Crítica #9: Blue Lily, Lily Blue de Maggie Stiefvater

blue-lily

[Goodreads] [BookDepository]

Título: Blue Lily, Lily Blue
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Scholastic Press
Género: Fantasia paranormal juvenil
Ano de publicação: 2014

Classificação:

3stars.png

Blue Lily, Lily Blue é o terceiro livro de uma série de quatro livros chamada The Raven Cycle. Segundo uma pesquisa rápida que fiz no site da Fnac, esta série não está traduzida em Português, o que é uma pena porque a série é boa. Não é brilhante, não é para mim uma série fenomenal, mas é boa.

Dos três livros que já li da série, este terceiro é o segundo melhor, logo a seguir ao segundo. O primeiro foi um pouco lento e confesso que andei a procrastinar um pouco até começar o segundo. Como esse já foi bastante melhor, fui com boas expectativas para o terceiro, e apesar de melhor do que o primeiro, ainda assim achei-o mais fraco do que o anterior. Ponho todas as minhas esperanças no quarto e último, que já tenho em casa para ler, como já referi aqui.

Um breve resumo da história inicial: somos apresentados a uma adolescente, a Blue, que vem de uma família de videntes. No entanto, ao contrário de todas as mulheres da sua família, ela não tem puderes sobrenaturais, mas quando está na presença das outras é capaz de tornar os seus poderes mais fortes. Desde criança que as mulheres videntes com quem Blue vive lhe dizem que se ela beijar o seu verdadeiro amor ele irá morrer. Talvez por isso Blue nunca se apaixonou. Isto até conhecer os Raven Boys, um grupo de quatro rapazes de um colégio privado que Blue detesta. Estes encontram-se numa busca pelo túmulo de um rei escocês enterrado há 400 anos. Reza a lenda que quem encontrar o túmulo e acordar o rei tem direito a pedir um desejo, qualquer coisa que queira. Blue acaba por juntar-se aos Raven Boys e muitas coisas vão acabar por suceder.

Na minha opinião, a parte mais cativante destes livros são os personagens. Todos eles bem construídos, com personalidades muito diferentes, cada um deles com as suas motivações e o seu passado que percebemos que os façam agir da maneira que o fazem. Por outro lado, o desenvolvimento da história é muito lento, parece que a história tarda em andar para a frente, principalmente no primeiro livro, que me pareceu um livro muito introdutório ao mundo e aos personagens e que pouco desenvolve a narrativa. Relativamente à história de amor que se gera entre Blue e um dos Raven Boys, se por um lado não lhe é dado muito ênfase (o que faz sentido numa história de fantasia), por outro lado acabamos por ficar pouco investidos no romance entre os dois e em certas partes acaba por parecer que o desenvolvimento do sentimento entre os dois aconteceu demasiado depressa. Mas a premissa de que eles não se podem beijar por causa da sina de Blue que fará com que ele morra a seguir torna este arco narrativo mais interessante.

A escrita é bonita mas na minha opinião demasiado trabalhada e elaborada, o que muito provavelmente contribui para que o ritmo da história seja bastante lento e fez com que de vez em quando acabasse por perder o fio à meada.

Sinceramente, vou terminar a série porque sou quase fisicamente incapaz de deixar algo a meio, mas não fiquei com grande vontade de ler outras obras da mesma autora.

Leave a Reply