Ser Escritor – Um grupo de escritores, para escritores

Nunca falei disto aqui no blog, mas hoje pretendo divulgar um grupo que criei há algum tempo no Facebook. Um grupo de escritores, para escritores.

 

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O grupo chama-se Ser Escritor e é um grupo para escritores de ficção e de não-ficção. Não é um grupo para bloggers pois já existem vários para esse tipo de escrita/plataforma. O que se pretende neste grupo é juntar escritores que já tenham ou que pretendam um dia vir a publicar um livro, tanto de forma independente como da forma tradicional, através de uma editora. O objetivo é trocar ideias sobre escrita, narrativa, construção de enredos e personagens, edição e revisão, contacto com editores e editoras, publicação, promoção e marketing, construção de uma comunidade de leitores, entre outros.

 

Para além da troca de ideias e esclarecimento de dúvidas, pretende-se também incentivar a colaboração entre escritores. Isto pode acontecer de variadas formas, como por exemplo:

 

  • Encontrar critique partners – todos os escritores conhecem a importância dos leitores-beta, mas há diferenças entre um leitor-beta e ter um outro escritor a apreciar o nosso manuscrito. O conhecimento que outro escritor tem sobre variados tópicos como estrutura narrativa, arcos de personagens, “show, don’t tell”, diálogo e descrição, construção de mundos de fantasia, edição e revisão, entre muitos outros tópicos, pode ser extremamente valioso para nos ajudar a melhorar a nossa obra.

 

  • Formação de grupos de escritores – o grupo de escritores mais famoso de que já ouvi falar incluia Ernest Hemingway, James Joyce, Ezra Pound, Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald. Quando, no mês passado li o Bird by Bird, também notei um foco muito grande da autora sobre os grupos de escritores, demonstrando que os considera fundamentais para o sucesso dos escritores. Estes grupos costumam encontrar-se regularmente para discutirem os seus trabalhos, trocarem ideias uns com os outros ou mesmo trocarem contactos úteis à fase em que cada um se encontra. Dão apoio mútuo mas chamam também a atenção quando vêem que há um problema na nossa obra que nós próprios não conseguimos ver, muitas vezes por estarmos demasiado próximos e emocionalmente ligados ao nosso próprio projeto. Se houver neste grupo do Facebook escritores da mesma zona do país, podem combinar formar um destes grupos e encontrar-se para falar da vossa escrita.

 

  • Formação de parcerias – livros escritos a quatro mãos ou coleções de contos publicadas de forma independente são apenas duas das várias opções de colaboração entre diferentes escritores. Havendo pessoas com os mesmos interesses, podem ser trabalhos muito gratificantes.

 

  • Promoção cruzada – se lermos as obras uns dos outros e até gostarmos do que lemos, porque não dar uma ajudinha ao colega e falar do seu livro na nossa página do Facebook, blog ou Instagram? Quebremos a ideia de que se os leitores lerem o livro dele já não vão ler o meu e ajudemo-nos uns aos outros.

 

  • Troca de talentos – eu tenho jeito para proofreading e tu adoras formatar e-books? Porque não ajudarmo-nos também nesse tipo de tarefas?

 

  • Inspiração – porque o sucesso dos outros pode ser sempre fonte de inspiração, este grupo serve também para partilharmos os nossos sucessos uns com os outros e tentarmos que o sucesso dos nossos colegas sirva de incentivo para nós próprios trabalharmos mais e melhor na nossa escrita.

 

  • Simplesmente para não nos sentirmos sozinhos – quem escreve passa horas sozinho, sentado com um computador à frente, perdido no meio de personagens fictícias e por vezes até em mundos que não existem na realidade. Para além disso, não me parece que haja tantos escritores quanto isso, e por isso as pessoas que nos rodeiam no dia a dia muitas vezes não compreendem (por muito que queiram) algumas das coisas e das dificuldades pelas quais passamos. Saber que há outras pessoas a passar pelo mesmo pode ser, só por si, uma grande ajuda.

