#65/100 – Basta querer

#100palavraspordia

 

Chega uma altura em que percebes que há pessoas que nunca vão conseguir compreender. Nunca vão aceitar que tu vás atrás dos teus sonhos sem qualquer hesitação e sem qualquer dúvida que os vais conseguir alcançar. Nunca vão perceber que há coisas mais importantes do que seguir o caminho que outros esperavam que tu seguisses. Se calhar eles também já sentiram o impulso de darem uma volta às suas vidas e de, também eles, correrem atrás – atrás dos sonhos, atrás da vida, atrás da verdadeira felicidade. Mas provavelmente tiveram medo e esperavam que tu também tivesses. Esperavam porque, na cabeça deles, apenas os super-heróis são corajosos o suficiente para irem contra tudo e contra todos. E eles sabem – pensam – que os super-heróis não existem. Por isso esperam que todos, tal como eles, se contentem com aquilo – com a vida – que já têm.

 

O que eles não sabem é que qualquer um de nós pode ser super-herói. Qualquer um de nós – se quiser – tem a coragem que é precisa para correr atrás – dos sonhos, da vida, da felicidade. Basta querer.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

O Bloggers Camp 2017: Fonte de inspiração

(foto de Joana Sousa)

 

Agora sim, chegou a vez do post “a sério” sobre o Bloggers Camp, depois de já ter falado do evento do ano aqui, aqui e aqui.

 

Agora que já passaram quase duas semanas sinto que já consigo falar do Bloggers Camp com alguma distância, bem necessária, já que logo a seguir ao evento estava num tal high de emoções, inspiração e motivação que sinto que não conseguiria ter dito coisa com coisa.

 

Os workshops

Vou começar pelos workshops, já que – teoricamente – o intuito principal deste fim de semana era aprender. Houve quatro workshops fantásticos, distribuídos pelos dois dias e com formadoras absolutamente inspiradoras.

 

Personal Branding

Começámos no sábado a seguir ao almoço com o workshop da Susana Rodrigues da Bless, sobre Personal Branding. Um workshop tão interessante, cheio de ideias e informação útil, dicas e perguntas que serviram para provocar e para nos deixar a pensar – sobre nós próprias, sobre o nosso blog, a nossa marca e o nosso propósito. Falámos de cores, de estações do ano, de missão e visão, de auto-conhecimento e estratégia.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 
Finalizámos com dois exercícios que adorei fazer. O primeiro consistiu num moodboard para a nossa marca, que incluiu palavras, cores e imagens coladas numa folha A4. Atenção que a noção de marca neste contexto prende-se com marca pessoal, que deve estar presente um tudo o que somos e que fazemos, e nada tem a ver com marca comercial. Eu adorei fazer o meu. Aliás, era algo que já andava para fazer há uns tempos porque sei como é uma coisa importante. Era mais uma era daquelas coisas que sabia perfeitamente que devia fazer mas andava sempre a adiar. Neste caso, foi impossível adiar mais porque estávamos todos ali mesmo para isso. O segundo exercício consistiu em formarmos pequenos grupos e resumirmos o moodboard dos nossos colegas numa palavra. Fiquei muito contente quando todas as bloggers do meu grupo usaram palavras para resumir o meu board com as quais eu me identifico muito.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

Ficou a vontade de trabalhar mais (e melhor) a minha marca e de dar uma grande volta a este espaço que aqui tenho. Tenho andado a pensar muito nisso e apesar de ao início me ter sentido um pouco perdida, tenho tido bastantes ideias e neste momento já tenho uma visão muito clara daquilo que quero fazer com este blog. Vai dar trabalho e vai ser preciso tempo, tempo esse que não tenho, pelo que ainda vai demorar alguns meses a implementar. Mas aos bocadinhos tudo se faz.

 

3B: Brand, Blog, Business

A seguir tivemos o workshop de 3B: Brand, Blog, Business, dado nem mais nem menos do que pelas próprias Bloggers Camp: a Cat, a Cat e a Ana. Neste workshop falou-se mais uma vez de marca pessoal, de como aplicar a nossa marca no nosso blog, e de como transformar o nosso blog num negócio, ou então como iniciar um negócio paralelo ao nosso blog. Voltámos a focar-nos na importância da consistência ao longo de todo o nosso trabalho (não só no blog, mas redes sociais e tudo o resto que façamos no mundo digital). Falou-se de alguns casos de estudo em Portugal e lá fora que podem com certeza servir de inspiração e trocaram-se muitas ideias uma vez que as meninas do Bloggers Camp são excelentes apresentadoras mas todos acabámos por participar ativamente, como elas aliás incentivaram. Foi mais um workshop que deu muito que pensar e deixou a cabeça a borbulhar com ideias.

