Motivação e Mudança Mudar de vida

5 conceitos essenciais para quem quer ser mais feliz

Para ser realmente sincera, alguns dos pontos que se seguem são difíceis de engolir. Independentemente disso, quanto mais depressa os aceitares, principalmente aqueles que para ti forem mais difíceis, mais depressa vais conseguir evoluir para o próximo estágio da tua vida e ser mais feliz.

 

ser mais feliz

 

1 – Ninguém quer saber de ti nem da tua vida

Falando de uma forma muito generalizada. Claro que há uma ou duas mãos cheias de pessoas que querem saber de ti. Os teus pais, familiares mais próximos, os melhores amigos, a pessoa com quem partilhas a tua vida. Nem que sejam até 10 pessoas, e por muito importantes que elas sejam, os restantes 7.5 mil milhões de pessoas à face da Terra não estão minimamente preocupados com a tua vida, com as tuas escolhas, com aquilo que fazes, aquilo que vestes ou aquilo que sentes. (Estatisticamente) Ninguém quer saber!

 

Já reparaste que cada um de nós é a personagem principal da sua própria vida? Se pensares nas coisas nestes termos, torna-se fácil de perceber. Na tua vida, tu és o personagem principal. Tens os teus personagens secundários, provavelmente aqueles de que falei acima. E depois, a cada camada mais exterior, os restantes personagens vão perdendo importância. Isto é verdade para cada um de nós.

 

Cada um de nós está mais preocupado consigo próprio do que com os outros. Por muito egoísta que possa parecer, é a mais pura das realidades e apenas tem que ver com o instinto de sobrevivência. Isto significa que tu também não tens um nível de importância muito elevado para a maioria das pessoas. Isto pode parecer deprimente, quando visto desta forma, mas não tem de ser. Pode ser até libertador. Se te preocupa aquilo que os outros pensam, lembra-te que a maior parte deles nem te vai dar 5 minutos da sua atenção, pois também têm os seus problemas e as suas próprias escolhas para fazer. Num piscar de olhos, aquela pessoa cuja opinião te preocupa já nem se vai lembrar de ti e vai estar absorvida na sua própria vida: afinal de contas, essa pessoa é a personagem principal da sua vida.

 

Na prática: Esquece os outros. Dares importância àquilo que os outros pensam é um desperdício de energia tão grande. Aproveita essa energia para algo que realmente te faça feliz.

 

2 – Estás em constante mutação

Não és a mesma pessoa que eras ontem. De ontem para hoje, já tiveste novas experiências, novos pensamentos, novas conversas com outras pessoas. Ganhaste novos conhecimentos e novas perceções do mundo que te rodeia. Até a um nível físico, já tiveste células a morrerem e outras novas a serem geradas. Todas estas experiências, por mais pequenas e insignificantes que pareçam no momento, contribuem para a pessoa que és hoje. Pensa em ti há dois ou três anos. Consegues perceber que mudaste? Consegues perceber também que, em circunstâncias normais, essas mudanças não se dão de um dia para o outro, mas são o resultado de pequenas mudanças, dia após dia, que acabam por se juntar para ter um enorme impacto na pessoa que és hoje?

 

Hoje, eu sou uma pessoa radicalmente diferente da que era há apenas dois anos. Sou mais extrovertida, mais confiante, mais criativa, mais convicta das minhas vontades. Se pensar, por exemplo, na criança que já fui, há diferenças que são abismais. Já fui extremamente tímida. Hoje não sou. Não houve um dia em que acordei e deixei de ser tímida, foi uma diferença muito grande que se foi construindo em passos pequenos ao longo do tempo.

