O Bloggers Camp 2017: Fonte de inspiração

(foto de Joana Sousa)

 

Agora sim, chegou a vez do post “a sério” sobre o Bloggers Camp, depois de já ter falado do evento do ano aqui, aqui e aqui.

 

Agora que já passaram quase duas semanas sinto que já consigo falar do Bloggers Camp com alguma distância, bem necessária, já que logo a seguir ao evento estava num tal high de emoções, inspiração e motivação que sinto que não conseguiria ter dito coisa com coisa.

 

Os workshops

Vou começar pelos workshops, já que – teoricamente – o intuito principal deste fim de semana era aprender. Houve quatro workshops fantásticos, distribuídos pelos dois dias e com formadoras absolutamente inspiradoras.

 

Personal Branding

Começámos no sábado a seguir ao almoço com o workshop da Susana Rodrigues da Bless, sobre Personal Branding. Um workshop tão interessante, cheio de ideias e informação útil, dicas e perguntas que serviram para provocar e para nos deixar a pensar – sobre nós próprias, sobre o nosso blog, a nossa marca e o nosso propósito. Falámos de cores, de estações do ano, de missão e visão, de auto-conhecimento e estratégia.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 
Finalizámos com dois exercícios que adorei fazer. O primeiro consistiu num moodboard para a nossa marca, que incluiu palavras, cores e imagens coladas numa folha A4. Atenção que a noção de marca neste contexto prende-se com marca pessoal, que deve estar presente um tudo o que somos e que fazemos, e nada tem a ver com marca comercial. Eu adorei fazer o meu. Aliás, era algo que já andava para fazer há uns tempos porque sei como é uma coisa importante. Era mais uma era daquelas coisas que sabia perfeitamente que devia fazer mas andava sempre a adiar. Neste caso, foi impossível adiar mais porque estávamos todos ali mesmo para isso. O segundo exercício consistiu em formarmos pequenos grupos e resumirmos o moodboard dos nossos colegas numa palavra. Fiquei muito contente quando todas as bloggers do meu grupo usaram palavras para resumir o meu board com as quais eu me identifico muito.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

Ficou a vontade de trabalhar mais (e melhor) a minha marca e de dar uma grande volta a este espaço que aqui tenho. Tenho andado a pensar muito nisso e apesar de ao início me ter sentido um pouco perdida, tenho tido bastantes ideias e neste momento já tenho uma visão muito clara daquilo que quero fazer com este blog. Vai dar trabalho e vai ser preciso tempo, tempo esse que não tenho, pelo que ainda vai demorar alguns meses a implementar. Mas aos bocadinhos tudo se faz.

 

3B: Brand, Blog, Business

A seguir tivemos o workshop de 3B: Brand, Blog, Business, dado nem mais nem menos do que pelas próprias Bloggers Camp: a Cat, a Cat e a Ana. Neste workshop falou-se mais uma vez de marca pessoal, de como aplicar a nossa marca no nosso blog, e de como transformar o nosso blog num negócio, ou então como iniciar um negócio paralelo ao nosso blog. Voltámos a focar-nos na importância da consistência ao longo de todo o nosso trabalho (não só no blog, mas redes sociais e tudo o resto que façamos no mundo digital). Falou-se de alguns casos de estudo em Portugal e lá fora que podem com certeza servir de inspiração e trocaram-se muitas ideias uma vez que as meninas do Bloggers Camp são excelentes apresentadoras mas todos acabámos por participar ativamente, como elas aliás incentivaram. Foi mais um workshop que deu muito que pensar e deixou a cabeça a borbulhar com ideias.

 

(foto de Joana Sousa)

 

Palestra Sara Afonso, Revista Calm

No segundo dia, o primeiro workshop foi dado pela maravilhosa Sara Afonso, editora da Revista Calm. Falou do seu projeto e da revista, de mindfulness e criatividade e todas tivemos a oferta do último número da revista que está absolutamente maravilhoso. A Sara esteve presente em toda as palestras do Bloggers Camp e podem não acreditar mas a editora desta revista ofereceu a cada uma de nós, juntamente com a revista, um cartão escrito por ela com uma dedicatória personalizada. Achei isto fantástico. No intervalo dessa tarde estive uns minutos a falar com ela e gostei muito de a conhecer um bocadinho melhor. São pessoas assim que mostram como é fácil ser-se gentil, simpático e prestável.

