#76/100 – Focar no presente e o journaling

#100palavraspordia

 

Ultimamente, como já podem ter reparado por alguns textos no blog, tenho-me sentido muito assoberbada com as coisas que tenho para fazer e os planos que tenho para a minha vida e para o meu futuro. São tantas coisas, muitas que ainda nem posso executar, que às vezes fico com a mente toldada. Sei que tenho de dar um passo de cada vez, levar as coisas com calma, mas sinto-me tão entusiasmada com os meus projetos que por vezes é difícil focar só no presente.

 

Recentemente, apercebi-me que o problema é exatamente esse: nessas alturas em que sinto mais ansiedade estou demasiado embrenhada no futuro, e não suficientemente focada no presente. E se é verdade que devemos ter sempre em atenção o futuro que queremos para nós (caso contrário como poderemos agir para lá chegar?), por outro lado também é verdade que o foco no presente é essencial para nos conseguirmos concentrar nas tarefas atualmente em mãos, sem dispersar pelo que ainda há de vir.

 

Foi exatamente devido a esta conclusão que decidi começar a empenhar-me mais no meu processo de journaling, ou escrita livre. Já aqui falei desse assunto e na altura expliquei que o fazia todas as manhas mas apenas durante cerca de 5 minutos. Agora faço-o durante cerca de meia hora, o tempo que demoro a escrever três páginas.

 

Ora no fim de semana li este artigo, que veio mesmo a calhar após a minha reflexão sobre a necessidade de focar no presente. E foi assim que me decidi a passar a escrever três páginas todas as manhãs, aconteça o que acontecer. Comecei ontem e nestes dois dias senti que escrever três páginas, assim logo pela manhã, sem sequer estar ainda bem acordada, é mesmo um brain dump. Sai tudo cá para fora. A ideia é escrever os primeiros pensamentos e quando eles terminarem sem que tenhamos chegado ao fim das três páginas, forçar-nos a continuar a escrever, buscar mais fundo na nossa mente. Em teoria, acabamos por conseguir revelar pensamentos que nem estávamos muito bem conscientes que tínhamos e isso pode permitir-nos ter mais clareza na nossa vida.

 

Entretanto ontem, depois da minha primeira sessão de morning pages, encontrei mais este artigo sobre o mesmo assunto, e hoje surgiu ainda mais um. Parece que o journaling está na moda para os lados do Medium e eu não poderia estar mais alinhada. Aliás, se fizerem uma pesquisa por journaling no Medium vão encontrar imensos resultados, e muitos escritos por pessoas que afirmam que essa atividade mudou as suas vidas.

 

Vou experimentar este estilo de journaling durante pelo menos quatro semanas (já datei o meu caderno) e depois hei de reportar os progressos que tenho notado.

 

E vocês, têm alguma prática semelhante? Considerariam implementar algo deste género nas vossas manhãs?

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#73/100 – Projetos gigantescos

#100palavraspordia

 

Dividir tarefas muito grandes em passos mais pequenos e fazer um de cada vez, sem pensar nos seguintes. Porque para correres uma maratona não precisas de ver a meta, apenas os metros que estão à tua frente. Porque para conduzires à noite não precisas de ver a estrada toda, apenas a porção iluminada pelos teus faróis. E porque pensar em tudo o que ainda precisa de ser feito só pode gerar mais ansiedade.

 

Focar apenas no passo seguinte, na tarefa seguinte, na hora ou no dia que se segue. Quando essa tarefa e essa hora ou dia estiverem concluídos, então, e só então, avançar para os seguintes. Porque é essa a única forma de conseguir realizar projetos gigantescos sem desesperar, e mais ainda quando tudo depende de nós e quando tem de ser feito nos (poucos) tempos livres.

 

Tudo se faz.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#71/100 – Duas coisas que percebi a fazer stand up paddle

#100palavraspordia

 

Hoje fiz stand up paddle pela primeira vez e, de forma semelhante ao que aconteceu com a caminhada até à cascata, houve também nesta atividade duas coisas interessantes em que reparei e que podem equiparar-se ao nosso percurso para alcançar objetivos de vida.