 

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(créditos da imagem: freestocks.org)

 

Estou certa que há mais coisas que este grupo pode proporcionar aos seus membros. Se algum de vocês conseguir ver valor nesta iniciativa, gostava muito que se juntassem a nós. Podem encontrar-nos aqui.

 

Resta dizer que o grupo arrancou em slow motion mas que já somos mais do que 40 e que já há projetos interessantes a nascerem entre nós (nomeadamente um sobre o qual vou dar aqui mais novidades durante as próximas semanas).

 

Participo em vários grupos deste género no Facebook, mas todos em Inglês e penso que formar uma comunidade específica de escritores de Portugal pode ser uma boa forma de nos ajudarmos uns aos outros e partilharmos conhecimentos relacionados com o mundo editorial português, que terá as suas particularidades em relação ao que se vê lá fora.

#100/100 – 100 dias de 100 palavras por dia

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E finalmente chegou ao fim este gigantesco desafio. Como não poderia deixar de ser, o texto de hoje (o último!) vai resumir as principais conclusões que consegui retirar de ter escrito todos os dias, durante 100 dias, um texto com pelo menos 100 palavras.

 

 

1 – Temos muitas mais coisas para dizer do que imaginamos inicialmente

Ao princípio, quando comecei a pensar no desafio, achei avassalador ter de escrever qualquer coisa durante 100 dias. Pensei “como é que eu vou conseguir arranjar coisas para dizer durante 100 dias!?” Parecia-me mesmo impossível. É verdade que nem todos os dias tive coisas muito interessantes para dizer, mas não foi tão difícil como pensava.

 

2 – Nem sempre há assuntos interessantes para escrever

Como disse no ponto anterior, houve dias em que não me ocorria praticamente nada para dizer. Lá acabava por me surgir alguma coisa, mas a muito custo.

 

3 – … e há dias em que parece que não sai mesmo nada

Houve também alguns dias (felizmente poucos) em que o cansaço, a confusão ou qualquer outro estado emocional me afetaram tanto que parecia que não tinha mesmo mais palavras dentro de mim. Aí parece mesmo impossível escrever alguma coisa e acaba por ser uma luta. Tive dois ou três dias em que escrevi qualquer coisa e nem sequer partilhei no Facebook, porque não conseguia mesmo que as palavras fizessem sentido. Mas faz também parte deste desafio, lutar contra esses estados e escrever “no matter what”.

 

4 – É cansativo ter a obrigação de escrever todos os dias

Houve dias em que não me apetecia mesmo nada escrever. Curiosamente, isso não me aconteceu entre janeiro e março deste ano, quando também me obriguei a escrever todos os dias, mas para o primeiro rascunho do meu primeiro livro. Penso que neste desafio aconteceu mais precisamente por causa da obrigação de ter de gerar ideias novas. Quando estava a escrever o meu livro tratava-se apenas de continuar a mesma história, por isso acabava por ser mais fácil. É verdade: gerar ideias nem sempre é fácil.

 

5 – Explorei tópicos que talvez de outra forma não tivesse explorado

E isto foi muito bom. Por exemplo, gosto muito de escrever textos motivacionais, e penso que os explorei mais por causa deste desafio. É algo que quero continuar a fazer (gostam?)

 

6 – A experiência de escrever todos os dias ajudou-me a perceber algumas coisas sobre mim própria

Talvez precisamente por me ter visto obrigada a explorar novos tópicos e a pensar em ideias novas, acabei por perceber algumas coisas sobre mim própria que representaram um abrir de olhos. E isso também foi ótimo.

 

7 – Ter aquela obrigação todos os dias, roubou alguma da minha atenção de outras atividades, mesmo que não demorasse muito tempo a fazer

Escrever 100 palavras não demora muito tempo. Mas por vezes ficava bastante tempo a pensar no que iria escrever e senti que isso roubou a minha atenção a outras atividades. Talvez este tenho sido o ponto menos benéfico deste desafio.

