#71/100 – Duas coisas que percebi a fazer stand up paddle

#100palavraspordia

 

Hoje fiz stand up paddle pela primeira vez e, de forma semelhante ao que aconteceu com a caminhada até à cascata, houve também nesta atividade duas coisas interessantes em que reparei e que podem equiparar-se ao nosso percurso para alcançar objetivos de vida.

 

A primeira foi que é muito mais fácil continuar em movimento do que iniciar o movimento. É a inércia em ação. Fiz SUP num sítio lindíssimo e de vez em quando parava de remar para apreciar a paisagem. Quando depois queria retomar, precisava de aplicar mais força do que quando já me encontrava em movimento. Além disso, aqueles primeiros metros depois de estar parada eram sempre mais lentos do que se continuasse em permanente movimento. Também quando estamos a tentar atingir um determinado objetivo, é mais fácil continuar a trabalhar sempre e aproveitar a inércia ou o momento, em vez de trabalhar uma semana com toda a intensidade, depois estar um mês parado e sem fazer nada, para depois voltar a arrancar. Claro que não há mal nenhum em parar de vez em quando para descansar ou “apreciar a paisagem”, desde que essas paragens sejam bem planeadas de forma a que possamos realmente recuperar as forças e arrancar com mais força. Caso contrário, é simplesmente mais fácil continuar a dar no duro, todos os dias, sem parar. O nosso corpo habitua-se ao que quer que façamos repetidamente.

 

A segunda coisa que reparei foi que muito mais facilmente perdia o equilíbrio se começasse a olhar à volta ou tentasse olhar para trás. Por vezes tinha curiosidade em saber onde andava o R., quando era eu que ia à frente, mas nem me atrevia a olhar para trás para o procurar. Sei que manter o equilíbrio depende muito de manter o corpo numa posição fixa por um lado, e por outro lado do local onde focamos o nosso olhar. Da mesma forma, se estivermos a trabalhar para um determinado objetivo, perdermos tempo a olhar para o que os outros estão a fazer só nos vai prejudicar. Não só vamos perder tempo, como vamos tirar momentaneamente o foco do nosso próprio trabalho, perdendo, lá está, o momento, e mais rapidamente vamos começar a ficar para trás. Não importa onde os outros vão ou como estão a fazer o seu trabalho, se vão mais rápido ou mais lentamente, se estão a fazer da mesma forma ou de maneira diferente. O que importa é focarmo-nos nos nossos próprios objetivos e no nosso próprio trabalho. Tudo vai ficar mais fácil assim.

 

Metáforas à parte, adorei fazer SUP. Pensei que ia ser um bom treino de braços por causa do remo, mas revelou-se também um excelente treino de pernas e core pois toda a parte inferior bem como o core ficam em tensão para conseguirmos manter o equilíbrio. Gostei mesmo muito e adorava continuar a praticar. Tenho de descobrir onde o posso fazer em Lisboa.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

2 Replies to “#71/100 – Duas coisas que percebi a fazer stand up paddle”

  1. Também gostava muito de experimentar em Lisboa e depois, quem sabe, ter uma prancha só para mim! Ainda bem que gostaste 🙂

    1. Sim, gostei mesmo muito! No mar deve ser bem mais complicado, mas gostava mesmo de repetir =)

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