 

A primeira foi que é muito mais fácil continuar em movimento do que iniciar o movimento. É a inércia em ação. Fiz SUP num sítio lindíssimo e de vez em quando parava de remar para apreciar a paisagem. Quando depois queria retomar, precisava de aplicar mais força do que quando já me encontrava em movimento. Além disso, aqueles primeiros metros depois de estar parada eram sempre mais lentos do que se continuasse em permanente movimento. Também quando estamos a tentar atingir um determinado objetivo, é mais fácil continuar a trabalhar sempre e aproveitar a inércia ou o momento, em vez de trabalhar uma semana com toda a intensidade, depois estar um mês parado e sem fazer nada, para depois voltar a arrancar. Claro que não há mal nenhum em parar de vez em quando para descansar ou “apreciar a paisagem”, desde que essas paragens sejam bem planeadas de forma a que possamos realmente recuperar as forças e arrancar com mais força. Caso contrário, é simplesmente mais fácil continuar a dar no duro, todos os dias, sem parar. O nosso corpo habitua-se ao que quer que façamos repetidamente.

 

A segunda coisa que reparei foi que muito mais facilmente perdia o equilíbrio se começasse a olhar à volta ou tentasse olhar para trás. Por vezes tinha curiosidade em saber onde andava o R., quando era eu que ia à frente, mas nem me atrevia a olhar para trás para o procurar. Sei que manter o equilíbrio depende muito de manter o corpo numa posição fixa por um lado, e por outro lado do local onde focamos o nosso olhar. Da mesma forma, se estivermos a trabalhar para um determinado objetivo, perdermos tempo a olhar para o que os outros estão a fazer só nos vai prejudicar. Não só vamos perder tempo, como vamos tirar momentaneamente o foco do nosso próprio trabalho, perdendo, lá está, o momento, e mais rapidamente vamos começar a ficar para trás. Não importa onde os outros vão ou como estão a fazer o seu trabalho, se vão mais rápido ou mais lentamente, se estão a fazer da mesma forma ou de maneira diferente. O que importa é focarmo-nos nos nossos próprios objetivos e no nosso próprio trabalho. Tudo vai ficar mais fácil assim.

 

Metáforas à parte, adorei fazer SUP. Pensei que ia ser um bom treino de braços por causa do remo, mas revelou-se também um excelente treino de pernas e core pois toda a parte inferior bem como o core ficam em tensão para conseguirmos manter o equilíbrio. Gostei mesmo muito e adorava continuar a praticar. Tenho de descobrir onde o posso fazer em Lisboa.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#67/100 – Como conseguir arriscar

#100palavraspordia

 

Ou a resposta à querida Lucie.

 

O primeiro passo tem de ser acreditar: acreditar que é possível, acreditar em ti, acreditar que o único desfecho possível é a coisa correr bem. Acreditar que és capaz de qualquer coisa que decidas fazer. Acreditar na tua força, nas tuas capacidades, no teu potencial. Acreditar que és capaz de reunir em ti tudo aquilo que precisas para seres bem sucedida.

Depois, não ter medo de falhar. Porque falhar significa que aprendeste algo novo. E falhar não implica deixar de acreditar, mas simplesmente continuar a acreditar que vai resultar nas próximas tentativas. Falhar tantas vezes quantas forem precisas até conseguires. Convenceres-te que falhar não diz nada sobre a pessoa que és, apenas diz que aquele não era o momento certo. Enquanto não acreditares em ti e não estiveres OK com a possibilidade de falhares, então sim, será muito difícil arriscar.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#66/100 – Ficar à espera?

#100palavraspordia

 

Vais ficar à espera que os teus sonhos te caiam no colo ou vais levantar-te e correr atrás deles? Sabes que se ficares sentadinho à espera, nada vai acontecer certo? Sabes que nunca te vais sentir preparado para começares, não sabes? Isso é só uma desculpa que arranjaste. Uma mentira que contas a ti próprio para justificares o facto de não estares a fazer nada. Se não deres o primeiro passo e te colocares numa posição desconfortável, tudo aquilo que realmente vale a pena vai continuar a passar-te ao lado. Não vai acontecer só porque sim, só porque tu achas que mereces. Se não fizeres a tua parte, o mundo vai continuar a ignorar-te. Então do que estás à espera? Faz a tua parte. Dá o primeiro passo. Eu sei que parece difícil, mas acredita que não é. E acredita que coisas boas vão acontecer.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#65/100 – Basta querer

