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Crítica #13: The Unexpected Everything de Morgan Matson

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Título: The Unexpected Everything
Autor: Morgan Matson
Editora: Simon & Schuster
Género: Romance contemporâneo – juvenil
Ano de publicação: 2016

Classificação:

 

Lembram-se de que o meu livro preferido de 2016 foi o Amy and Roger’s Epic Detour da Morgan Matson? Pois, sou capaz de já ter encontrado o meu livro preferido de 2017.

 

Há muito que queria ler o The Unexpected Everything e com mais vontade fiquei depois de ler pela primeira vez um livro desta autora no ano passado. Quando vi que o ebook estava a 1.99 dolares na Amazon, nem sequer hesitei. Comprei-o logo e ainda bem. Li 80% deste livro em aeroportos e aviões, entre Lisboa e Ho Chi Minh City no Vietname (incluindo uma escala de 8 horas no Dubai durante a noite) e terminei-o logo na manhã seguinte. Acreditem que este livro tornou esta longa viagem muito mais interessante e praticamente não consegui pousar o meu kindle.

 

Mas vamos à minha apresentação do livro: a nossa personagem principal é a Andie (narrado na primeira pessoa), com 17 anos e filha de um congressista americano. A Andie é uma rapariga muito independente e desenrascada, excelente aluna, quer entrar em medicina e é incapaz de manter uma relação com um rapaz por mais de 3 semanas. Tem a mania de querer controlar tudo, por isso já tem o seu verão todo planeado, o que inclui um programa de verão para alunos de secundário que querem ir para medicina numa universidade de topo. No entanto, no início do verão acontece um daqueles escândalos políticos americanos que envolve o pai dela. Como consequência, Andie não pode ir para o programa onde estava inscrita e vê-se obrigada a passar o verão inteiro com o pai, com quem mal se dá e a procurar um emprego de verão para tentar remediar as coisas. A partir daí tudo descarrila.

 

Estão a ver quando lêem um livro e acabam a pensar “este livro foi escrito de propósito para mim”? Terminam o livro e ficam com pena por terem de se despedir daquelas personagens? É assim que eu me sinto em relação a este livro. Já deu para perceber o quanto o adorei?

 

Tudo neste livro foi bom. Mas vamos por partes:

 

1 – As amigas

Andie faz parte de um grupo de quatro amigas inseparáveis. Para além dela temos a Palmer, a Bri e a Toby (sim, ao início fez-me um bocado de confusão este livro ter duas personagens femininas com nomes tipicamente masculinos, mas depois fui-me habituando). A relação entre as quatro é maravilhosa, dá inveja de não ter hoje em dia um grupo de amigas assim. Além disso, todas elas têm personalidades muito distintas, consegue-se perfeitamente perceber a voz de cada uma. Fez-me bastante impressão o facto de elas estarem constantemente a comer batas fritas ou doritos e comida de diner americano, mas pronto, é porque devem ter todas um metabolismo super acelerado e vão começar a ter colesterol elevado bastante cedo, mas é lá com elas. Através deste grupo de amigas consegue-se perceber muito bem a tendência americana para todos os adolescentes terem empregos de verão durante o secundário, e eu fico a pensar o que raio fazia eu com os meus verões intermináveis em que nunca trabalhei?

 

2 – Os cães

Cães, muitos cães! As cenas com os cães são maravilhosas, principalmente com o Bertie, o “cão principal” do livro. Deu-me vontade de ter uma casa enorme cheia de cães (vá, dois ou três), mas para já contentava-me só com um.

 

3 – O interesse amoroso

Chama-se Clark (sim, como o super-homem) e é escritor, super tímido e embaraçado, farta-se de meter os pés pelas mãos, mas não tem medo de dizer o que sente e é muito querido.

 

4 – A relação com o pai

Como podem perceber pelo resumo, a relação da Andie com o pai não é muito boa no início do livro. Ele é um pai ausente, ela está habituada a estar praticamente sozinha (a mãe dela morreu 5 anos antes) e a fazer o que lhe apetece e de repente são os dois obrigados a passar um verão inteiro juntos. O pai começa a querer ter algum controlo sobre a vida da filha, algo a que ela não está habituada e que não gosta, o que gera algumas situações de conflito entre os dois. Mas ao longo da história várias coisas acontecem entre os dois e a sua relação evolui de uma forma que gostei muito de acompanhar.

 

Talvez o único defeito seja que consegui prever praticamente tudo que ia acontecer no livro. Mas gosto de pensar que isto tem mais a ver com a minha vasta experiência como leitora do que com a previsibilidade do enredo. E este facto não me impediu de desfrutar a 100% deste livro.

 

Este livro levou-me a dar gargalhadas bem sentidas (sim, o senhor que ia sentado ao meu lado no avião ficou a olhar para mim) e também me levou às lágrimas. Fez-me sentir preocupação genuína com algumas personagens mas noutras alturas pensei com muita força “não sejas parva, não faças isso!”.

 

Obviamente recomendo este livro a quem goste de romances juvenis. Aposto que não se vão arrepender. Quanto a mim, quero muito ler os dois que me faltam da Morgan Matson e parece que daqui a cerca de um ano podemos contar com um livro novo dela.

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