 

 

Em jeito de conclusão, gostei de fazer o desafio e penso que as vantagens acabaram por compensar os aspetos negativos. Acima de tudo, sinto-me feliz e realizada por poder dizer que fui capaz de o fazer.

 

Agora, se voltaria a fazê-lo? Não sei, tão cedo nem quero pensar nisso! Talvez num futuro mais distante.

 

Se recomendo que outros o façam? Depende. Pode ser apropriado para uns mas não para outros. Penso que depende muito da pessoa e dos seus objetivos. Terão mesmo de decidir por vocês, mas os pontos que deixei acima podem ajudar-vos a ter uma ideia.

 

E quais são os meus planos para o futuro calendário deste blog? Bem, para já, quero abrandar. Este vai ser o primeiro fim de semana em mais de três meses em que não me vou ver obrigada a escrever nada (mas já tenho umas coisas que quero adiantar, irónico, não?) e quero descansar um pouco durante o verão. Por isso, o meu plano até ao final de agosto é publicar dois posts por semana, provavelmente às terças e quintas, ou então às segundas e quintas, ainda vou decidir. Depois, a partir de setembro, quero aumentar para pelo menos três posts, e ver como corre. Tudo isto é ajustável, claro.

 

E assim dou por concluído o desafio, com um texto não de 100, mas de mais de 700 palavras, e pela primeira vez em muito tempo, só regressando aos posts daqui a três ou quatro dias. Tenham um excelente fim de semana!

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#99/100 – Propósito de vida?

#100palavraspordia

 

Tenho uma confissão para fazer. Tenho 32 anos e ainda não descobri o meu “propósito de vida”, coisa de que hoje se fala tanto. Nem sequer tenho a certeza se acredito nisso. Ou seja, acredito em propósitos de vida, mas não me consigo imaginar a ter apenas um. Por isso, não acredito muito em encontrar um propósito e depois ser aquilo para o resto da minha vida. Acredito que cada um de nós pode ter vários propósitos. Vejo-me perfeitamente a ter um propósito nos próximos anos e depois mudar completamente para outro. Gosto de variedade na minha vida e tenho imensos interesses. Se no passado pensava que ia ser a mesma coisa para o resto da vida, hoje não me consigo comprometer com apenas uma coisa para sempre. Consigo facilmente imaginar a minha vida como vários ciclos, de 5, 10, 15 anos, em áreas diferentes – totalmente diferentes mesmo! E sou tão mais feliz depois de perceber – aceitar – isso.

 

Falo em propósito como podia falar em missão. E eu não sei qual é a minha missão nem se consigo viver com apenas uma. Sei qual é a minha missão neste momento, e confesso que essa é muito egoísta e tem apenas que ver com a minha visão, aquilo em que quero que a minha vida se torne. Sei também qual é a missão deste blog, e brevemente vou torná-la bem clara. Neste momento, saber estas duas coisas é, para mim, suficiente. Tenho tempo para descobrir uma missão maior – ou várias. E durante uns tempos senti-me um pouco perdida por não saber exatamente qual era a minha missão ou o meu propósito. Rapidamente percebi que não vale a pena. Estas coisas não se forçam, simplesmente acontecem. Resta-nos deixar acontecer. Deixar ser…

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#98/100 – A Intuição

#100palavraspordia

 

Hoje ouvi uma frase que me fez todo o sentido.

 

Era algo como “A intuição não grita, ela sussurra.”

 

A mim parece-me que ela começa por sussurrar mesmo muito baixinho e é quase impercetível, para além de provavelmente ser intermitente. Vem em momentos isolados e pergunta muito baixinho “será que é mesmo isto?”. Mas ela quer fazer-se ouvir, e por isso vai levantando o tom muito devagar, até que começamos a ouvir qualquer coisa muito ténue. O problema é que muitas vezes ela deixa-nos desconfortáveis, provoca medo, e portanto, mesmo começando a ouvir qualquer coisa, decidimos ignorar e continuar com as nossas vidas como se nada fosse. Mas a intuição insiste, não se cala, e de vez em quando lá vamos reparando nela, sempre sem lhe dar muita atenção.