 

(foto de Raquel Dias da Silva)

 

Video 101

Fechámos o fim de semana com o workshop de vídeo da fantástica Ana Marta. Se ainda não a conhecem têm de ver alguns vídeos dela no canal New Age Creators. Eles são todos muito bons, mas a Marta é especial, e não é só por ser portuguesa. O workshop foi extremamente útil para perceber que afinal fazer vídeo não é um bicho de sete cabeças. No entanto, ainda dá trabalho e ainda vai demorar um bocadinho até eu começar a apostar por aí (mas quero, muito). Adorei conhecer a Marta e no final do seu workshop ainda lhe fui dar os parabéns pelo fantástico trabalho e ela foi super simpática.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

O Bloggers Pitch

O Bloggers Pitch foi simplesmente maravilhoso. Estávamos (quase) todas com medo de apresentar as nossas ideias, nenhuma gosta muito de falar em público, mas alguém se levantou (não me lembro quem foi a primeira) e nunca mais parámos de, um a um, nos levantarmos todos para apresentar as nossas ideias. Chegou mesmo uma altura em que várias pessoas se levantavam ao mesmo tempo porque queriam ser as seguintes.

 

Ideias maravilhosas, pessoas fantásticas, inspiradoras e lindas por dentro e por fora, lágrimas e gargalhadas fizeram deste momento de pitch um dos momentos altos de todo o fim de semana. Haver pessoas a apresentarem as suas ideias e outras já de braço no ar a quererem colaborar sem sequer ouvirem a ideia até ao fim, foi mesmo isto que se passou. Momentos em que quase só quem tem coração de pedra é que não verteu uma lágrima, pela coragem das pessoas que se abriram e mostraram aspetos muito frágeis das suas realidades. Pessoas que partilham os mesmos interesses, as mesmas paixões e que não têm medo de levantar o braço e de se juntarem e avançarem com projetos conjuntos. Não sei se estou a conseguir transmitir o quão fantástica foi a manhã de domingo no Bloggers Camp, talvez só quem lá tenha estado é que consiga perceber, mas se calhar também não há mal nenhum nisso. Se calhar era mesmo preciso estar lá para compreender. Só sei que temos de fazer estes momentos acontecerem mais vezes e só sei que (como disse aqui) está nas nossas mãos agora sair e executar tudo o que nasceu naquela manhã. Só não vai acontecer se nós não quisermos.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa, postal de Raquel Dias da Silva)

 

Os coffebreaks

Os coffebreaks do Bloggers Camp foram patrocinados pelos maravilhosos doces da Lídia do L Cake. Provei os cupcakes e os brownies e tenho a dizer que estavam fantásticos. Tão, tão bons que nem consigo colocar em palavras. Se precisarem de bolos, não hesitem, falem com a Lídia!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

Os espaços

Os workshops aconteceram na Second Home Lisboa, um espaço de cowork no Time Out Mercado da Ribeira. O espaço é lindo, cheio de plantas e de espaços de trabalho perdidos no meio delas. Consigo imaginar o quão inspirador deve ser trabalhar naquele lugar.

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As refeições e o Bloggers Pitch tiveram lugar no Lisbon Hostel que deve ser um dos melhores e mais bonitos hostels de Lisboa. As meninas que ficaram a dormir também passaram lá a noite e eu, apesar de o Bloggers Camp ser em Lisboa e poder ir dormir a casa, já decidi que no próximo ano fico lá a dormir também. Mais tempo com pessoas tão boas só me vai fazer bem (e sim, já está mais do que decidido que para o ano vou outra vez).

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As pessoas

Vou fechar com a parte mais importante do Bloggers Camp: as pessoas.

 

A começar com as pessoas que já conhecia e que tive oportunidade de rever.

 

As três meninas do Bloggers Camp, que admiro imenso e a quem aproveito para dar os parabéns pelo excelente trabalho. A Catarina, do Daydreams, talvez a pessoa deste mundo dos blogs com quem mais coisas tenho em comum. A outra Catarina, do Joan of July, com quem partilho a paixão pela escrita. E a Ana do infinito mais um, com uma personalidade super divertida e uma energia que adoro.