 

O que quero chamar à tua atenção com isto é que, por vezes, num período curto de tempo, estas mudanças são tão subtis que nem as conseguimos perceber se não estivermos muito atentos. Se não dispensares, de forma regular, algum do teu tempo para perceber a pessoa em que te estás a tornar, vais acordar um dia e perceber que já és uma pessoa totalmente diferente. Se não tiveres cuidado, poderás então perceber que tens uma vida totalmente desalinhada com a pessoa que és, com a pessoa em que te tornaste. E vais sempre a tempo de mudar a tua vida para poderes re-alinhá-la com a pessoa que és hoje. Mas se fores prestando atenção ao longo do caminho, não tenho dúvidas que a tua evolução enquanto pessoa se tornará mais fácil.

 

Na prática: Pára, de vez em quando, senta-te e olha bem para dentro de ti. Medita. Dá-te toda a atenção do mundo, por uns momentos, e percebe o que, em ti, está a mudar.

 

3 – É totalmente inútil fazeres comparações com os outros

Em primeiro lugar, esse tipo de comparações só pode levar a infelicidade: a vida dos outros parece sempre melhor do que realmente é. Falamos muito das redes sociais, e de como tudo é selecionado a dedo para mostrarmos apenas o lado bom das nossas vidas, e todos somos culpados disso. Todos temos, também, a capacidade para perceber que isto é igualmente verdade para os outros, tornando qualquer tipo de comparação inútil. Mas nem sequer precisamos de ir às redes sociais. Antes de elas existirem, as vidas das pessoas eram igualmente editadas, quer fosse em álbuns de fotografias (dos antigos), naquilo que escolhiam contar aos amigos e família, ou na forma como se apresentavam.

 

Além disso, como já vimos em cima: ninguém quer saber da tua vida, o que torna estas comparações ainda mais inúteis. Mais ainda, e como também já referi: tu estás em constante mutação. Por isso, muito mais interessante do que comparares-te com os outros, será comparares-te contigo próprio na semana passada, ou no mês passado, ou no ano passado. A tua vida está melhor? Tu sentes-te melhor com a pessoa que és hoje? Se a resposta for “sim”, então já estás a ganhar. Se a resposta for “não”, então algo tem de mudar. Como podes ver, este tipo de comparação já tem a sua utilidade e pode também ajudar-te a orientar a tua vida no sentido da maior felicidade.

 

Na prática: Em vez de te comparares e à tua vida com os outros e com as suas vidas, compara-te com a pessoa que já foste e repara se estás a evoluir de uma forma fiel ao teu ideal de vida. Se não estiveres, re-avalia aquilo que andas a fazer e re-ajusta o teu caminho.

 

4 – Deves ser brutalmente honesto contigo próprio, em todas as áreas da tua vida

Se não conseguires ser honesto em relação ao que é mais importante para ti e ao que te faz feliz, ao teu nível de satisfação com a tua vida atual, ao que realmente queres para ti e para o teu futuro, por muito que doa, nunca vais conseguir sentir-te realizado.

 

Isto está intimamente ligado com os pontos anteriores. Se não conseguires aceitar os pontos 1, 2 e 3, também não vais conseguir fazer este, de certeza. Se deres demasiada importância àquilo que os outros pensam e se, ainda por cima, fizeres comparações da tua vida com as vidas deles, todas as tuas escolhas serão em função dos outros, e nunca em função da tua própria felicidade. Além disso, se não te conheceres a um nível muito profundo, nunca vais conseguir perceber o que realmente te fará feliz.

 

Se estiveres disposto a ignorar o resto do mundo, se conseguires conhecer-te suficientemente bem, aí sim, vais conseguir começar a responder a certas perguntas da forma mais honesta possível. O que queres fazer com a tua vida? O que realmente importa mais para ti? O que te faz feliz? Quais são os teus valores? Qual o tipo de vida que queres levar?

 

Algumas das respostas poderão não estar de acordo com aquilo que os outros esperam de ti. E é aí que tens de fechar a porta ao resto do mundo e ser brutalmente honesto contigo próprio. Se chegares à conclusão que há algo que queres realmente para a tua vida mas que vai exigir um grande esforço da tua parte, seja esse esforço o de trabalhar arduamente para conseguir algo, seja ir contra as opiniões e vontades de certas pessoas, então só haverá uma solução. E nem preciso de dizer qual é.