 

Só mesmo quando paramos e calamos tudo o resto à nossa volta, todo o ruído externo e as interferências do resto do mundo, é que conseguimos ouvir bem o que ela nos está a tentar dizer. E aí, quando a ouvimos com todas as letras, torna-se praticamente impossível de continuar a ignorar. Recebemos a mensagem. E quando chegamos a este ponto, ou cedemos ao medo que essa mensagem continua a transmitir, ou agimos mesmo com medo e apesar do medo. Porque se for realmente importante, vai dar medo.

 

E tu, tens parado para ouvir a mensagem que a tua intuição te quer transmitir? Ou já a recebeste mas ficaste paralisada pelo medo?

 

Está na hora de agir.

 

Senta-te e para. E mesmo com medo, vai em frente.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

Viagem Sudeste Asiático – Parte IV – Vietname: Hoi An e Ho Chi Minh City

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Viagem Sudeste Asiático – Parte I – Cambodja

Viagem Sudeste Asiático – Parte II – Vietname: Halong Bay e Hanoi

Viagem Sudeste Asiático – Parte III – Vietname: Sapa e Food Tour em Hanoi

 

Chega então a última parte desta viagem ao Sudeste asiático, em que vou falar dos dois últimos sítios que visitámos, Hoi An e Ho Chi Minh City. Curiosamente, são os locais que ficaram nos dois limites do meu espectro de preferências nesta viagem.

 

Hoi An

Hoi An foi a minha cidade preferida no Vietname. É uma cidade encantadora, com uma zona mais antiga onde apenas se pode circular a pé ou de bicicleta, com um pequeno rio que atravessa essa mesma zona e onde, para não variar, se come muito bem.

 

Precisamente por haver uma significativa área da cidade onde não se pode andar de carro, praticamente todos os hotéis da cidade têm bicicletas à disposição dos hóspedes, o que eu adorei. Durante muitos anos tive um medo terrível de andar de bicicleta e estive mesmo 15 anos sem tocar numa. Até um dia em São Francisco, em 2015, em que me deu uma enorme vontade de voltar a andar de bicicleta e na altura dava mesmo jeito fazê-lo porque tínhamos apenas uma manhã para visitar um parque bastante grande. Nesse atura, com o coração aos pulos pela falta de prática, mas com a segurança de estar num parque onde não havia muito movimento, tive alguma dificuldade nos primeiros arranques e paragens, mas lá fui voltando a apanhar o jeito. Nessa mesma viagem voltámos a andar de bicicleta no passadiço de Santa Mónica em Los Angeles (saudades!) e desde aí tenho andado de bicicleta em praticamente todas as viagens que faço e tenho adorado.

 

Ora, andar de bicicleta no Vietname é uma situação completamente diferente dos Estados Unidos ou de outro lugar do mundo ocidental. Já aqui referi que no Vietname ninguém para nos cruzamentos, simplesmente seguem com toda a confiança e a coisa corre-lhes bem. Escusado será de dizer que ficava com o coração aos pulos sempre que chegava a um cruzamento mais movimentado e gostava muito de ter um percurso que apenas implicasse viragens à direita, o que, obviamente, não era possível. Por isso, quase sempre que tinha de virar à esquerda num cruzamento sem semáforos acabava por descer da bicicleta (e já para seguir em frente, nem sempre era fácil). Escusado será também dizer que obviamente que caí da bicicleta num dos dias! Mas não foi nada de grave, percebi que ia cair e soube cair bem, sem me magoar. Um senhor muito simpático veio logo ajudar-me a levantar, agradeci e segui caminho.

 

As partes mais giras de Hoi An são o mercado durante o dia, e as luzes à noite. A cidade tem mesmo um encanto especial e claro que também eu lancei uma luz ao rio e pedi um desejo.

 

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Hoi An é a cidade dos alfaiates e a maior parte das pessoas que lá vai compra vestidos e fatos feitos à medida. Nós ainda andámos a ver algumas das lojas, mas não tivemos paciência para regatear e ir fazer várias provas e por isso acabámos por não comprar nada.