 

Já conhecia também a Ana Paula, do electrico 28, a Lúcia, do Lucie Lu, que é uma querida e passou todo o fim de semana a fotografar-nos e que tem tanto jeito para isso. A Mónica, do O Melhor Vem a Seguir, que também já conhecia de uma tertúlia e que foi a única pessoa até ao momento (pelo menos que eu saiba) a aderir ao meu desafio das 100 palavras por dia (e apesar de me ter dito que está a gostar de fazer o desafio, não duvido que por dentro me esteja a chamar nomes por a ter metido em tamanho trabalho!) Gostei muito de a rever e também estou a gostar muito de acompanhar os seus textos do desafio. E finalmente, a Natália, do Escrever, Sonhar, Fotografar, que também me falou do desafio das 100 palavras e com quem estive a falar um bocadinho sobre escrita.

 

A primeira pessoa nova que conheci neste Bloggers Camp foi a Diane, do Ukuhamba, e com quem estive imenso tempo à conversa antes mesmo de as atividades começarem. Adorei conhecê-la e não sei se ela sentiu o mesmo mas eu senti logo uma empatia enorme com ela, falámos de várias coisas que temos em comum e outras que nem tanto e espero mesmo voltar a encontrá-la. Seguiu-se a Raquel, do Make Sheep e Supernova, que é pequenina mas tem uma força de gigante e simplesmente sei que vai conseguir alcançar coisas maravilhosas ao longo da sua vida. Também adorei conhecê-la e quero muito continuar em contacto com ela. Vou acompanhar de perto todos os seus projetos! Conheci também a Margarida Pestana, que ainda não tem blog mas está a prepará-lo e vou definitivamente querer lê-lo quando for lançado. No entanto, tem um Instagram maravilhoso e foi mais uma das pessoas que adorei conhecer. Mais uma pessoa com quem encontrei uma série de coisas em comum, que tem uma energia que transmite calma e que me fascinou. E a Mariana, cujo blog, o It’s OK, eu já acompanhava e adoro e que é uma querida.

 

No almoço do primeiro dia conheci mais três pessoas maravilhosas: a Vânia, do Lolly Taste, a Joana, do Às cavalitas do vento, e a Margarida, do Leves & Ausentes. Das três, a única que já seguia era a Vânia e adoro o seu blog, por isso lá ganhei coragem e disse-lhe logo “Sigo o teu blog e o teu Instagram e adoro!”. E apesar de ainda ter alguma dificuldade em dizer estas coisas, acho mesmo que é importante elogiarmos as pessoas e os trabalhos que admiramos, e eu admiro imenso a Vânia e o seu blog. Afinal de contas, todos gostamos de receber elogios, e se todos tivermos vergonha de dizer “adoro o teu blog” ou “gostei muito do teu trabalho” então nenhum de nós poderia saber se há alguém a apreciar aquilo que fazemos. E normalmente fazemo-lo muito facilmente online, porque com a escrita de um comentário não é preciso dar a cara nem ter vergonha, mas também é importante olhar nos olhos de uma pessoa e fazer um elogio ou dizer que gostámos de algo. Fiquei também muito feliz por ter conhecido as outras duas meninas. A Joana é um amor e a Margarida é super divertida.

 

 

(foto de Joana Sousa)

 

Durante o exercício de personal branding do qual já falei acima, tive ainda a oportunidade de conhecer a Madalena Vidigal, do Entre Vinhas, e a Joana Teixeira, do Limited Edition. A Madalena tem uma vida de sonho a viajar e a provar vinhos. Recomendo mesmo que vão visitar o blog dela que é lindo. E também gostei muito de conhecer a Joana, que lançou um desafio no pitch no qual me apeteceu logo participar e que vão poder conhecer muito brevemente.

 

Conheci ainda mais duas engenheiras que me encheram o coração, as lindas e maravilhosas Joana do Jiji, e Xana do Uma Chávena de Charme. Mais duas mulheres fortes e inspiradores, cheias de energia e e alegria. E ficou prometido um encontro de bloggers no Porto.

 

Tive oportunidade de estar um bocadinho à conversa com a Raquel, do The Brunette’s Tofu, que nos surpreendeu a todas quando durante o pitch decidiu apresentar-nos o seu livro, lançado há 10 anos e com textos muito pessoais que relatam um período difícil da sua vida. Digo-vos, neste Bloggers Camp não faltaram mulheres fortes.

 

Não podia deixar de referir o Nuno, do Scifiworld e Antestreia, que era o único homem no meio de quase 40 mulheres e que soube lidar lindamente com a situação.

 

Houve mais pessoas com que gostava de ter falado mais, mas 40 pessoas é muita gente e infelizmente não deu para conhecer todos tão bem quanto gostaria. A Ana, do 2beleza, a Mafalda, do Nuts for Paper, a Sofia, do A Sofia World, a Andreia, do Andreia Moita. Gostei muito de vos conhecer a todas.