#100palavraspordia

 

Chega uma altura em que percebes que há pessoas que nunca vão conseguir compreender. Nunca vão aceitar que tu vás atrás dos teus sonhos sem qualquer hesitação e sem qualquer dúvida que os vais conseguir alcançar. Nunca vão perceber que há coisas mais importantes do que seguir o caminho que outros esperavam que tu seguisses. Se calhar eles também já sentiram o impulso de darem uma volta às suas vidas e de, também eles, correrem atrás – atrás dos sonhos, atrás da vida, atrás da verdadeira felicidade. Mas provavelmente tiveram medo e esperavam que tu também tivesses. Esperavam porque, na cabeça deles, apenas os super-heróis são corajosos o suficiente para irem contra tudo e contra todos. E eles sabem – pensam – que os super-heróis não existem. Por isso esperam que todos, tal como eles, se contentem com aquilo – com a vida – que já têm.

 

O que eles não sabem é que qualquer um de nós pode ser super-herói. Qualquer um de nós – se quiser – tem a coragem que é precisa para correr atrás – dos sonhos, da vida, da felicidade. Basta querer.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

O Bloggers Camp 2017: Fonte de inspiração

(foto de Joana Sousa)

 

Agora sim, chegou a vez do post “a sério” sobre o Bloggers Camp, depois de já ter falado do evento do ano aqui, aqui e aqui.

 

Agora que já passaram quase duas semanas sinto que já consigo falar do Bloggers Camp com alguma distância, bem necessária, já que logo a seguir ao evento estava num tal high de emoções, inspiração e motivação que sinto que não conseguiria ter dito coisa com coisa.

 

Os workshops

Vou começar pelos workshops, já que – teoricamente – o intuito principal deste fim de semana era aprender. Houve quatro workshops fantásticos, distribuídos pelos dois dias e com formadoras absolutamente inspiradoras.

 

Personal Branding

Começámos no sábado a seguir ao almoço com o workshop da Susana Rodrigues da Bless, sobre Personal Branding. Um workshop tão interessante, cheio de ideias e informação útil, dicas e perguntas que serviram para provocar e para nos deixar a pensar – sobre nós próprias, sobre o nosso blog, a nossa marca e o nosso propósito. Falámos de cores, de estações do ano, de missão e visão, de auto-conhecimento e estratégia.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 
Finalizámos com dois exercícios que adorei fazer. O primeiro consistiu num moodboard para a nossa marca, que incluiu palavras, cores e imagens coladas numa folha A4. Atenção que a noção de marca neste contexto prende-se com marca pessoal, que deve estar presente um tudo o que somos e que fazemos, e nada tem a ver com marca comercial. Eu adorei fazer o meu. Aliás, era algo que já andava para fazer há uns tempos porque sei como é uma coisa importante. Era mais uma era daquelas coisas que sabia perfeitamente que devia fazer mas andava sempre a adiar. Neste caso, foi impossível adiar mais porque estávamos todos ali mesmo para isso. O segundo exercício consistiu em formarmos pequenos grupos e resumirmos o moodboard dos nossos colegas numa palavra. Fiquei muito contente quando todas as bloggers do meu grupo usaram palavras para resumir o meu board com as quais eu me identifico muito.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

Ficou a vontade de trabalhar mais (e melhor) a minha marca e de dar uma grande volta a este espaço que aqui tenho. Tenho andado a pensar muito nisso e apesar de ao início me ter sentido um pouco perdida, tenho tido bastantes ideias e neste momento já tenho uma visão muito clara daquilo que quero fazer com este blog. Vai dar trabalho e vai ser preciso tempo, tempo esse que não tenho, pelo que ainda vai demorar alguns meses a implementar. Mas aos bocadinhos tudo se faz.