 

(foto de Joana Sousa)

 

Palestra Sara Afonso, Revista Calm

No segundo dia, o primeiro workshop foi dado pela maravilhosa Sara Afonso, editora da Revista Calm. Falou do seu projeto e da revista, de mindfulness e criatividade e todas tivemos a oferta do último número da revista que está absolutamente maravilhoso. A Sara esteve presente em toda as palestras do Bloggers Camp e podem não acreditar mas a editora desta revista ofereceu a cada uma de nós, juntamente com a revista, um cartão escrito por ela com uma dedicatória personalizada. Achei isto fantástico. No intervalo dessa tarde estive uns minutos a falar com ela e gostei muito de a conhecer um bocadinho melhor. São pessoas assim que mostram como é fácil ser-se gentil, simpático e prestável.

 

(foto de Raquel Dias da Silva)

 

Video 101

Fechámos o fim de semana com o workshop de vídeo da fantástica Ana Marta. Se ainda não a conhecem têm de ver alguns vídeos dela no canal New Age Creators. Eles são todos muito bons, mas a Marta é especial, e não é só por ser portuguesa. O workshop foi extremamente útil para perceber que afinal fazer vídeo não é um bicho de sete cabeças. No entanto, ainda dá trabalho e ainda vai demorar um bocadinho até eu começar a apostar por aí (mas quero, muito). Adorei conhecer a Marta e no final do seu workshop ainda lhe fui dar os parabéns pelo fantástico trabalho e ela foi super simpática.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

O Bloggers Pitch

O Bloggers Pitch foi simplesmente maravilhoso. Estávamos (quase) todas com medo de apresentar as nossas ideias, nenhuma gosta muito de falar em público, mas alguém se levantou (não me lembro quem foi a primeira) e nunca mais parámos de, um a um, nos levantarmos todos para apresentar as nossas ideias. Chegou mesmo uma altura em que várias pessoas se levantavam ao mesmo tempo porque queriam ser as seguintes.

 

Ideias maravilhosas, pessoas fantásticas, inspiradoras e lindas por dentro e por fora, lágrimas e gargalhadas fizeram deste momento de pitch um dos momentos altos de todo o fim de semana. Haver pessoas a apresentarem as suas ideias e outras já de braço no ar a quererem colaborar sem sequer ouvirem a ideia até ao fim, foi mesmo isto que se passou. Momentos em que quase só quem tem coração de pedra é que não verteu uma lágrima, pela coragem das pessoas que se abriram e mostraram aspetos muito frágeis das suas realidades. Pessoas que partilham os mesmos interesses, as mesmas paixões e que não têm medo de levantar o braço e de se juntarem e avançarem com projetos conjuntos. Não sei se estou a conseguir transmitir o quão fantástica foi a manhã de domingo no Bloggers Camp, talvez só quem lá tenha estado é que consiga perceber, mas se calhar também não há mal nenhum nisso. Se calhar era mesmo preciso estar lá para compreender. Só sei que temos de fazer estes momentos acontecerem mais vezes e só sei que (como disse aqui) está nas nossas mãos agora sair e executar tudo o que nasceu naquela manhã. Só não vai acontecer se nós não quisermos.

 

(foto de Catarina Alves de Sousa, postal de Raquel Dias da Silva)

 

Os coffebreaks

Os coffebreaks do Bloggers Camp foram patrocinados pelos maravilhosos doces da Lídia do L Cake. Provei os cupcakes e os brownies e tenho a dizer que estavam fantásticos. Tão, tão bons que nem consigo colocar em palavras. Se precisarem de bolos, não hesitem, falem com a Lídia!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

(foto de Margarida Pestana)

 

Os espaços

Os workshops aconteceram na Second Home Lisboa, um espaço de cowork no Time Out Mercado da Ribeira. O espaço é lindo, cheio de plantas e de espaços de trabalho perdidos no meio delas. Consigo imaginar o quão inspirador deve ser trabalhar naquele lugar.