 

As despedidas

As despedidas demoraram quase tanto como um workshop, provavelmente muito devido ao facto de ninguém querer deixar o Bloggers Camp acabar. Tentei falar com todas as pessoas que pude, voltámos a trocar ideias sobre desafios e projetos lançados no pitch e prometemos permanecer em contacto. E foi mesmo isso que aconteceu nos dias (e agora semanas) seguintes. Se por acaso seguirem alguns Instagrams e blogs de participantes do Bloggers Camp, devem ter reparado na enchente de fotografias e textos que surgiram, associados a elogios e agradecimentos de todos para todos. Neste mundo da bloggosfera, tão novo para mim e que tantas vezes se imagina tão cheio de inveja, não foi nada disso que vi e estou tão feliz por agora fazer parte desta comunidade. O enorme apoio que vejo, vindo de todas as partes e em todas as direções, significa que estas pessoas são especiais, que não vêem no sucesso dos outros o seu insucesso, muito pelo contrário. Todos percebemos que todos ficamos a ganhar quando um de nós é bem sucedido, seja por demonstrar que podem sair coisas muito interessantes do mundo dos blogs ou simplesmente por inspirar os outros a fazerem mais e melhor. É isso que se pede: que olhemos sempre para os outros e para os seus sucessos como fontes de inspiração, não como ameaças nem como algo a tentar copiar. E foi isso que eu vi neste evento e é isso que quero continuar a testemunhar, e por isso vou tentar participar em tantos eventos Bloggers Camp quantos conseguir. Porque adoro fazer parte deste grupo!
 
Obrigada a todas por serem tamanha fonte de inspiração para esta novata.

 

Bloggers Camp

Queria deixar mais um agradecimento às Bloggers Camp. A sério, miúdas, o que vocês fazem é para lá de espetacular, só espero que continuem e que tenham muito sucesso. Parabéns e obrigada!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

E foi isto. Penso que ir ao Bloggers Camp foi uma das melhores decisões que tomei este ano. Resumindo tudo de bom que aconteceu e que saiu – e que ainda vai sair – deste Bloggers Camp numa palavra: inspirador.

 

Só espero conseguir convencer qualquer pessoa que aqui chegue à procura de mais informações sobre o Bloggers Camp a apostar em forte nestes eventos. Sim, porque isto não se resume ao encontro anual de bloggers, estas meninas também organizam tertúlias e workshops que são qualquer coisa, para além dos serviços que cada uma delas presta e que podem consultar no site (eu própria estou a pensar em pedir uma sessão de consultoria à Catarina).

#43/100 – Sobre isto de escrever todos os dias

#100palavraspordia

 

Disse aqui que não ia escrever mais textos dentro deste desafio sobre o próprio desafio mas estou a abrir aqui uma exceção. Para relembrar que a ideia do desafio é escrever todos os dias e, por isso mesmo, todos os textos que surgem neste desafio foram escritos no próprio dia. Os restantes posts do blog são quase sempre trabalhados com antecedência e agendados, mas estes não. É mesmo o que sai no momento, porque a ideia é mesmo essa. Isto não ajuda apenas a cultivar o hábito de escrever todos os dias (que por acaso já tinha) como pode demonstrar a nós próprios que conseguimos ter algo para dizer todos os dias (salvo raras exceções).

 

Mais ou menos dentro do mesmo tópico, posso dizer também que hoje é o dia número 13 da escrita do meu segundo manuscrito e que, tal como no desafio, quando começo um novo projeto também escrevo todos os dias. Para continuar a fazer progressos, mesmo que pequenos, mas também porque gosto de me embrenhar na história e levá-la até ao fim sem pausas. Há dias em que custa mais, mas pelo menos 100 palavras são sempre possíveis (o dia mais fraco até agora teve 111 palavras escritas) e permite manter uma corrente sem quebras de dias em que aquela atividade foi executada, espelhando a já famosa técnica de produtividade do Jerry Seinfeld. Quando mais longa se torna essa corrente, menos vontade vamos ter de a quebrar.

 

Resumindo, para quem ainda tem dúvidas, é mesmo possível escrever todos os dias (até é possível fazê-lo em duas frentes).