 

3B: Brand, Blog, Business

A seguir tivemos o workshop de 3B: Brand, Blog, Business, dado nem mais nem menos do que pelas próprias Bloggers Camp: a Cat, a Cat e a Ana. Neste workshop falou-se mais uma vez de marca pessoal, de como aplicar a nossa marca no nosso blog, e de como transformar o nosso blog num negócio, ou então como iniciar um negócio paralelo ao nosso blog. Voltámos a focar-nos na importância da consistência ao longo de todo o nosso trabalho (não só no blog, mas redes sociais e tudo o resto que façamos no mundo digital). Falou-se de alguns casos de estudo em Portugal e lá fora que podem com certeza servir de inspiração e trocaram-se muitas ideias uma vez que as meninas do Bloggers Camp são excelentes apresentadoras mas todos acabámos por participar ativamente, como elas aliás incentivaram. Foi mais um workshop que deu muito que pensar e deixou a cabeça a borbulhar com ideias.

 

(foto de Joana Sousa)

 

Palestra Sara Afonso, Revista Calm

No segundo dia, o primeiro workshop foi dado pela maravilhosa Sara Afonso, editora da Revista Calm. Falou do seu projeto e da revista, de mindfulness e criatividade e todas tivemos a oferta do último número da revista que está absolutamente maravilhoso. A Sara esteve presente em toda as palestras do Bloggers Camp e podem não acreditar mas a editora desta revista ofereceu a cada uma de nós, juntamente com a revista, um cartão escrito por ela com uma dedicatória personalizada. Achei isto fantástico. No intervalo dessa tarde estive uns minutos a falar com ela e gostei muito de a conhecer um bocadinho melhor. São pessoas assim que mostram como é fácil ser-se gentil, simpático e prestável.

 

(foto de Raquel Dias da Silva)

 

Video 101

Fechámos o fim de semana com o workshop de vídeo da fantástica Ana Marta. Se ainda não a conhecem têm de ver alguns vídeos dela no canal New Age Creators. Eles são todos muito bons, mas a Marta é especial, e não é só por ser portuguesa. O workshop foi extremamente útil para perceber que afinal fazer vídeo não é um bicho de sete cabeças. No entanto, ainda dá trabalho e ainda vai demorar um bocadinho até eu começar a apostar por aí (mas quero, muito). Adorei conhecer a Marta e no final do seu workshop ainda lhe fui dar os parabéns pelo fantástico trabalho e ela foi super simpática.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

O Bloggers Pitch

O Bloggers Pitch foi simplesmente maravilhoso. Estávamos (quase) todas com medo de apresentar as nossas ideias, nenhuma gosta muito de falar em público, mas alguém se levantou (não me lembro quem foi a primeira) e nunca mais parámos de, um a um, nos levantarmos todos para apresentar as nossas ideias. Chegou mesmo uma altura em que várias pessoas se levantavam ao mesmo tempo porque queriam ser as seguintes.

 

Ideias maravilhosas, pessoas fantásticas, inspiradoras e lindas por dentro e por fora, lágrimas e gargalhadas fizeram deste momento de pitch um dos momentos altos de todo o fim de semana. Haver pessoas a apresentarem as suas ideias e outras já de braço no ar a quererem colaborar sem sequer ouvirem a ideia até ao fim, foi mesmo isto que se passou. Momentos em que quase só quem tem coração de pedra é que não verteu uma lágrima, pela coragem das pessoas que se abriram e mostraram aspetos muito frágeis das suas realidades. Pessoas que partilham os mesmos interesses, as mesmas paixões e que não têm medo de levantar o braço e de se juntarem e avançarem com projetos conjuntos. Não sei se estou a conseguir transmitir o quão fantástica foi a manhã de domingo no Bloggers Camp, talvez só quem lá tenha estado é que consiga perceber, mas se calhar também não há mal nenhum nisso. Se calhar era mesmo preciso estar lá para compreender. Só sei que temos de fazer estes momentos acontecerem mais vezes e só sei que (como disse aqui) está nas nossas mãos agora sair e executar tudo o que nasceu naquela manhã. Só não vai acontecer se nós não quisermos.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa, postal de Raquel Dias da Silva)

 

Os coffebreaks

Os coffebreaks do Bloggers Camp foram patrocinados pelos maravilhosos doces da Lídia do L Cake. Provei os cupcakes e os brownies e tenho a dizer que estavam fantásticos. Tão, tão bons que nem consigo colocar em palavras. Se precisarem de bolos, não hesitem, falem com a Lídia!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

Os espaços

Os workshops aconteceram na Second Home Lisboa, um espaço de cowork no Time Out Mercado da Ribeira. O espaço é lindo, cheio de plantas e de espaços de trabalho perdidos no meio delas. Consigo imaginar o quão inspirador deve ser trabalhar naquele lugar.