 

Uma coisa te garanto: a partir do momento em que percebes que precisas de algo para seres feliz, nunca mais conseguirás ser feliz sem esse algo. Por isso pensa bem se queres mesmo saber o que esse algo é, se estás realmente disposto a trabalhar e ir atrás dos teus sonhos, se vives bem com a ideia de teres de enfrentar o resto do mundo. Porque se não for esse o caso, se preferires continuar com a cabeça enterrada na areia, então mais vale ignorares todo este artigo.

 

Na prática: Trabalha no teu auto-conhecimento, na tua auto-confiança, e na tua capacidade de te abstraíres das opiniões dos outros. Quando estiveres preparado, responde às perguntas importantes sobre a tua vida e a tua felicidade com honestidade brutal. Se não estiveres disposto a trabalhar e a ir atrás dos teus sonhos, não faças nada disto.

 

5 – A única coisa que podes controlar é a tua reação

Recentemente, ouvi uma pessoa a contar numa entrevista que costumava ficar irritada todos os dias de manhã, porque a caminho do trabalho acabava por parar sempre no mesmo sinal de luzes e achava aqueles 20 segundos um enorme desperdício de tempo. Essa pessoa percebeu que aquela reação estava a ter um impacto negativo na sua vida, na forma como o resto do seu dia corria, e decidiu fazer algo em relação a isso. Não, não alterou o percurso que fazia para chegar ao trabalho. Em vez disso, começou a usar o momento em que estava parada naquele sinal para exercer a sua prática de gratidão. Com o tempo, aquele momento acabou por se transformar num momento bom e agradável e a pessoa passou a querer ficar parada uns segundos naquele sinal para, todos os dias, dar graças pelas coisas boas na sua vida.

 

Não controlas nada que seja exterior a ti próprio. Não controlas o trânsito, o tempo que faz hoje, a fila no supermercado, se os teus filhos fazem birra ou não. Mas podes sempre controlar a forma como reages a qualquer uma destas situações. Aliás, essa é mesmo a única coisa que podes controlar. E a forma como reages faz toda a diferença. Na verdade, a forma como reages pode mudar toda a tua vida.

 

A realidade é que não há coisas nem situações inerentemente boas ou más. Somos nós que lhes atribuímos valor. Ficares uma hora parado no trânsito não é, por inerência, mau. Podes atribuir-lhe o valor de “mau” porque querias estar às X horas num determinado local, ou porque decidiste que aquele percurso deveria ser feito em apenas 20 minutos. Mas estas não são verdades inatas. Se o carro nunca tivesse sido inventado, não terias dentro da tua cabeça a ideia de que aquele percurso se deveria fazer em apenas 20 minutos. Se tivesses de caminhar, demorarias muito mais tempo a chegar ao mesmo sítio. Por isso és tu que escolhes: podes ficar irritado com o trânsito ou podes escolher sentir gratidão por existirem carros e por tu próprio teres a possibilidade de ter um carro. Podes sentir que o trânsito é injusto porque tu precisavas mesmo de estar à hora marcada num determinado local, ou podes sentir-te agradecido porque afinal vais ter mais do que 20 minutos para ouvir podcasts ou audiobooks, para aproveitar a alta-voz ou o auricular para ligar a alguém importante, ou para organizares mentalmente o resto do teu dia ou da tua semana. Este é apenas um exemplo, mas pode adaptar-se a tudo. És sempre tu que decides como reagir às mais variadas situações. E quando percebes isso, toda a tua perspetiva em relação ao resto do mundo acaba por mudar.

 

Na prática: Na próxima situação em que deres por ti a ter uma reação negativa a algo, tenta adaptar a tua perspetiva e perceber o lado positivo da situação, ou tenta associar algo de positivo que possa modificar a forma como te sentes no momento.