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

Pós-graduação em Marketing Digital (Lisboa)

Pois é, também eu decidi fazer uma pós-graduação em Marketing Digital. É verdade que está na moda, há montanhas de pessoas a fazê-las, mas a realidade é que só em Lisboa existem 11 pós-graduações ou cursos profissionais em Marketing Digital (ou com outro nome equivalente). O que não só quer dizer que esta é uma área emergente mas também que há muito interesse da parte de quem procura uma pós-graduação (e esperemos que também haja procura de pós-graduados).

 

marketing digital

(créditos da imagem: Carlos Muza)

 

Eu sou aquela pessoa que sempre disse que queria estudar a vida toda. Na verdade, o que quero é aprender a vida toda e a vida não me tem deixado ficar mal. Estudei até aos 28 anos, quando terminei o doutoramento, depois iniciei um trabalho onde continuo a aprender muito todos os dias, e ainda por cima comecei a escrever, estando constantemente a aprender muito nessa área, para além do meu interesse crescente em tópicos de desenvolvimento pessoal e saúde, nos quais tenho aprendido muito (para já apenas como autodidata).

 

Decidi que queria fazer uma pós-graduação num tema completamente diferente do meu trabalho. É verdade que gosto muito do meu trabalho mas também posso dizer que ele é muito cansativo e enche-me a cabeça, por vezes com demasiada informação. Por isso quero uma coisa para quebrar a rotina intelectual, para me levar ainda mais para fora das ciências e para me abrir a porta a outros mundos.

 

Quando comecei a pesquisar, percebi que há três pós-graduações que gostava mesmo de fazer, mas depois de pensar algum tempo no assunto, decidi começar pela de Marketing Digital (as outras duas hão-de seguir-se a esta, eventualmente). Porque gosto muito do mundo digital, algo que já tinha percebido mas que tenho de admitir que ficou ainda mais exacerbado desde que comecei este blog. Gosto mesmo disto e quero investir nesta nova paixão. Todo o mundo digital, desde o Marketing, redes sociais, escrita de conteúdos, e até o aspeto gráfico e visual (até já comecei uns cursos online de web design e design gráfico) me fascinam imenso e por isso quero aprender mais!

 

Agora, se algum dia vou mudar de área e fazer desta a minha atividade principal? Não sei. Mesmo! Neste momento, não é essa a intenção. Quero apenas aprender. Mas também é uma hipótese que não excluo. Pode ser que perceba que gosto ainda mais disto do que pensava e queira mudar de carreira, quem sabe? Se costumam ler este blog, sabem que sou apologista de qualquer tipo de mudança, desde que ela nos faça mais felizes, por isso essa será sempre uma possibilidade. Não é algo que me preocupe neste momento.

 

Agora vem aquela que será, pelo menos para alguns, a parte mais interessante deste post.

 

Depois de tomar a decisão veio então a parte mais difícil da equação. Como escrevi em cima, existem em Lisboa 11 pós-graduações e cursos profissionais em Marketing Digital (ou semelhante) (acho que consegui descobrir todos)! É muita coisa. Como é que uma pessoa escolhe no meio disto tudo? Ainda por cima, uma pessoa como eu, com zero experiência no assunto.

 

Claro que fui fazer a única coisa que me pareceu lógica e reuni toda a informação que consegui encontrar sobre todos os cursos. Sim, sobre todos os 11 cursos existentes em Lisboa. E é essa compilação que quero partilhar convosco, porque com 11 cursos imagino que brevemente, quando todos eles arrancarem, haverá cerca de 150 (ou mais) novos alunos de Marketing Digital na cidade de Lisboa, e se calhar muitos deles andam à procura da mesma informação. Por isso aqui fica, uma tabelinha todo bonita com a informação que considerei mais relevante. Não precisam de agradecer!

 