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As refeições e o Bloggers Pitch tiveram lugar no Lisbon Hostel que deve ser um dos melhores e mais bonitos hostels de Lisboa. As meninas que ficaram a dormir também passaram lá a noite e eu, apesar de o Bloggers Camp ser em Lisboa e poder ir dormir a casa, já decidi que no próximo ano fico lá a dormir também. Mais tempo com pessoas tão boas só me vai fazer bem (e sim, já está mais do que decidido que para o ano vou outra vez).

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As pessoas

Vou fechar com a parte mais importante do Bloggers Camp: as pessoas.

 

A começar com as pessoas que já conhecia e que tive oportunidade de rever.

 

As três meninas do Bloggers Camp, que admiro imenso e a quem aproveito para dar os parabéns pelo excelente trabalho. A Catarina, do Daydreams, talvez a pessoa deste mundo dos blogs com quem mais coisas tenho em comum. A outra Catarina, do Joan of July, com quem partilho a paixão pela escrita. E a Ana do infinito mais um, com uma personalidade super divertida e uma energia que adoro.

 

Já conhecia também a Ana Paula, do electrico 28, a Lúcia, do Lucie Lu, que é uma querida e passou todo o fim de semana a fotografar-nos e que tem tanto jeito para isso. A Mónica, do O Melhor Vem a Seguir, que também já conhecia de uma tertúlia e que foi a única pessoa até ao momento (pelo menos que eu saiba) a aderir ao meu desafio das 100 palavras por dia (e apesar de me ter dito que está a gostar de fazer o desafio, não duvido que por dentro me esteja a chamar nomes por a ter metido em tamanho trabalho!) Gostei muito de a rever e também estou a gostar muito de acompanhar os seus textos do desafio. E finalmente, a Natália, do Escrever, Sonhar, Fotografar, que também me falou do desafio das 100 palavras e com quem estive a falar um bocadinho sobre escrita.

 

A primeira pessoa nova que conheci neste Bloggers Camp foi a Diane, do Ukuhamba, e com quem estive imenso tempo à conversa antes mesmo de as atividades começarem. Adorei conhecê-la e não sei se ela sentiu o mesmo mas eu senti logo uma empatia enorme com ela, falámos de várias coisas que temos em comum e outras que nem tanto e espero mesmo voltar a encontrá-la. Seguiu-se a Raquel, do Make Sheep e Supernova, que é pequenina mas tem uma força de gigante e simplesmente sei que vai conseguir alcançar coisas maravilhosas ao longo da sua vida. Também adorei conhecê-la e quero muito continuar em contacto com ela. Vou acompanhar de perto todos os seus projetos! Conheci também a Margarida Pestana, que ainda não tem blog mas está a prepará-lo e vou definitivamente querer lê-lo quando for lançado. No entanto, tem um Instagram maravilhoso e foi mais uma das pessoas que adorei conhecer. Mais uma pessoa com quem encontrei uma série de coisas em comum, que tem uma energia que transmite calma e que me fascinou. E a Mariana, cujo blog, o It’s OK, eu já acompanhava e adoro e que é uma querida.

 

No almoço do primeiro dia conheci mais três pessoas maravilhosas: a Vânia, do Lolly Taste, a Joana, do Às cavalitas do vento, e a Margarida, do Leves & Ausentes. Das três, a única que já seguia era a Vânia e adoro o seu blog, por isso lá ganhei coragem e disse-lhe logo “Sigo o teu blog e o teu Instagram e adoro!”. E apesar de ainda ter alguma dificuldade em dizer estas coisas, acho mesmo que é importante elogiarmos as pessoas e os trabalhos que admiramos, e eu admiro imenso a Vânia e o seu blog. Afinal de contas, todos gostamos de receber elogios, e se todos tivermos vergonha de dizer “adoro o teu blog” ou “gostei muito do teu trabalho” então nenhum de nós poderia saber se há alguém a apreciar aquilo que fazemos. E normalmente fazemo-lo muito facilmente online, porque com a escrita de um comentário não é preciso dar a cara nem ter vergonha, mas também é importante olhar nos olhos de uma pessoa e fazer um elogio ou dizer que gostámos de algo. Fiquei também muito feliz por ter conhecido as outras duas meninas. A Joana é um amor e a Margarida é super divertida.