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As refeições e o Bloggers Pitch tiveram lugar no Lisbon Hostel que deve ser um dos melhores e mais bonitos hostels de Lisboa. As meninas que ficaram a dormir também passaram lá a noite e eu, apesar de o Bloggers Camp ser em Lisboa e poder ir dormir a casa, já decidi que no próximo ano fico lá a dormir também. Mais tempo com pessoas tão boas só me vai fazer bem (e sim, já está mais do que decidido que para o ano vou outra vez).

 

(foto de Margarida Pestana)

 

As pessoas

Vou fechar com a parte mais importante do Bloggers Camp: as pessoas.

 

A começar com as pessoas que já conhecia e que tive oportunidade de rever.

 

As três meninas do Bloggers Camp, que admiro imenso e a quem aproveito para dar os parabéns pelo excelente trabalho. A Catarina, do Daydreams, talvez a pessoa deste mundo dos blogs com quem mais coisas tenho em comum. A outra Catarina, do Joan of July, com quem partilho a paixão pela escrita. E a Ana do infinito mais um, com uma personalidade super divertida e uma energia que adoro.

 

Já conhecia também a Ana Paula, do electrico 28, a Lúcia, do Lucie Lu, que é uma querida e passou todo o fim de semana a fotografar-nos e que tem tanto jeito para isso. A Mónica, do O Melhor Vem a Seguir, que também já conhecia de uma tertúlia e que foi a única pessoa até ao momento (pelo menos que eu saiba) a aderir ao meu desafio das 100 palavras por dia (e apesar de me ter dito que está a gostar de fazer o desafio, não duvido que por dentro me esteja a chamar nomes por a ter metido em tamanho trabalho!) Gostei muito de a rever e também estou a gostar muito de acompanhar os seus textos do desafio. E finalmente, a Natália, do Escrever, Sonhar, Fotografar, que também me falou do desafio das 100 palavras e com quem estive a falar um bocadinho sobre escrita.

 

A primeira pessoa nova que conheci neste Bloggers Camp foi a Diane, do Ukuhamba, e com quem estive imenso tempo à conversa antes mesmo de as atividades começarem. Adorei conhecê-la e não sei se ela sentiu o mesmo mas eu senti logo uma empatia enorme com ela, falámos de várias coisas que temos em comum e outras que nem tanto e espero mesmo voltar a encontrá-la. Seguiu-se a Raquel, do Make Sheep e Supernova, que é pequenina mas tem uma força de gigante e simplesmente sei que vai conseguir alcançar coisas maravilhosas ao longo da sua vida. Também adorei conhecê-la e quero muito continuar em contacto com ela. Vou acompanhar de perto todos os seus projetos! Conheci também a Margarida Pestana, que ainda não tem blog mas está a prepará-lo e vou definitivamente querer lê-lo quando for lançado. No entanto, tem um Instagram maravilhoso e foi mais uma das pessoas que adorei conhecer. Mais uma pessoa com quem encontrei uma série de coisas em comum, que tem uma energia que transmite calma e que me fascinou. E a Mariana, cujo blog, o It’s OK, eu já acompanhava e adoro e que é uma querida.

 

No almoço do primeiro dia conheci mais três pessoas maravilhosas: a Vânia, do Lolly Taste, a Joana, do Às cavalitas do vento, e a Margarida, do Leves & Ausentes. Das três, a única que já seguia era a Vânia e adoro o seu blog, por isso lá ganhei coragem e disse-lhe logo “Sigo o teu blog e o teu Instagram e adoro!”. E apesar de ainda ter alguma dificuldade em dizer estas coisas, acho mesmo que é importante elogiarmos as pessoas e os trabalhos que admiramos, e eu admiro imenso a Vânia e o seu blog. Afinal de contas, todos gostamos de receber elogios, e se todos tivermos vergonha de dizer “adoro o teu blog” ou “gostei muito do teu trabalho” então nenhum de nós poderia saber se há alguém a apreciar aquilo que fazemos. E normalmente fazemo-lo muito facilmente online, porque com a escrita de um comentário não é preciso dar a cara nem ter vergonha, mas também é importante olhar nos olhos de uma pessoa e fazer um elogio ou dizer que gostámos de algo. Fiquei também muito feliz por ter conhecido as outras duas meninas. A Joana é um amor e a Margarida é super divertida.