InstituiçãoCursoPropina (ECTSs)Carga horáriaHorárioDuraçãoData limite 
ISCSP/IEPGComunicação Estratégica Digital2100 (60)300 (180 + 120 de tutoria)6ª, das 18h às 21h + Sábados, das 10h às 13hano letivo43008Link
IPAMMarketing Digital39411564ª das 19h às 23h e alguns Sábados das 9h às 13h9 meses-Link
ISEGMarketing Digital4140 (38)158dois dias por semana em horário pós-laboral7 mesesEarly bird (-10%) até 31 de JulhoLink
INDEG/ISCTEMarketing com especialização em Marketing Digital4390 (42)-2ª e 4ª das 18h30 - 22h30 6 meses(-600€) até 7 de setembroLink
UNLDigital Marketing and Analytics4160 (60)-(a partir das 18h30), 2 a 3 vezes por semanaano letivo11 de MaioLink
LusófunaMarketing Digital1730 (24)1325ª e 6ª feiras entre as 18h30 e as 22h305 meses-Link
CatólicaGestão em Marketing Digital320055.55ª e 6ª feiras entre as 18h e as 21h302 meses-Link
FLAGAcademia de Marketing Digital38004172ª e 4ª, das 19h às 22h + Sábados, das 10h às 17h11 meses-Link
EDITDigital Marketing and Strategy2040216Sábado 9h-18h (alguns domingos 9h-18h); ou 3ª, 4ª e algumas 5ª das 19h às23h5 meses-Link
ETICMarketing Digital & Social Media3507.492702ª, 4ª e 6ª, das 19h às 23hano letivo-Link
RestartComunicação e Marketing Digital3318348--sem data previstaLink

 

Agora, a escolha vai depender de cada um e daquilo que o aluno considera mais importante. Todos os aspetos podem ser uma vantagem para alguns e, ao mesmo tempo, uma desvantagem para outros.

 

Por exemplo, a duração do curso. Pode haver quem queira despachar a coisa o mais rapidamente possível e os de duração curta são mais atrativos. Por outro lado, de certeza que há pessoas que preferem levar a coisa com calma, mesmo que demore mais tempo, e nesse caso os cursos mais longos mas com menos horas semanais de contacto serão mais benéficos. Da mesma forma, quem preferir deixar os fins de semana para descansar pode preferir cursos com aulas à semana, assim como quem achar que não aguenta ter muitas aulas à noite pode preferir os cursos com aulas aos fins de semana. Até a variável das propinas pode ter várias interpretações, pois propinas mais altas são para alguns sinónimo de uma mais elevada qualidade do curso, enquanto que outros nunca poderiam suportar alguns dos valores que surgem aqui. Por isso, penso que há preferências para todas as direções, e não há dúvida que há também cursos para todos os gostos. É uma questão de fazerem a vossa avaliação.

 

E depois há, claro, os planos de estudos que também são muito importantes. Essa informação é mais difícil de compilar numa tabela mas não devem deixar de lhe prestar muita atenção (por isso deixei os links de cada curso na tabela). Eu, por exemplo, eliminei uma das opções que tinha todas as condições ideais para mim porque não achei o plano curricular muito interessante. Afinal, a ideia é aprender, por isso esta acaba por ser a parte mais importante.

 

Quanto a mim, ainda não me decidi totalmente, mas está quase. Estou um bocadinho indecisa entre dois, mas quase quase a decidir-me (até porque algumas datas de inscrição estão bem próximas e outras nem sequer consegui perceber quando terminam).

 

Algo que também seria muito interessante era se houvesse alguém aí desse lado que fosse (ou já tivesse sido) aluno de um destes cursos e pudesse dar a sua opinião. Ficava (eu e quem estiver a fazer o mesmo tipo de escolha) muito agradecida.

Recursos de escrita

(créditos da imagem: Oliver Thomas Klein)

 

Há já muito tempo que ando para escrever este post e acabou por só acontecer agora, mas espero que quem gosta de escrever ficção tire bom proveito dele.

 

Trata-se da minha lista de recursos favoritos para escritores – particularmente de ficção, apesar de alguns dos sites também terem alguns recursos para escritores de não-ficção. São sites que visito religiosamente, e alguns dos respetivos podcasts que sigo com atenção.

 

Antes de lerem mais, para quem não gostar de ler em Inglês, deixem-me avisar já que 91% dos sites de que vou falar são em Inglês. Infelizmente, a realidade com que me tenho deparado é que praticamente não existem recursos online para escritores em Português, ou então sou eu que tenho sérias dificuldades em encontrá-los. É uma pena e nem consigo perceber bem porque é que isto acontece. Não sei se está relacionado com a tendência para o secretismo que existe neste país, do género “eu sei como é que isto se faz e como se pode ter sucesso e vender livros, mas não vou contar a ninguém porque se houver mais pessoas a terem sucesso eu vou acabar por perder leitores/vendas/dinheiro”. Custa-me um pouco a acreditar que alguém pense assim, mas penso que é a única justificação plausível para a falta de partilha que vejo por cá. Mas enfim, passemos em frente.

