Roadtrip USA West Coast – parte III

E continua o relato da viagem da minha vida (até ao momento, porque mantenho as expectativas elevadas relativamente ao futuro).

 

Dias 8 e 9 – Las Vegas
Os dois dias seguintes foram passados em Las Vegas. Ficámos num hotel fora da strip (principal rua com os casinos mais famosos), barato mas muito bom, onde em vez de um quarto tínhamos um pequeno apartamento super confortável. O primeiro dia foi quase só para descansar da atividade intensa dos dois dias anteriores. De resto, fizemos o que é suposto fazer-se em Las Vegas: fomos aos casinos (mas não jogámos nem um dolar), fomos aos bufets, fomos a um ou outro bom restaurante (incluindo os hamburgueres do Gordon Ramsay, após esperarmos na fila durante cerca de 45 minutos, mas valeu a pena), fomos à piscina do hotel e descansámos bastante. Não gostei particularmente de Las Vegas. Aliás, foi a parte que menos gostei de toda a viagem. Penso que vale a pena ir pelo menos uma vez na vida, porque é uma cidade realmente diferente de tudo o resto, mas não voltava. Muito jogo, muita bebida, e consegue-se adivinhar algumas outras coisas que possam acontecer mais em privado. Penso que todas as despedidas de solteiro das cidades ali à volta vão parar a Las Vegas. Há muitos jovens apenas para se divertirem mas nota-se que também há muitas pessoas, de todas as idades, completamente viciadas no jogo, e isso entristece.

 

 

Dia 10 – Las Vegas – Death Valley – Mammoth Lakes
Na última manhã em Las Vegas fomos ao brunch num dos casinos e depois partimos para o Death Valley, a 2 horas de distância, onde apanhamos as temperaturas mais elevadas da viagem: acima dos 50 ºC. A zona vale a pena a visita, mas se conseguirem evitar os meses de Junho, Julho e Agosto melhor. Nos poucos sítios onde parámos, apenas conseguíamos sair do carro (onde íamos com o ar condicionado ligado, claro) durante 5 ou 10 minutos. Rapidamente viemos embora, seguindo caminho em direção ao Yosemite.
Nessa noite ficámos instalados numa pequena pousada em Mammoth Lakes, uma cidade muito pitoresca mesmo à entrada do parque nacional. Achamos que nessa noite o “nosso” carro foi “atacado” por um urso, porque ouvimos um alarme pouco depois de chegarmos e de manhã o carro parecia ter uma pegada (visível devido à camada de poeira que o carro acumulou nas passagens por Sedona e Grand Canyon). Em toda a zona do Yosemite há avisos para ter cuidado com os ursos. Eles têm um olfato extremamente apurado, pelo que somos logos avisados para não deixar nada nos carros, comida ou apenas embalagens, produtos de higiene pessoal, tudo deve ser levado para dentro de casa/hotel para que os ursos não forcem a entrada nos carros. Nós achamos que tirámos tudo do carro e de facto o urso não forçou a entrada. O que nos explicaram foi que podia ter sido simplesmente por o carro ser novo. Os ursos são animais muito inteligentes, e este terá reparado num carro que não estava lá nas noites anteriores, tendo ido cheirar para ver se encontravam alguma coisa.

 

 

Dia 11 – Mammoth Lakes – Yosemite
Na manhã seguinte saímos para tomar o pequeno almoço num restaurante típico e partimos de imediato para o Yosemite. Parámos em vários pontos até chegarmos ao parque onde ficaríamos a acampar nessa noite e depois de montarmos a tenda fomos até à zona sul do parque ver as sequóias. Depois voltamos para o acampamento, onde assistimos a uma palestra dada por uma park ranger sobre ursos. Mais uma vez, montes de avisos sobre os ursos. Cada lugar do parque de campismo tem uma espécie de cofre para se guardar tudo o que possa ter cheiros. Dessa forma, não deixamos nada no carro nem levamos nada para a tenda (é bom não levar mesmo nada para a tenda, nem comer lá dentro, ou arriscamos uma visita desagradável durante a noite). Os caixotes do lixo têm uma tranca, pois havia pessoas que quando iam lá colocar o lixo encontravam um urso dentro do caixote, a vasculhar o lixo. Todos os cuidados são poucos mas não há registo de ataques de ursos há vários anos (já não me lembro quantos, mas eram mesmo muitos, segundo a park ranger durante a palestra). Apenas havia em tempos problemas com os ursos quando as pessoas estavam mal informadas e decidiam fazer tolices como dar de comer aos ursos e outras brincadeiras suicidas.

 

 

Dia 12 – Yosemite – San Francisco
No dia seguinte de manhã desmontámos a tenda e ainda antes de irmos embora decidimos ir fazer um trilho para ver um das cascatas (há imensas no parque). Fizemos o Mist trail, até Vernal Fall (cerca de 5 km) e valeu bem a pena. Foi um belo exercício fazer aquelas subidas acentuadas e as paisagens eram lindas. Depois disso tomámos um banho num dos balneários e arrancámos para São Francisco, um troço de quase 5 horas. Logo ao início parámos para almoçar num dinner típico (dos poucos que encontrámos, não há muitos na costa oeste, mas mais na costa este) e chegámos a São Francisco ao final da tarde. Aí ficámos instalados em casa de uns amigos onde jantámos nessa noite.

 

 

Dias 13 e 14 – San Francisco
Os dois dias seguintes foram inteiramente passados em São Francisco. Passeámos muito a pé, comemos nos food trucks, fizemos a Lombard Street de carro, andámos de bicicleta. Mas dois dias e meio em São Francisco é muito pouco, por isso voltei este ano para uma semana de férias, sobre a qual podem ler aqui e aqui.

 

 

Na quarta parte vou falar sobre os últimos dias desta viagem. Se estiverem a planear uma viagem do género e tiverem alguma pergunta, é para isso que servem os comentários e eu respondo a tudo o que souber.

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