Crítica #3: The Book Thief de Markus Zusak

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Título: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Editora: Knopf Books for Young Readers
Género: Juvenil – Ficção histórica
Ano de publicação: 2006

Classificação:

3-5stars

The Book Thief de Markus Zusak narra o final da infância e início da juventude de uma menina alemã durante a segunda guerra mundial. Logo no início da narrativa, é colocada numa família de acolhimento que consiste num casal em sérias dificuldades financeiras, e acompanhamos os anos seguintes da sua vida na pequena cidade de Molching (ficcional), perto de Munique. O que este livro tem de mais diferente e interessante é o facto de ser narrado pela morte. Sim, a morte presencia todos os acontecimentos desta história e narra-os ao leitor.

Infelizmente, este livro ficou aquém das minhas expectativas. Não vou tão longe como dizer que não gostei, porque até que gostei, mas não adorei. E depois de todas as críticas tão positivas que de uma maneira ou de outra já tinham chegado até a mim, estava à espera de adorar o livro e tenho muita pena mas isso não aconteceu. Na realidade, o facto de o livro ser narrado pela morte foi mesmo a melhor parte, o que não abona muito a favor da história, principalmente porque pensei que mesmo esse aspecto poderia ter sido um pouco mais bem aproveitado. Ou seja, é engraçado o livro ser narrado pela morte? Sim, muito. Isso foi bem explorado durante o livro? Não, na minha opinião poderia ter sido muito mais explorado. E para além disso, o que mais tem o livro de interessante? Não tem grande coisa.

Penso que o meu principal problema com este livro foi o facto de nunca ter chegado a criar grande ligação com a personagem principal. Gostei muito das relações entre ela e duas das personagens secundárias, mas basicamente senti-me mais cativada por essas personagens secundárias (Hans e Max) do que pela personagem principal. Para mim, isto é um problema. Na minha opinião, qualquer livro funciona tanto melhor quanto maior a nossa ligação à personagem principal. Por isso neste caso, senti que ficou a faltar aquele investimento emocional que acontece quando gostamos e nos preocupamos com uma personagem.

Um outro aspeto positivo do livro foi todo o retrato da segunda guerra mundial. Aí o autor não falha, e apresenta-nos várias situações que penso representarem bem o que se passou naquela altura, desde as perseguições aos judeus, aos homens alemães enviados para combate contra a sua vontade, aos bombardeamentos em zonas civis, e ao racionamento de alimentos por toda a população. Acabamos por ficar com uma ideia de como as populações mais pobres viveram aqueles anos.

Apesar de tudo, dou uma nota positiva ao livro e recomendo, uma vez que estou convencida que foram as minhas elevadas expectativas que me fizeram não o apreciar.

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