 

Começo então com o único recurso útil que conheço em Português e do qual gosto muito, para que aqueles que se limitam à nossa língua mãe possam ir explorá-lo e não percam tempo com os outros de que vou falar a seguir:

 

 

Sara Farinha – Recursos do Escritor

Não conheço o blog da Sara há muito tempo nem li ainda muitos artigos dela mas os que li gostei. Acho que tem artigos bem interessantes, principalmente para quem ainda está mesmo a começar e precisa de umas noções básicas de escrita de ficção. Se nunca leram nenhuns artigos sobre escrita e estão mesmo a começar, e se para além disso não gostam ou não querem ler em Inglês, acho que não perdiam nada em começar por ler todos os artigos da Sara para ficarem com boas noções de algumas técnicas úteis no planeamento de histórias, na escrita de primeiros rascunhos e na edição dos vossos manuscritos.

 

 

Muito bem, pessoal que gosta de ler em Inglês, ainda estão por aí? Então deixem-se ficar mais um bocadinho que já a seguir tenho 10 recursos online excelentes para quem quiser aprender umas coisas sobre escrita de ficção.

 

 

Story Grid website, livro e podcast

Já falei deste recurso aqui. É um excelente podcast e o site também está cheio de artigos muito úteis. O podcast consiste nas conversas entre o Tim, que está a escrever o seu primeiro livro de ficção, e o Shawn, autor do livro Story Grid, que é um editor experiente e que ajuda o Tim na sua jornada de escrita. Adoro ouvir as conversas dos dois e aprendi imenso sobre géneros, principalmente com os episódios iniciais do podcast.

 

Writing Excuses podcast

Também falei deste no mesmo post. Neste caso, não há grande informação no website, está tudo no podcast mesmo. Este podcast é apresentado por 4 escritores muito experientes: Brandon Sanderson, Mary Robinette Kowal, Howard Tayler e Dan Wells. Vão já na temporada 12 do poscast e pelo menos a partir da temporada 10, cada uma das temporadas é quase como uma masterclass de escrita. Eles dão um “trabalho de casa” todas as semanas, que podem usar para praticarem a vossa escrita e treinarem a criatividade. A interação entre todos eles é muito engraçada, fartam-se de brincar uns com os outros e a partir de certa altura, até eu já sinto que os conheço (gostava de conhecer, não minto).

 

Helping writer become authors website e podcast

Este website também está cheio de artigos interessantes e já reparei que quase sempre que faço uma pesquisa sobre um tópico de escrita há um artigo deste site que aparece, cheio de informação interessante. A autora é a K.M. Weiland, e para além dos artigos ela tem também vários livros sobre escrita (os ebooks são bem baratos) e também tem os seus livros de ficção à venda no site. Para além de tudo isto, tem o podcast, episódios curtos em que ela nos fala de vários aspetos da escrita de ficção.

 

The Write Life

Este site tem artigos diários de escrita, por vários escritores diferentes, alguns são muito interessantes, outros nem tanto, mas vale a pena dar uma vista de olhos.

 

Writer’s Digest

Mais um site que aparece quase sempre em pesquisas relacionadas com escrita, ou não fosse o Writer’s Digest uma referência para qualquer escritor. Tem artigos muito interessantes e alguns desafios de escrita, para além de outros recursos, se bem que a maior parte consiste em serviços que apenas serão de interesse para quem escreve em Inglês.

 

The Write Practice

Este é mesmo um dos meus recursos preferidos. Não só os artigos são quase sempre interessantes, como cada um deles tem um exercício para treino (“practice”) no final. Excelente para acender a criatividade.

 

The Creative Penn website e podcast/youtube

A Joanna Penn é muito conhecida no mundo da escrita em inglês e tem um enorme sucesso com os seus livros de ficção e de não-ficção para escritores. Tem muitos recursos no site (para além de todos os seus livros) e faz uma entrevista semanal, habitualmente a autores, que podem ouvir no seu canal do Youtube ou no podcast.

 

Jerry Jenkins

Artigos longos e interessantes. Este foi um site que consultei muito no início, para ler os principais artigos, e depois nem tanto. Mas vale a pena para ficar a conhecer os básicos.

 

Well-storied

Este site é também muito interessante, mas uma das partes melhores para mim é mesmo o grupo do Facebook a que podem aceder se subscreverem a Newsletter. Um dos melhores grupos de escritores em que estou.