 

 

(foto de Joana Sousa)

 

Durante o exercício de personal branding do qual já falei acima, tive ainda a oportunidade de conhecer a Madalena Vidigal, do Entre Vinhas, e a Joana Teixeira, do Limited Edition. A Madalena tem uma vida de sonho a viajar e a provar vinhos. Recomendo mesmo que vão visitar o blog dela que é lindo. E também gostei muito de conhecer a Joana, que lançou um desafio no pitch no qual me apeteceu logo participar e que vão poder conhecer muito brevemente.

 

Conheci ainda mais duas engenheiras que me encheram o coração, as lindas e maravilhosas Joana do Jiji, e Xana do Uma Chávena de Charme. Mais duas mulheres fortes e inspiradores, cheias de energia e e alegria. E ficou prometido um encontro de bloggers no Porto.

 

Tive oportunidade de estar um bocadinho à conversa com a Raquel, do The Brunette’s Tofu, que nos surpreendeu a todas quando durante o pitch decidiu apresentar-nos o seu livro, lançado há 10 anos e com textos muito pessoais que relatam um período difícil da sua vida. Digo-vos, neste Bloggers Camp não faltaram mulheres fortes.

 

Não podia deixar de referir o Nuno, do Scifiworld e Antestreia, que era o único homem no meio de quase 40 mulheres e que soube lidar lindamente com a situação.

 

Houve mais pessoas com que gostava de ter falado mais, mas 40 pessoas é muita gente e infelizmente não deu para conhecer todos tão bem quanto gostaria. A Ana, do 2beleza, a Mafalda, do Nuts for Paper, a Sofia, do A Sofia World, a Andreia, do Andreia Moita. Gostei muito de vos conhecer a todas.

 

As despedidas

As despedidas demoraram quase tanto como um workshop, provavelmente muito devido ao facto de ninguém querer deixar o Bloggers Camp acabar. Tentei falar com todas as pessoas que pude, voltámos a trocar ideias sobre desafios e projetos lançados no pitch e prometemos permanecer em contacto. E foi mesmo isso que aconteceu nos dias (e agora semanas) seguintes. Se por acaso seguirem alguns Instagrams e blogs de participantes do Bloggers Camp, devem ter reparado na enchente de fotografias e textos que surgiram, associados a elogios e agradecimentos de todos para todos. Neste mundo da bloggosfera, tão novo para mim e que tantas vezes se imagina tão cheio de inveja, não foi nada disso que vi e estou tão feliz por agora fazer parte desta comunidade. O enorme apoio que vejo, vindo de todas as partes e em todas as direções, significa que estas pessoas são especiais, que não vêem no sucesso dos outros o seu insucesso, muito pelo contrário. Todos percebemos que todos ficamos a ganhar quando um de nós é bem sucedido, seja por demonstrar que podem sair coisas muito interessantes do mundo dos blogs ou simplesmente por inspirar os outros a fazerem mais e melhor. É isso que se pede: que olhemos sempre para os outros e para os seus sucessos como fontes de inspiração, não como ameaças nem como algo a tentar copiar. E foi isso que eu vi neste evento e é isso que quero continuar a testemunhar, e por isso vou tentar participar em tantos eventos Bloggers Camp quantos conseguir. Porque adoro fazer parte deste grupo!
 
Obrigada a todas por serem tamanha fonte de inspiração para esta novata.

 

Bloggers Camp

Queria deixar mais um agradecimento às Bloggers Camp. A sério, miúdas, o que vocês fazem é para lá de espetacular, só espero que continuem e que tenham muito sucesso. Parabéns e obrigada!

 

(foto de Catarina Alves de Sousa)

 

E foi isto. Penso que ir ao Bloggers Camp foi uma das melhores decisões que tomei este ano. Resumindo tudo de bom que aconteceu e que saiu – e que ainda vai sair – deste Bloggers Camp numa palavra: inspirador.

 

Só espero conseguir convencer qualquer pessoa que aqui chegue à procura de mais informações sobre o Bloggers Camp a apostar em forte nestes eventos. Sim, porque isto não se resume ao encontro anual de bloggers, estas meninas também organizam tertúlias e workshops que são qualquer coisa, para além dos serviços que cada uma delas presta e que podem consultar no site (eu própria estou a pensar em pedir uma sessão de consultoria à Catarina).

