Viagem Sudeste Asiático – Parte II – Vietname: Halong Bay e Hanoi

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Podem encontrar aqui a primeira parte desta viagem, que começou no Cambodja.

 

Depois dos dias passados no Cambodja, apanhámos um avião de Siem Reap para Hanoi, que é a capital e a segunda maior cidade do Vietname. A cidade é completamente caótica e chegámos já de noite, após um ligeiro incidente no aeroporto à chegada, quando era suposto termos uma pessoa do hostel para nos levar para o centro da cidade, que não estava lá e que quando apareceu ainda ficou à espera de outras pessoas. Por isso nessa noite apenas conseguimos ir jantar mas deu logo para perceber o caos em que vive aquela cidade. Diferente de tudo o resto que já vi!

 

No dia seguinte tínhamos um autocarro para apanhar às 8h da manhã à porta do hostel para nos levar para Halong Bay, onde íamos apanhar e dormir num cruzeiro. Esta é uma das atividades mais comuns no norte do Vietname por isso Halong Bay fica completamente cheia de cruzeiros. São barcos pequenos (uns mais do que outros), o nosso era muito modesto e dava para 16 pessoas, e basicamente levam-nos a uma ilha e a uma gruta, para além de termos feito (apenas quem quis) canoagem pela baía, que eu adorei. Halong Bay significa “a baía onde nasceu o dragão” e é Património Mundial da UNESCO. É uma região muito bonita. Infelizmente estiveram dias muito nublados pelo que não conseguimos as melhores paisagens, mas ainda assim gostámos muito. Nunca tinha dormido num barco e foi engraçado, e ainda houve um workshop de cozinha e uma sessão de karaoke que uma certa pessoa (não fui eu!) aproveitou à grande, deixando umas meninas brasileiras que estavam no mesmo barco a rir à gargalhada.

 

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No dia seguinte apanhámos o autocarro de volta para Hanoi e dessa vez temi pela minha vida. Digamos que os vietnamitas não me parecem ser propriamente os melhores condutores do mundo, e o nosso parecia mesmo ser suicida. Se não acreditam imaginem uma estrada com apenas uma faixa em cada sentido e mesmo assim ele conseguiu ultrapassar outro autocarro que já ia a ultrapassar um terceiro autocarro. Mas bem, sobrevivemos e chegámos a Hanoi muito aliviados. Fomos jantar (come-se bem e barato, não só nesta cidade mas por todo o Vietname) e tivemos o dia seguinte todo para passear pela cidade. Fizemos aquilo que mais gostámos, que consiste em apenas passear pelas ruas e fomos ao Templo da Literatura. Mais uma vez, deu para perceber o caos em que vive aquela cidade. Medo pela minha vida sempre que tinha de atravessar a rua, tal é a quantidade de motas que passam constantemente. De notar que eles nunca param, apenas se desviam de pessoas, objetos e outros veículos, por isso resta-nos apenas esperar que eles o consigam fazer atempadamente.

 

Ao final do dia fomos apanhar o comboio para Sapa, que foi uma das minhas partes preferidas da viagem e da qual vou falar na próxima parte.

 

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Viagem Sudeste Asiático – Parte I – Cambodja

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Em Janeiro e Fevereiro deste ano fizemos mais uma daquelas viagens que pode ser considerada a viagem de uma vida. Era um destino que não estava propriamente no meu top 5, mas figurava algures no meu top 10. No entanto, as mais variadas circunstâncias da vida ditaram que aquele fosse o destino ideal para o início de 2017.

 

Acabou por ser uma viagem incrível de 3 semanas no Sudeste Asiático, entre o Cambodja e o Vietname. Culturas completamente diferentes da nossa mas que nos permitem ter uma nova perspectiva de vida.

 

Nesta primeira parte vou falar-vos dos seis dias que passámos no Cambodja.