 

DIY MFA website, livro e podcast

Mais um que é um site, um livro e um podcast. Gosto muito da Gabriela (tive a oportunidade de a conhecer pessoalmente da última vez que estive em Nova Iorque e estivemos umas duas horas à conversa, ela é mesmo simpática!). O podcast tem entrevistas muito interessantes, mas os meus episódios preferidos são mesmo os que ela faz a solo. Já tenho o livro dela, que é muito diferente dos outros livros de escrita que tenho porque parece mesmo um livro escolar. Ainda não o li mas estou ansiosa por fazê-lo.

 

 

 

São estes os meus recursos preferidos sobre escrita. Espero que tirem proveito se quiserem mergulhar neste mundo e se tiverem outros recursos que conhecem e gostam, partilhem comigo nos comentários porque estou sempre à procura de coisas novas.

 


 

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#8/100 – Ser muitas coisas

 

Vamos parar de colocar as pessoas em caixas, por favor?

Vamos parar de pensar que as pessoas das ciências não podem / conseguem / querem ter atividades criativas?

Vamos parar de criar limitações onde elas não existem?

Vamos parar de pensar que as pessoas apenas podem ter um ou dois interesses?

Vamos começar a acreditar que há cada vez mais pessoas multifacetadas e capazes de fazerem uma imensidão de coisas?

Vamos parar de pensar que depois de escolhermos um caminho ou uma carreira estamos destinados a fazer apenas isso para o resto da vida?

Vamos parar de categorizar as pessoas de acordo com ideias pré-concebidas?

Vamos deixar de acreditar em estereótipos do século passado?

 

Vamos tentar ter uma mente mais aberta?

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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#7/100 – Overload de ideias

 

Sabem o que é bom? Ter tantas ideias que nem sei para onde me hei de virar.

 

Ideias boas, ideias que me deixam apaixonada, nas quais sei que posso fazer um bom trabalho. E às vezes as ideias são tantas que acabo por paralisar e não trabalhar em nenhuma. Ou porque estou cansada, ou porque não tenho tempo suficiente para fazer o trabalho focado que sei que preciso, ou porque não consigo decidir por qual começar, ou muito simplesmente porque procrastinar é bem mais fácil.

 

Tenho um trabalho que me ocupa cerca de 10 a 13 horas por dia (já a contar com uma hora de deslocações e uma hora de almoço e café com os colegas) e portanto não tenho o tempo que gostaria para trabalhar nas minhas ideias todas. Gosto muito do meu trabalho mas também gostava que ele me deixasse mais tempo para os meus outros inúmeros projetos e que não me deixasse tão arrasada de cansaço na maior parte dos dias.

 

Não me estou a queixar, longe disso. Mais uma vez, tudo isto é muito bom, desde o emprego até às ideias todas. Mas tenho de aprender a saber escolher no que vou trabalhar a seguir, a saber priorizar aquilo que vou fazer com o pouco tempo livre que tenho. E devo ser louca por, no meio disto todo, ainda querer fazer uma pós-graduação, mas enfim, tudo se faz!

 

(Pensava que era overachiever, até que uma pessoa muito importante me disse que afinal sou high-performer, o que me parece muito melhor!)

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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Criatividade

(créditos da imagem: Clem Onojeghuo)

 

Historial da minha criatividade:

1º – Acreditei durante 30 anos que nunca teria criatividade suficiente para inventar toda uma história dentro da minha cabeça. Por isso nunca tentei.

2º – Tive uma ideia (que na altura era mais uma espécie de meia ideia) e comecei a escrever. Acreditava que aquela era a única ideia que alguma vez teria.

3º – A vida meteu-se no caminho e parei de escrever. Passados uns meses tive uma nova ideia. Passei a acreditar que aquelas seriam para sempre as minhas duas únicas ideias.

4º – Comecei a trabalhar na segunda ideia. Foi muito mais fácil pensar numa história inteira do que da primeira vez.

5º – Enquanto trabalhava na segunda ideia, consegui finalmente pensar num final para a primeira ideia.

6º – Entretanto tive mais umas 4 ou 5 ideias.

7º – Neste momento tenho dificuldades em escolher o que vou escrever a seguir, no meio de tantas ideias, e acredito que ainda mais vão continuar a surgir.

 

Conclusão: acredito que a criatividade funciona muito como um músculo, que quanto mais a trabalharmos, melhor ela vai responder. E não quer dizer que todas estas ideias sejam boas. Podem não ser. Muito provavelmente não são. Mas se tiver uma muito boa ideia, digamos a cada 10, então já vou no bom caminho.