#64/100 – Dos dias maus

#100palavraspordia

 

Aqueles dias em que tudo corre mal. Aqueles em que não sabes o que fazer nem para onde te virar. Aqueles dias em que nada parece fazer sentido e em que há apenas uma coisa que te apetece fazer: chorar. Aqueles dias em que tudo custa, tudo é difícil e, pior, tudo parece estar contra ti.

 

Esses dias acontecem, a todos. Não vale a pena viver na ilusão de que todos os dias vão ser simples e bonitos. Alguns custam. Mas eles vêm e passam. Não vêm para ficar. É apenas um dia e, quando dás conta, esse dia já passou, já lá vai, já não faz mossa. Já estás bem outra vez porque outro dia se seguiu e o segredo é fazer com que a maior parte dos dias seja dos bons. Porque só depende de ti. Cabe-te a ti fazer com que o dia seguinte seja dos bons. Cabe-te a ti elaborar um plano e deixar os dias maus para trás. Podes ter um, de vez em quando, sim, mas que seja apenas um. Porque dois dias maus já farão com que o terceiro seja muito mais difícil de tornar bom.

 

Por isso chora e tem pena de ti próprio e acredita que a vida é injusta e que tudo te acontece a ti. Mas só por um dia. No dia seguinte já nada disto é verdade. No dia seguinte és feliz outra vez.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#63/100 – Sair

#100palavraspordia

 

Sair. Fugir da realidade. Separar-me daquilo que me causa ansiedade. Voar para outro lugar e respirar um ar diferente – mais puro, mais leve. Ver sítios novos, conhecer pessoas novas, e simplesmente existir. Simplesmente ser. Ser eu, ser livre. Ser feliz. Não pensar em nada a não ser nos próximos minutos, talvez nas próximas horas. Os próximos dias – meses, anos – hão de resolver-se quando a eles chegarmos. Retirar de cima dos ombros – e de dentro da cabeça – tudo aquilo que tem andado a fazer peso nos últimos tempos. Ficar mais leve. Ficar mais solta. Repousar e relaxar. Simplesmente ser feliz, aqui e agora.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#62/100 – Da vida de escritora

#100palavraspordia

 

Este é o primeiro post que estou a escrever com o meu novo teclado sem fios que adoro! Porque quem pretende ser escritor profissional precisa de ter as ferramentas necessárias para a tarefa e mais vale começar já. Agora só preciso de treinar touch typing para conseguir escrever mais depressa, já que essa não é, de todo, a minha especialidade. Alguém conhece algum programa online jeitoso para se treinar essa capacidade? Tenho de investigar isso.

 

Já que falamos de escrita, aproveito para desabafar que desta segunda vez a escrita do novo livro não está a correr tão bem como da primeira. Nem sei se vou conseguir cumprir o objetivo de ter 50% do rascunho completo no final deste trimestre (que é já no final deste mês!). Vamos a ver. A verdade é que têm surgido tantas outras coisas, e voltei a dar mais atenção ao blog (até porque este desafio a isso me obriga) e não tenho tido tanto tempo para dedicar a esse projeto. Mas não há de ser nada, tudo se faz!

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

Ser estóico #2 – O significado das reações

Podem encontrar aqui o primeiro texto desta rubrica.

 

estóico

(créditos da imagem: Christopher Sardegna)

 

Para uma explicação breve: comecei por ler um livro, em Dezembro do ano passado, sobre Filosofia Estóica, chamado “The Obstacle is the Way” escrito por Ryan Holiday. Gostei muito e decidi começar a ler o livro “The Daily Stoic” do mesmo autor em colaboração com Stephen Hanselman. Este livro é composto por um texto para cada dia do ano, cada texto constituído por um parágrafo de um filósofo estóico seguido da interpretação dos autores do livro. Nesta rubrica falo sobre algumas das ideias transmitidas por este tipo de filosofia.

 

Tenho percebido que há um tema que surge constantemente na filosofia estóica e que tem a ver com o significado das reações – a coisas, situações, sentimentos, pessoas, imprevistos. Este assunto pode ser visto de duas perspetivas diferentes.