 

 

(foto de Joana Sousa)

 

Durante o exercício de personal branding do qual já falei acima, tive ainda a oportunidade de conhecer a Madalena Vidigal, do Entre Vinhas, e a Joana Teixeira, do Limited Edition. A Madalena tem uma vida de sonho a viajar e a provar vinhos. Recomendo mesmo que vão visitar o blog dela que é lindo. E também gostei muito de conhecer a Joana, que lançou um desafio no pitch no qual me apeteceu logo participar e que vão poder conhecer muito brevemente.

 

Conheci ainda mais duas engenheiras que me encheram o coração, as lindas e maravilhosas Joana do Jiji, e Xana do Uma Chávena de Charme. Mais duas mulheres fortes e inspiradores, cheias de energia e e alegria. E ficou prometido um encontro de bloggers no Porto.

 

Tive oportunidade de estar um bocadinho à conversa com a Raquel, do The Brunette’s Tofu, que nos surpreendeu a todas quando durante o pitch decidiu apresentar-nos o seu livro, lançado há 10 anos e com textos muito pessoais que relatam um período difícil da sua vida. Digo-vos, neste Bloggers Camp não faltaram mulheres fortes.

 

Não podia deixar de referir o Nuno, do Scifiworld e Antestreia, que era o único homem no meio de quase 40 mulheres e que soube lidar lindamente com a situação.

 

Houve mais pessoas com que gostava de ter falado mais, mas 40 pessoas é muita gente e infelizmente não deu para conhecer todos tão bem quanto gostaria. A Ana, do 2beleza, a Mafalda, do Nuts for Paper, a Sofia, do A Sofia World, a Andreia, do Andreia Moita. Gostei muito de vos conhecer a todas.

 

As despedidas

As despedidas demoraram quase tanto como um workshop, provavelmente muito devido ao facto de ninguém querer deixar o Bloggers Camp acabar. Tentei falar com todas as pessoas que pude, voltámos a trocar ideias sobre desafios e projetos lançados no pitch e prometemos permanecer em contacto. E foi mesmo isso que aconteceu nos dias (e agora semanas) seguintes. Se por acaso seguirem alguns Instagrams e blogs de participantes do Bloggers Camp, devem ter reparado na enchente de fotografias e textos que surgiram, associados a elogios e agradecimentos de todos para todos. Neste mundo da bloggosfera, tão novo para mim e que tantas vezes se imagina tão cheio de inveja, não foi nada disso que vi e estou tão feliz por agora fazer parte desta comunidade. O enorme apoio que vejo, vindo de todas as partes e em todas as direções, significa que estas pessoas são especiais, que não vêem no sucesso dos outros o seu insucesso, muito pelo contrário. Todos percebemos que todos ficamos a ganhar quando um de nós é bem sucedido, seja por demonstrar que podem sair coisas muito interessantes do mundo dos blogs ou simplesmente por inspirar os outros a fazerem mais e melhor. É isso que se pede: que olhemos sempre para os outros e para os seus sucessos como fontes de inspiração, não como ameaças nem como algo a tentar copiar. E foi isso que eu vi neste evento e é isso que quero continuar a testemunhar, e por isso vou tentar participar em tantos eventos Bloggers Camp quantos conseguir. Porque adoro fazer parte deste grupo!
 
Obrigada a todas por serem tamanha fonte de inspiração para esta novata.

 

Bloggers Camp

Queria deixar mais um agradecimento às Bloggers Camp. A sério, miúdas, o que vocês fazem é para lá de espetacular, só espero que continuem e que tenham muito sucesso. Parabéns e obrigada!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

E foi isto. Penso que ir ao Bloggers Camp foi uma das melhores decisões que tomei este ano. Resumindo tudo de bom que aconteceu e que saiu – e que ainda vai sair – deste Bloggers Camp numa palavra: inspirador.

 

Só espero conseguir convencer qualquer pessoa que aqui chegue à procura de mais informações sobre o Bloggers Camp a apostar em forte nestes eventos. Sim, porque isto não se resume ao encontro anual de bloggers, estas meninas também organizam tertúlias e workshops que são qualquer coisa, para além dos serviços que cada uma delas presta e que podem consultar no site (eu própria estou a pensar em pedir uma sessão de consultoria à Catarina).