 

Outra atividade típica desta cidade é fazer um workshop de culinária e essa quisemos mesmo fazer. Escolhemos uma das escolas de topo da cidade (Red Bridge) e o workshop foi muito giro, uma das nossas atividades preferidas de toda a viagem. O workshop começou com uma visita guiada ao mercado e depois apanhámos um barco para percorrer uma parte do rio até às instalações da escola. A nossa instrutora era muito engraçada e aprendemos a fazer rice paper, crepes de rice paper, panqueca salgada com camarão, salada e noodles. No fim, todo o grupo se sentou no restaurante a comer aquilo que todos tínhamos preparado, o que foi uma excelente oportunidade para conhecer e conversar com algumas das pessoas que estavam no mesmo grupo.

 

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Ho Chi Minh City

Do lado oposto do espetro, Ho Chi Minh City foi a cidade de que menos gostei. Muito moderna e movimentada, não há grande coisa para fazer, a não ser visitar o museu da guerra e explorar os inúmeros rooftops da cidade. Com muito calor e muitos ratos, penso que perdi ainda mais o pouco interesse que pudesse ter por esta cidade, e felizmente não tínhamos alocado muito tempo para aqui ficar. Se algum dia voltar ao Vietname, facilmente dispenso o regresso a esta parte do país.

 

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E aqui termina o relato desta viagem de três semanas. Como disse no primeiro post, este destino não estava no meu top de desejos, mas gostei muito e fiquei com vontade de conhecer mais países desta parte do globo.

 

E vocês, já visitaram o Sudeste asiático? Quais os lugares que mais gostaram?

#97/100 – Podcasts novos

#100palavraspordia

 

Já sabem que adoro ouvir podcasts e já falei desse assunto várias vezes por aqui. Neste post partilhei convosco os meus podcasts preferidos, mas como estou sempre a descobrir novidades, hoje vou dar-vos a conhecer alguns dos que comecei a ouvir mais recentemente.

 

Design Life

Já não me lembro como descobri este podcast, penso que foi por ter ouvido uma das apresentadoras a ser entrevistada num outro podcast, mas não me lembro qual. Aqui podemos ouvir duas amigas a conversarem sobre design, um tópico pelo qual me tenho interessado cada vez mais, e sobre “side projects”. Gosto muito de as ouvir, não só por causa dos seus sotaques neozelandeses, mas porque levantam alguns pontos bastante pertinentes e falam de tópicos interessantes, como bullet journaling, aprender novas skills, trabalhar a partir de casa e variados tópicos sobre design.

 

Online Marketing Made Easy

Podcast da Amy Porterfield sobre Marketing Digital. Muito, muito bom! Só não sei como não ouvia este podcast há mais tempo.

 

Pursuit with Purpose

Programa de entrevistas essencialmente focado em encontrar o propósito de vida. Ainda hei de falar mais um bocadinho aqui no blog sobre a minha opinião quanto a este tópico, mas isso fica para outra altura. Gosto muito deste podcast e acho a voz da apresentadora muito calmante, o que é sempre bom.

 

Ana, Go Slowly Podcast

Descobri-o ontem (obrigada, Rita!) e já ouvi os três episódios existentes. De certeza que alguns de vocês seguem o blog da Ana e eu gostei muito do seu podcast com a amiga Sofia e fico muito contente por finalmente estarem a aparecer mais podcasts portugueses. Não me auto-intitulo de minimalista, mas até fiquei com vontade de explorar mais este estilo de vida.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#96/100 – Utiliza esta estratégia de gestão de prioridades para aumentar a tua produtividade

#100palavraspordia

 

Voltei ontem a refazer a minha lista de tarefas e tenho já 30 itens listados – sim, estão sempre a aumentar, não percebo bem como.