 

As reações dos outros

Uma ideia muito difundida entre os filósofos estóicos é que as reações dos outros a ti, às tuas ideias e ao teu modo de vida, têm a ver com eles próprios, não estão relacionadas contigo. Isto é algo que pode parecer óbvio em certas situações, mas noutras nem tanto.

 

Por exemplo, numa situação de violência doméstica, o facto de um homem agredir a mulher diz muito mais sobre o tipo de homem que ele é do que sobre ela. Penso que todos podemos concordar com isto. Este é um caso óbvio.

 

O que muitas vezes não percebemos mas que pode mudar completamente a forma como vemos o mundo é que isto é verdade para tudo. Por exemplo, se algum colega de trabalho se irrita numa reunião quando tu estás a dar uma ideia, isto diz muito mais sobre ele do que sobre a tua ideia. Se uma outra pessoa toma uma atitude defensiva quando tu a chamas a atenção por algum motivo, isso diz muito mais sobre essa pessoa do que sobre ti. Se uma pessoa decide afastar-se de um grupo de amigos, isso diz muito mais sobre ela do que sobre o grupo.

 

E por aí fora. Talvez mais importante do que tudo o resto: se alguém diz mal de ti, ou te trata mal ou faz algo para te magoar, isso sem dúvida que diz mais sobre essa pessoa do que sobre ti. Ter esta perceção faz com que seja muito mais fácil lidar com as reações dos outros.

 

estóico

(créditos da imagem: Jake Melara)

 

Depois há o reverso da medalha.

 

As tuas reações

Porque as tuas reações – e as tuas ações – também dizem muito sobre ti.

 

Alguém se mete à tua frente na fila do supermercado e tu começas a disparatar? Isso diz mais sobre ti do que sobre a pessoa que se meteu à tua frente. Não digo para deixares passar – se bem que por vezes é mesmo o melhor – mas há várias formas de lidar com a situação.

 

O teu chefe chama a tua atenção para algo que fizeste mal no trabalho e tu começas a chorar (ok, podes não começar a chorar logo ali, mas sentes essa vontade e é o que fazes quando chegas a casa*)? Isso diz muito mais sobre ti e sobre a forma como lidas com as tuas falhas do que sobre o teu chefe ou o teu trabalho.

 

Estás de férias, há um imprevisto qualquer e ficas logo chateado? Já sabes o que vou dizer a seguir, certo? São férias, já sabemos que há imprevistos, para quê ficar chateado? Isso fala sobre a pessoa que és.

 

Man is affected, not by events, but by the view he takes of them.

Epictetus

 

Quando te convences de coisas como “eu sou o tipo de pessoa que lida bem com imprevistos” e depois chega aquele imprevisto que vai acontecer nas próximas férias, será muito mais fácil de lidares com ele. Quando dizes a ti próprio – e acreditas – “eu sou o tipo de pessoa que não se importa de falhar desde que aprenda com os meus erros”, da próxima vez que o teu chefe te chamar à atenção por algum erro, vais reagir muito melhor e vais automaticamente procurar a forma de aprenderes algo com esse erro, em vez de te martirizares por teres falhado.

 

Também isto tem a ver com o auto-conhecimento – quando olhares para dentro de ti e tentares perceber de onde vêm as tuas reações, vais ficar a conhecer muito melhor a pessoa que és. E também isto tem a ver com mudança de identidade – porque se te convenceres que és a pessoa que reage de determinada maneira, muita mais facilmente vais começar a fazê-lo.

 

Today I escaped anxiety. Or no, I discarded it, because it was within me, in my own perceptions not outside.

Marcus Aurelius, Meditations

 

Cada vez mais tenho dado por mim a parar em certas situações para pensar “calma lá, porque é que eu estou a reagir assim a isto?” ou então, quando alguém reage de uma forma que eu não estou à espera também agora consigo parar e pensar “calma, deve haver algo nesta pessoa que a está a fazer reagir assim, o mais provável é não ter nada a ver comigo”. Sinto que ter a capacidade de parar para pensar neste tipo de coisas oferece mesmo uma nova perspetiva sobre o mundo, para além de me permitir viver em menos stress e de forma mais consciente (ou o chamado mindfulness aplicado às pessoas).

