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A luta para perder peso

salada

 

Nunca fui magra. Quando era muito criança, talvez até aos 10 anos, aí sim, era magra, era uma criança terrível para comer, mas era ainda uma criança e nessa altura nem sequer sabia o que era ser magra. Depois dos 10 anos, rapidamente comecei a ficar cheiinha. O meu índice de massa corporal nunca indicou excesso de peso, sempre estive dentro dos parâmetros normais, mas nunca me senti bem no meu corpo.

 

O máximo que alguma vez pesei foi 62 kg e o mínimo 54 kg (meço 1.61 m). Com 54 sentia-me bem melhor, mas mesmo aí achava que ainda podia melhorar. O problema é que das duas vezes que cheguei aos 54 kg estava a ser demasiado radical com a alimentação, a fazer um tipo de dieta que nunca conseguiria sustentar a longo prazo, pelo que voltei a recuperar todo o peso perdido das duas vezes.

 

Este assunto é para mim uma fonte de grande sofrimento. Apesar de nunca ter tido muito excesso de peso, sou daquelas pessoas que pode dizer que já tentou de tudo para ficar fit e nada resulta, ou resulta durante muito pouco tempo para depois voltar ao mesmo. E eu não me sinto bem no meu corpo, não me sinto à vontade, ir à praia é um sofrimento, só de pensar em ficar de biquini, escolher roupa é um martírio porque sinto que nada me fica bem. É algo que me faz realmente sofrer e hoje sei que a estratégia para ultrapassar isto tem de ser completamente diferente. Hoje não sei quanto peso porque já há algum tempo que não me ponho em cima da balança. Hoje prefiro olhar-me ao espelho e observar o meu corpo, perceber como a roupa me assenta e como eu me sinto. Hoje não estou a fazer dieta, estou a tentar alimentar-me todos os dias da forma que acredito ser a melhor para mim, para a minha saúde e para o meu corpo. Tenho um longo caminho a percorrer neste campo, mas já fiz dietas suficientes para perceber que nenhuma vai resultar. Hoje sinto-me mais relaxada em relação a este objetivo de ser fit, porque toda e qualquer fonte de stress deve ser bem gerida e esta era uma enorme. Hoje sinto-me mais confiante que está em mim conseguir atingir os meus objetivos e que no equilíbrio é que está o segredo. E não sou perfeita, até porque acredito que a perfeição neste campo acaba por ser contra-produtiva. Conseguiria ser perfeita durante uns tempos, mas depois ia apetecer-me comer de tudo. Hoje prefiro o equilíbrio, prefiro comer um quadrado de chocolate num dia ou noutro do que ser perfeita durante 12 semanas para depois comer duas caixas de chocolates num dia (já aconteceu, tanto as 12 semanas como as duas caixas de chocolate).

 

balança

 

E aqui vou continuando, no meu caminho, na esperança de ter encontrado a chave do que para mim funciona.

 

Há alguns recursos que me têm ajudado. Se alguém estiver interessado em seguir este tipo de estratégia em vez de entrar em dietas malucas aconselho o podcast Primal Potential da Elizabeth Benton. É um dos meus podcasts preferidos (adoro podcasts, ouço imensos!), é super informativo e, caso não saibam, o facto de ouvirmos coisas relacionadas com este tópico e de nos expormos constantemente a estes assuntos, só por si aumenta a nossa motivação.

 

Muita força para quem está no mesmo barco.

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