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Crítica #2: The Wrath and the Dawn de Renée Ahdieh

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Título: The Wrath and the Dawn
Autor: Renée Ahdieh
Editora: Penguin Random House
Género: Juvenil – Ficção/Ficção Histórica
Ano de publicação: 2015

Classificação:

4stars

The Wrath and the Dawn é uma versão dos contos das Mil e Uma Noites. Tal como no conto original, existe um rei que assassina as suas noivas na manhã seguinte à noite de núpcias. Até que a certa altura, uma rapariga oferece-se para ser a noiva seguinte, e consegue sobreviver noite após noite contando histórias ao rei, histórias essas que nunca termina, deixando o rei na expectativa de continuar a ouvi-las na noite seguinte.

Nunca tendo lido o clássico das Mil e Uma Noites, tinha apenas uma vaga ideia do seu conteúdo. Foi assim que comecei a ler esta obra não como uma versão, mas quase como uma história original. Depois de todas as críticas positivas que já tinham chegado até mim, estava com elevadas expectativas para este livro. Devo confessar que a primeira metade é bastante lenta. A história custa um pouco a arrancar, é difícil compreender bem as personagens, o que fez com que não criasse uma ligação suficientemente forte com elas para querer saber o que iria acontecer a seguir. No entanto, a segunda metade compensa esta falha inicial, dando finalmente a conhecer as personagens principais e dando também mais ênfase ao romance deste livro (que acaba por ser o enredo central) e criando grande expectativa em relação ao desenlace da história.

Um facto interessante desta história é que ambas as personagens principais são muito fortes e convictas daquilo que querem e que tem de ser feito. Shahrzad é uma jovem destemida e convicta das suas capacidades, conhece bem a sua força e não se deixa intimidar, mesmo estando a viver num ambiente tão diferente daquele a que está habituada. O rei, Khalid, nem sempre é aquilo que aparenta. Tendo-se tornado rei ainda durante a sua adolescência, precisa de demonstrar a sua força e impor respeito, tanto ao seu povo como às pessoas que para ele trabalham. É realmente pena que as personalidades destas personagens não sejam exploradas mais cedo no livro, o que traria outro fôlego à história logo desde início.

Também em termos de acontecimentos, este livro é um pouco pobre na primeira metade, acabando por descrever apenas o dia a dia dos dois logo após o casamento, e mostrando algumas cenas de outras personagens, com as quais também é difícil criar uma ligação, tornando essas cenas pouco interessantes. Mais uma vez, a segunda parte é rica em acontecimentos, com um desencadear de eventos que torna a leitura empolgante.

Como chegamos ao fim com um real interesse no final feliz (ou no castigo) das variadas personagens, é uma excelente surpresa perceber (ou relembrar, uma vez que penso já ter sabido disto a certa altura mas entretanto ter esquecido) que existe uma sequela intitulada The Rose and the Dagger, lançada em Abril de 2016.

Apesar de tudo, o livro é muito bom e a história muito interessante. A segunda metade acaba por compensar a primeira. Para a minha avaliação, estava inicialmente indecisa entre um 4 e um 4.5, tendo decidido atribuir um 4 precisamente por causa da primeira metade lenta. Recomendo a leitura mas se avançarem façam força para chegarem rapidamente a meio do livro, e vão ver que a partir daí tudo se torna mais interessante.

E estou ansiosa para ler sequela, tendo fortes esperanças de que apanhando a história já a meio seja todo ele tão empolgante como a segunda metade do primeiro livro.

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