#64/100 – Dos dias maus

#100palavraspordia

 

Aqueles dias em que tudo corre mal. Aqueles em que não sabes o que fazer nem para onde te virar. Aqueles dias em que nada parece fazer sentido e em que há apenas uma coisa que te apetece fazer: chorar. Aqueles dias em que tudo custa, tudo é difícil e, pior, tudo parece estar contra ti.

 

Esses dias acontecem, a todos. Não vale a pena viver na ilusão de que todos os dias vão ser simples e bonitos. Alguns custam. Mas eles vêm e passam. Não vêm para ficar. É apenas um dia e, quando dás conta, esse dia já passou, já lá vai, já não faz mossa. Já estás bem outra vez porque outro dia se seguiu e o segredo é fazer com que a maior parte dos dias seja dos bons. Porque só depende de ti. Cabe-te a ti fazer com que o dia seguinte seja dos bons. Cabe-te a ti elaborar um plano e deixar os dias maus para trás. Podes ter um, de vez em quando, sim, mas que seja apenas um. Porque dois dias maus já farão com que o terceiro seja muito mais difícil de tornar bom.

 

Por isso chora e tem pena de ti próprio e acredita que a vida é injusta e que tudo te acontece a ti. Mas só por um dia. No dia seguinte já nada disto é verdade. No dia seguinte és feliz outra vez.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#62/100 – Da vida de escritora

#100palavraspordia

 

Este é o primeiro post que estou a escrever com o meu novo teclado sem fios que adoro! Porque quem pretende ser escritor profissional precisa de ter as ferramentas necessárias para a tarefa e mais vale começar já. Agora só preciso de treinar touch typing para conseguir escrever mais depressa, já que essa não é, de todo, a minha especialidade. Alguém conhece algum programa online jeitoso para se treinar essa capacidade? Tenho de investigar isso.

 

Já que falamos de escrita, aproveito para desabafar que desta segunda vez a escrita do novo livro não está a correr tão bem como da primeira. Nem sei se vou conseguir cumprir o objetivo de ter 50% do rascunho completo no final deste trimestre (que é já no final deste mês!). Vamos a ver. A verdade é que têm surgido tantas outras coisas, e voltei a dar mais atenção ao blog (até porque este desafio a isso me obriga) e não tenho tido tanto tempo para dedicar a esse projeto. Mas não há de ser nada, tudo se faz!

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#56/100 – 10 coisas que aprendi com o Bloggers Camp ou a resposta a um desafio

#100palavraspordia

 

Que as bloggers portuguesas (e o Nuno!) são pessoas altamente criativas, cheias de ideias promissoras e sem medo de as partilharem – pelo menos pela amostra presente no Bloggers Camp.

Que a partilha – de conhecimento, de ideias, de inspiração, de experiências, de medos, de histórias e, muito importante, de gargalhadas – faz com que todos saiam a ganhar: quem partilha e quem recebe.

Que há gente empreendedora neste país, sem medo de começar projetos novos e de andar para a frente com os seus sonhos – a começar pelas três maravilhosas organizadoras deste evento para lá de espetacular, a Cat, a Cat e a Ana.

Que é altamente inspirador ver uma das tuas Youtubers favoritas ao vivo e a cores e perceber que é super simpática e acessível.

Que há uma grande tendência entre a comunidade de bloggers para se… demitirem dos seus empregos!

 

E umas coisinhas mais técnicas…

Que há ainda muito trabalho a fazer por aqui.

Que ter uma marca pessoal consistente é imperativo para ter um blog que agrade aos leitores.

Que o mesmo é essencial para se conseguir criar um negócio bem sucedido a partir de um blog.

Que editar vídeo não é o bicho de sete cabeças que imaginava mas que ainda dá bastante trabalho.

 

E em jeito de conclusão…

Que se estiveres aberto a coisas boas, coisas boas vão acontecer.

 

 

Foi a Andreia que lançou o desafio e parece-me que vai haver muita adesão. Estas foram 10 das coisas que aprendi na minha primeira participação no Bloggers Camp (sim, primeira, porque para o ano estou lá novamente!)

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)