma decisão imediata. Foram precisas muita reflexão e muita análise interior para me sentir capaz de fazer isto. Mas quando quebras as tuas próprias limitações e consegues perceber que há tantas coisas que podes fazer para além daquilo que te encontras no momento a fazer, restam poucas dúvidas. Muito obrigada pela força e pelo apoio! Beijinho grande*

  • Reply
    Liliana Fernandes
    October 4, 2017 at 8:40 am

    Que grande coragem.força Filipa,tenho a certeza que te tornarás ainda mais completa e realizada.beijinhos.acompanharei por perto😜

    • Reply
      Filipa Maia
      October 4, 2017 at 9:13 am

      Obrigada, Liliana! Também acho que sim 😉
      Beijinhos*

  • Reply
    Catarina Sofia
    October 4, 2017 at 3:50 pm

    Meu Deus é preciso mesmo coragem para mudar a vida assim! Admiro-te por isso até sem te conhecer 🙂
    Que tudo corra bem! Beijinhos

    • Reply
      Filipa Maia
      October 4, 2017 at 11:24 pm

      Muito obrigada, Catarina! Beijinhos*

  • Reply
    Kéké
    October 4, 2017 at 6:14 pm

    Estou muito orgulhosa de ti! És uma guerreira e tomaste a decisão certa, mesmo!

    Um enorme beijinho
    http://www.keke.pt

    • Reply
      Filipa Maia
      October 4, 2017 at 11:25 pm

      Muito obrigada, minha linda! Estou rodeada de gente que me inspira, e tu és, sem dúvida, uma dessas pessoas 😉
      Um beijinho grande*

  • Reply
    Inês Lopes
    October 4, 2017 at 10:31 pm

    Parabéns pela decisão, espero que corra tudo pelo melhor! Por vezes, também sinto que a minha vida um dia vai passar por um trabalho mais flexível e completamente diferente do caminho que percorro hoje ou, pelo menos, gostava que assim fosse. Mas, para já, quero continuar neste caminho porque sinto que ainda não cheguei ao fim deste ciclo.

    • Reply
      Filipa Maia
      October 4, 2017 at 11:27 pm

      É isso, Inês, concordo plenamente contigo, os ciclos têm de ficar bem fechados antes de podermos iniciar um novo. Por isso disse que sinto que precisava de chegar até ao sítio onde estou hoje para poder tomar esta decisão de forma tranquila. Sinto mesmo que o ciclo anterior se fechou e que está na altura de começar uma vida nova. Tenho a certeza que também vais conseguir perceber quando o teu ciclo se fechar e chegar a altura de novas aventuras 😉 Um beijinho*

  • Reply
    Catarina Vasconcelos
    October 4, 2017 at 11:19 pm

    Pedi um sinal ao Universo e eis que me aparece este teu texto à frente! De facto, há coisas maravilhosas!!
    Tal como tu, estou num processo de mudança há já algum tempo… A questão é que, apesar de já conseguir ter alguns trabalhos como terapeuta, ainda não consegui deixar o meu trabalho como enfermeira (apesar de já saber que não é por aí o meu caminho). No entanto, nas últimas semanas, sinto que tenho de me libertar de vez, de deixar essa parte da minha vida para poder abraçar na totalidade aquilo que eu realmente adoro fazer: terapias!
    Não imaginas o quanto foi importante ler estas tuas palavras…até me emocionei pois agora tenho a certeza daquilo que tenho de fazer! Quero dedicar-me àquilo que gosto, ser terapeuta a tempo inteiro, continuar a estudar com mais dedicação e tempo, dedicar-me ao meu atelier de crochet e à minha horta biológica, dar cursos de Reiki, fazer crescer o meu projecto para mulheres com fibromialgia…ter tempo para mim…! Obrigada, muito obrigada Filipa, pela inspiração! Toda a sorte do mundo! Estarei deste lado a acompanhar tudo e a enviar muita energia positiva 🙂
    Um grande beijinho!!