 

 

Conclusão

Acredito profundamente em tudo o que aqui escrevi. Como disse no princípio, alguns destes conceitos não são fáceis de engolir e não são, de todo, para qualquer um. Apenas para aqueles que estão mesmo interessados em viver a melhor vida que há em si. Se começares a colocá-los em prática, vais começar a ver mudanças significativas na forma como vives a tua vida e na maneira como encaras o mundo. Acredito mesmo que vais ser mais feliz.

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12 Comments

  • Reply
    Rafaela Monteiro
    September 11, 2017 at 10:58 am

    Bem…que post maravilhoso! Muitos parabéns.

    • Reply
      Filipa M.
      September 11, 2017 at 11:01 am

      Muito obrigada! Já ganhei o dia =) <3

  • Reply
    Inês Martins
    September 11, 2017 at 11:15 am

    Adorei este post. Na internet e na blogosfera, há falta de posts assim e de pessoas como tu, que queiram inspirar e ajudar os outros a ser mais felizes.
    Honestamente, acho que eu ponho estes pontos em prática, talvez não de uma forma muito “efusiva” (se esta é a palavra certa”, mas tento sempre fazê-lo. O último é que é o mais complicado, para mim… Nem sempre sou uma pessoa muito otimista e tendo sempre a ver o lado mau das coisas, mas prometo que vou começar a trabalhar nisso.

    Beijinhos
    inesmartinsxx.blogspot.pt

    • Reply
      Filipa M.
      September 11, 2017 at 7:30 pm

      Que bom que gostaste, Inês! Ainda bem que os consegues colocar em prática. Quanto a ver o lado positivo e manter uma atitude positiva, é uma questão de prática. Se fores prestando atenção ao teu comportamento e aos teus pensamentos, tenho a certeza que vais conseguir fazê-lo mais! 😉

  • Reply
    beatrizcoutomua
    September 11, 2017 at 12:15 pm

    Excelente texto!
    Beijinhos
    http://www.beatrizcouto.com

    • Reply
      Filipa M.
      September 11, 2017 at 7:30 pm

      Muito obrigada! 🙂
      Beijinho

  • Reply
    Inês Lopes
    September 11, 2017 at 3:28 pm

    Um post importante, mas nem sempre é fácil. Às vezes, aquilo que queremos (ou achamos que queremos) contraria aquilo que sentimos ser o melhor para nós…

    • Reply
      Filipa M.
      September 11, 2017 at 7:31 pm

      Tens toda a razão, Inês. Daí ser importante dar ouvidos à intuição. Muitas vezes, o teu subconsciente sabe coisas que o teu consciente não sabe, só precisas de prestar atenção. Tenho a certeza que há uma solução 😉

  • Reply
    Andreia Moita
    September 12, 2017 at 9:26 am

    Parabéns Filipa. Ler este texto cheio de lições foi a primeira coisa bonita que fiz esta manhã. Vamos ver se me deixo levar por isto o resto do dia. Parece dificil, mas na realidade são coisas tão simples que acabamos por não pensar nelas quase nunca. Beijinhos

    • Reply
      Filipa M.
      September 12, 2017 at 10:19 pm

      Obrigada, Andreia! É verdade, se não fizermos um esforço consciente, parece que a vida passa sem sequer darmos conta de algumas coisas. Mas eu estou aqui para relembrar! 😉

  • Reply
    Ana Beatriz
    September 12, 2017 at 12:04 pm

    A minha dica favorita é a de não nos compararmos com os outros e isso é totalmente verdade. Cada pessoa tem a sua vida e não ganhamos nada em comparar a nossa vida com a vida dos outros.

    Passa pelo blog e participa no mega sorteio que estou a fazer. Podes ficar com os prémios para ti ou oferecer a alguém de quem gostes.

    http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2017/09/mega-sorteio-de-regresso-as-aulas.html

    Beijinhos

    • Reply
      Filipa M.
      September 12, 2017 at 10:20 pm

      É mesmo isso, Ana! 😉

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