 

Tenta prestar mais atenção às tuas próprias reações. Tenta interpretar o que elas querem dizer. Vais ver que quando começas a fazê-lo novas perspetivas se começam a abrir, e quando novas perspetivas se abrem sobre ti próprio, a pessoa que és só pode mudar para melhor.

 

It’s not what happens to you, but how you react to it that matters.

Epictetus

 

*não falo por mim, que sou culpada de chorar mesmo ali, em frente ao chefe

#61/100 – Viajar sem planos

#100palavraspordia

 

Ultimamente quase não preparo as viagens que faço. Tem-se resumido a escolher um destino e depois logo se vê. Podia dizer que é porque prefiro viajar assim, sem ordem nem planos, mas não, é mesmo porque não me consigo organizar para preparar tudo com tempo, como fazia no passado. Talvez seja melhor assim. Neste momento não me incomoda, até porque sou cada vez mais adepta do “slow travel” pelo que nem são precisos grandes planos. Um bom destino, um bom livro (ou vários), uma boa (ou razoável) máquina fotográfica e muita vontade de conhecer o lugar e as pessoas, sem ir para museus nem atrações demasiado turísticas. Assim fica feita uma viagem de sonho.

 

(Nota-se muito que o próximo destino está quase aí à porta?)

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#60/100 – Divagações sobre a necessidade de ordem

#100palavraspordia

 

Sinto necessidade de organizar a minha vida. Sinto vontade de me sentar com uma agenda à frente e organizar no tempo todos os projetos que quero fazer. Sinto que para o fazer tenho primeiro de organizar a minha secretária. Não é que ela esteja muito mal, a do trabalho está bem pior, mas a de casa – a dos projetos pessoais – é mais pequena, por isso mais facilmente fica num estado de caos. Sinto que neste momento o que mais preciso é de ordem. No meu espaço, no meu tempo, na minha mente. Organizar papéis, calendário e ideias – sinto que um não pode acontecer sem que os outros sigam a par.

 

Preciso de uma estratégia. Se a minha mente já borbulhava com ideias e planos antes do fim de semana do Bloggers Camp, agora então está completamente a transbordar. Preciso de definir prioridades. Colocar cada um destes planos numa folha de papel e depois ordená-los por ordem de importância e urgência. Definir então o período no tempo em que vou trabalhar em cada um deles e por fim executar. Cumprir o calendário sem hesitação nem desculpas. Não vale procrastinar nem inventar novos projetos – até os posso pensar mas esses terão de ir diretamente para o fim da lista.

 

Preciso de ordem na minha vida, preciso de ordem na minha cabeça.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#59/100 – Porque ando a ler menos livros

#100palavraspordia

 

Percebi finalmente porque ando a ler menos. Ou melhor, percebi porque ando a ler menos livros. Porque o que percebi é que eu nem tenho lido menos, tenho é lido outro tipo de coisas. Coisas essas que não são tão passíveis de serem contabilizadas. Muitos artigos por essa internet fora, mas essencialmente no Medium. E se pensarmos bem, há alguns vídeos do Youtube que quase poderiam ser considerados como leitura, pois tratam-se da comunicação de ideias que as pessoas teriam transmitido por escrito caso não houvesse hoje um acesso tão generalizado ao vídeo. É por isso que vou deixar de me martirizar tanto por não andar a ler tantos livros como achava que devia. Sei que tenho andado a ler, a informar-me e a cultivar-me e isso é o mais importante.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#58/100 – Questionário aos leitores

#100palavraspordia

 

Hoje vou pedir aos meus queridos leitores para me darem uma ajudinha e responderem a um questionário. Sei bem em que direção quero levar este blog (após os 6-7 meses de descoberta inicial) mas gostava muito de perceber se aquilo que eu estou a planear para este espaço está alinhado com quem já me lê. Acredito que possa estar, uma vez que a maior parte dos meus leitores surgiu mais nos últimos tempos, altura em que eu me comecei a direcionar mais para onde quero ir, mas mesmo assim, gostava de o verificar. O questionário é curto, não dá muito trabalho e podem ser super sucintos que eu não sou exigente. Agradeço desde já a todos os que estiverem dispostos a perder 30 segundos do seu dia a dar estas respostas, e espero também assim poder ajustar o que for possível de se ajustar, de forma a agradar a quem por aqui vai passando.

 

Obrigada!