    • Reply
      Filipa Maia
      October 4, 2017 at 11:34 pm

      Uau, Catarina! Não imaginas como me enche de alegria ler essas tuas palavras. Eu ainda estou muito no início desta transição de profissão e realmente só o pude fazer de forma tão radical porque tenho algumas poupanças. Mas o que sempre li da parte de pessoas mais experientes é que quando já consegues fazer algum dinheiro com o teu “side job”, tipicamente o tempo que consegues libertar ao deixares o teu trabalho tradicional é suficiente para intensificares a nova atividade e reforçares ainda mais esses rendimentos. Não tenho qualquer dúvida de que vais ser bem sucedida, por isso força! Ouve a tua intuição, de certeza que ela sabe indicar-te o caminho certo. E eu acredito mesmo que a coisa tem de acontecer primeiro na tua cabeça para depois se concretizar na tua vida, por isso desde que tenhas a cabeça no sítio certo e acredites que és capaz, tudo o resto vem por arrasto. Desejo-te também a maior sorte e quero muito acompanhar esse teu projeto =) Um beijinho grande*

  • Reply
    José Paulo
    October 10, 2017 at 5:25 am

    Boa dia Filipa, revi-me tanto nas tuas palavras…

    Passei por uma experiência muito parecida com a tua, ao fim de 10 anos de uma incessante dedicação profissional cheguei à conclusão que os objectivos que tinha conquistado não faziam sentido nem me traziam qualquer felicidade e dicidi mudar!

    Despedi-me do meu trabalho! Ia finalmente ser dono da minha vida, não aguentava mais ser prisioneiro de uma vida para a qual tinha sido formatado desde tenra idade.

    Pensava que tudo estava encaminhado mas hoje consigo entender que não estava preparado emocionalmente, uma mudança como à tua exige uma alteração interna muito grande, quando fugimos dos nosso conceito de vida nem tudo foge connosco, o teu ciclo social tem que mudar contigo ou então tu tens que o mudar…

    A sociedade cobra-te, e não é pouco! Começas a sentir-te rodeado e pressionado pela incerteza.

    Como estás sozinho nessa mudança ficas inseguro e é muito fácil seguires o único caminho que conheceste até então…

    Passado 1 mês fui trabalhar para outra empresa e fazer algo muito parecido que fazia anteriormente e voltei à estaca zero!

    Hoje luto por uma nova vida, sinto-me muito infeliz… mas tenho consciência que primeiro tenho que mudar as minhas raízes só depois poderei tentar voar novamente…

    Um abraço e muita foco para a tua nova vida, estarei por aqui a segui-la e a sonhar contigo…

    Cumps.
    José

    • Reply
      Filipa Maia
      October 10, 2017 at 7:01 am

      Olá José. Muito obrigada pelo testemunho. Não sei quando terás passado por isso, mas talvez o mundo já tenha mudado mais um bocadinho, talvez apenas o suficiente para tornar as coisas um pouquinho mais fáceis. Eu tenho a sorte de ter todo o apoio da minha família e daqueles que me são mais próximos. Mas entendo bem as dificuldades acrescidas que teria se assim não fosse. Em certo contextos, sinto que há pessoas que me julgam por esta decisão e apesar de tentar abstrair-me ao máximo das opiniões dos outros (principalmente daqueles que não me dizem grande coisa), sem dúvida que esse tipo de atitudes tornam as coisas um bocadinho mais complicadas. Desejo toda a sorte e que finalmente consigas – em breve – libertar-te daquilo que já não te faz sentido =)

  • Reply
    Mariana
    October 19, 2017 at 6:18 pm

    Filipa, tenho imensa inveja da decisão que tomaste! As vezes também penso em mudar de profissão ou sair da minha zona de conforto mas há sempre algo que me faz desistir.
    Boa sorte nesta nova etapa. Eu vou seguindo as tuas conquistas pelo teu blog, e quem sabe isso me dê a coragem e a inspiração que eu preciso para fazer alguma coisa diferente.

    • Reply
      Filipa Maia
      October 20, 2017 at 12:10 am

      Obrigada, Mariana! Compreendo bem o sentimento de inveja, mas espero mesmo que continues a acompanhar, porque gostava mesmo que percebesses – tu e todos – que está mesmo nas mãos de qualquer um mudar de vida. A maior parte das vezes, aquilo que nos impede de o fazer são apenas histórias da nossa cabeça e o mais bonito de perceber é que se contarmos a nós próprios outras histórias, então tudo muda. Um beijinho e força*

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