 

É muito fácil paralisar face a uma lista tão grande de coisas para fazer. Eu própria tenho momentos em que penso que é isso que me vai acontecer. Mas utilizo uma estratégia bem simples para lidar com isto e que me ajuda a focar no mais importante – e é daí que vem a lista referida acima. A chave está na gestão de prioridades, de forma a manter o foco no essencial e a aumentar a produtividade, impedindo momentos de paralisação.

 

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(créditos da imagem: Glenn Carstens-Peters)

 

A minha estratégia consiste no seguinte:

 

  • Todos os fins de semana – ao sábado ou ao domingo – re-escrevo a minha lista de tarefas. Olha para a lista da semana anterior e volto a listar todos os itens que ficaram por fazer, e acrescento qualquer nova tarefa de que me lembre. Separo as tarefas por tópicos ou projetos. Se ao longo da semana forem surgindo tarefas novas, também as acrescento à lista.

 

  • Olho para a semana que vou ter pela frente e tento ser realista em relação à quantidade de tarefas que vou conseguir despachar. Isto depende tanto do meu calendário para essa semana, como da extensão das tarefas nas quais me vou concentrar mais. Decido então quantas tarefas vou fazer na semana seguinte.

 

  • Volto a olhar para a lista e identifico os itens prioritários. Se tiver decidido despachar três tarefas nessa semana, olho para a minha lista e coloco um asterisco junto aos três itens que são mais prioritários.

 

  • Decido que não vou pegar em nenhum dos outros itens enquanto os que têm o asterisco não estiverem feitos. Por causa disto, posso tentar colocar os asteriscos em tarefas bastante distintas, para que possa alternar entre tipos de trabalho quando sentir necessidade. Por exemplo, se uma das tarefas prioritárias for mais criativa, tento escolher também uma que seja mais monótona e não tão criativa, de forma a poder fazer uma pausa alternando entre as duas.

 

  • Sempre que sinto o meu foco a começar a esmorecer, a minha atenção a começar a ficar dispersa entre todas as tarefas pendentes, volto a olhar para a lista e a focar nos ietns com asterisco. Volto a dizer a mim próprio que tenho de me focar numa coisa de cada vez (ou duas, vá) e que não adianta estar a pensar nas restantes tarefas enquanto aquelas não estiverem concluídas.

 

Tenho um caderno dedicado apenas a estas listas. É um processo muito simples mas que ajuda imenso. Por um lado, ajuda a manter o foco e a gerir prioridades, levando ao aumento da produtividade, e por outro lado, não deixa cair no esquecimento todas as outras tarefas que eventualmente também vão ter de ser feitas. Se também se costumam perder no meio de todas as coisas que têm para fazer, convido-vos a experimentar este sistema. Vão ver que vai ajudar bastante.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#95/100 – Resumo do fim de semana

#100palavraspordia

 

Os planos para o fim de semana não correram exatamente como planeei e por isso acabei por não dedicar o fim de semana todo à leitura, mas apenas o domingo. O que significa que não li o livro todo mas já li mais de metade! E é mesmo verdade que o livro é absolutamente viciante, não dá para largar. Para quem quiser saber, o livro é o Dark Matter, de Blake Crouch, e no wrap up deste mês vão poder ficar a saber a minha opinião, mas aviso já que estou a adorar.

 

Ainda assim, o sábado não foi passado completamente a trabalhar e acabei por parar ao final da tarde para ir ao cinema, coisa que já não fazia há demasiado tempo (desde que fui ver os Monstros Fantásticos). Fomos ver o Planeta dos Macacos: A Guerra e gostei bastante, se bem que daquilo que me lembro, achei o anterior um bocadinho melhor.

 

Hoje ainda demos um saltinho ao SciFi Lx, que estava muito giro.

 

Resumindo, diria que consegui um fim de semana bastante equilibrado, que era o objetivo. E preciso, definitivamente, de tirar mais domingos para ler.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

Wrap up de Julho de 2017

No mês de Junho apenas li três livros, o que não é fantástico mas já é um progresso, uma vez que no wrap up anterior tinha lido quatro livros em dois meses. Se conseguir manter a média de 3 livros por mês, vou conseguir bater o meu objetivo para este trimestre, portanto será mesmo esse o objetivo para Julho.

 

Foram então estes os livros que li em Junho.

 

Purple Cow, de Seth Godin

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[Goodreads] [Amazon] [BookDepository]

Mais um livro de Seth Godin, depois dos dois de que já tinha falado no wrap up anterior (e ainda tenho mais um do senhor para ler). Este fala-nos de ideias vencedoras, do famoso “thinking outside the box” e de Marketing inovador. Dá vários exemplos de marcas que conseguiram diferenciar-se de formas inovadoras e aponta alguns aspetos chave de ideias bem sucedidas, como fazer aquilo que mais ninguém está a fazer, ou mesmo fazer o oposto daquilo que todos os outros estão a fazer, ou ir buscar ideias a outras indústrias que possam aplicar-se à nossa de forma inovadora. Como já é habitual nos livros do Seth Godin, não dá propriamente um “passo a passo” de como fazer. Mas ajuda a abrir a mente e a demonstrar que por vezes é fazendo exatamente o oposto daquilo que está já pré-estabelecido que se conseguem bons resultados. Gostei, mas não achei propriamente revolucionário.

 

What we see when we read, de Peter Mendelsun

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[Goodreads] [Amazon] [BookDepository]

Este é um livro muito interessante e que já queria ler há bastante tempo. Fala sobre a forma como processamos e interpretamos informação quando lemos. O livro está muito bem feito, com muitas imagens e ilustrações. Explica porque cada pessoa vê e imagina uma coisa diferente quando está a ler o mesmo texto. Para além da subjetividade implícita àquilo que estamos a ler, cada um de nós traz informação prévia muito diferente. Por exemplo, se estivermos a ler um livro e o narrador referir uma “casa de campo”, o mais provável é que cada um de nós vá buscar às suas recordações alguma memória de uma casa de campo que conhecemos. Logo, cada um vai visualizar uma casa de campo diferente. Mesmo que o narrador depois refira que é uma casa de campo com paredes pintadas de verde, podemos até pegar na nossa imagem da casa e colocar-lhe paredes verdes, mas a base da imagem continua a ser aquela casa que cada um de nós conhece. Gostei muito deste livro e abriu-me uma nova perspetiva sobre o que representa escrever descrição em livros de ficção.

 

Bird by Bird, de Anne Lamott

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[Goodreads] [Amazon] [BookDepository]

Um dos livros obrigatórios para qualquer escritor, o subtítulo deste livro é “some instructions on writing and life”. Gostei muito do livro, e apesar de ter achado que as tais “instruções” não foram nada de novo (pelo menos para mim, que já passei horas a ler sobre o tópico), adorei o estilo de escrita da autora e o seu tom sarcástico e mesmo cómico. Talvez já devesse ter lido este livro há mais tempo e recomendo-o a qualquer pessoa que esteja a começar no mundo da escrita (principalmente de ficção).

 

Os livros que pretendo ler em Julho são os seguintes:

  • Sum de David Eagleman
  • Dark Matter de Blake Crouch
  • Licenciei-me… e agora? de Catarina Alves de Sousa
    (lista sujeita a alterações de última hora)

#94/100 – Capacidade de adaptação

#100palavraspordia

 

Questionar tudo. Não tomar nada como garantido. Estar aberto a novas experiências, novas pessoas, novas realidades. Não ficar preso aos planos. Os planos podem mudar, tanto os grandes, para a vida, como os pequenos, para o que vais fazer no sábado à tarde. Capacidade de adaptação. Acreditar que és um pessoa moldável, adaptável. O teu corpo pode ser aquilo que tu quiseres, o teu cérebro pode ser e funcionar e acreditar naquilo que tu quiseres. Tudo é mutável, as tuas crenças, os teus planos, o teu corpo, o teu cérebro. Podes ser e fazer aquilo que quiseres. Adapta-te. Re-inventa-te. Realiza-te. Não desistas. Convence-te que consegues e vais conseguir.

 

The human body is the ultimate adaptation machine.

Kit Laughli

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)