 

A primeira cidade que visitámos foi Pnhom Penh, a capital do Cambodja. Só ficámos aqui um dia e meio e a cidade não é muito interessante. Muito movimentada, é a cidade mais modernizada do país e não tem atrações de grande interesse. Ainda por cima, no nosso segundo dia era feriado nacional, por isso estava tudo fechado. Passeámos um pouco na rua e visitámos o mercado, onde almoçámos e que foi a parte mais interessante.

 

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Na tarde do segundo dia apanhámos um autocarro para Siem Reap. Apesar de ser a cidade mais turística por ser a que fica mais perto dos grandes templos de Angkor, gostei bastante do ambiente. Ficámos num hotel fantástico, um bocadinho afastado do centro, o que foi ótimos pois permitiu fugir da confusão sempre que queríamos, e que tinha acabado de abrir, por isso estava novo em folha. Cada quarto ficava numa pequena cabana isolada e o lobby do hotel era ao ar livre. A piscina também era maravilhosa.

 

Aproveitámos dois dos dias para visitar os templos, incluindo ver o nascer do sol em Angkor Wat no segundo dia. Para dizer a verdade, gostei de ver os tempos mas foi um pouco anti-climático, como acho que acontece na maior parte destes grandes monumentos por todo o mundo. Muita gente, mesmo muita, a maior parte mais preocupada em tirar fotografias do que desfrutar do ambiente e dos monumentos (também tirei fotos, claro, mas tirava uma ou duas e depois tentava aproveitar o momento). Além do muito calor que se tornava cansativo e nos “obrigava” a voltar para o hotel relativamente cedo para nos refrescarmos na piscina (o que também não era mau, diga-se!).

 

No último dia tivemos uma das melhores experiências de toda a viagem. Fomos fazer a food tour mais famosa de Siem Reap. Não é uma atividade propriamente barata mas devo dizer-vos que vale muito a pena. O guia é o Steven, que é escocês e era chef antes de se mudar para Siem Reap e começar a food tour com a Lina. Fizemos a Morning Tour e fomos tomar o pequeno almoço – noodles e ice coffee – seguido de uma visita ao mercado – onde provei formigas! – e uma visita aos arredores da cidade, onde visitámos uma família que trabalha a cana de açúcar e outra produtora de noodles de arroz. Depois parámos para almoçar no caminho de volta para a cidade – noodles mais uma vez. Foi fantástico visitar sítios onde nunca teríamos ido se não fosse com ele e ouvi-lo a falar do Cambodja e da sua mudança de vida desde que saiu da Escócia e decidiu começar esta nova atividade.

 

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As visitas a estas duas famílias dos arredores de Siem Reap permitiram-me ter uma visão diferente em relação à realidade destas pessoas durante todo o resto da viagem – e, mais importante, durante todo o resto da minha vida. Estas são países muito pobres, onde as pessoas sobrevivem, muitas vezes, como poucos dólares por mês, e isso é algo que sempre me fez muita confusão. Pensava muitas vezes em porque tive eu a sorte de nascer num país como este e aquelas pessoas, principalmente as crianças, não. Via crianças nas ruas e pensava que poderiam até ter um enorme potencial e serem adultos de sucesso mas que por terem nascido naquela realidade, era pouco provável que o conseguissem concretizar. Ver estas famílias, que plantam arroz nas traseiras das suas casas (cabanas) e que tratam o arroz nos seus próprios pátios para fazer noodles e vender ou, muitas vezes, para trocar por outros bens, e que muitas vezes nunca foram para além do fundo da sua rua, são mesmo felizes assim. Vive toda uma família por baixo do mesmo teto, estão lá uns para os outros, mandam as crianças para a escola até poderem começar a ajudar em casa, e são felizes. E não há porque não ser feliz assim. São realidades diferentes, e talvez devêssemos ser nós a aprender alguma coisa com eles e a perceber que a vida pode ser muito mais simples e que desde que as coisas importantes estejam lá – família, carinho, um teto e alguma comida – então podemos ser felizes.

 

Gostei muito do Cambodja e gostava de um dia regressar para visitar sítios mais afastados das principais cidades. Depois fomos para o Norte do Vietnam, onde visitámos Hanoi, Halong Bay e Sapa, mas isso fica para outro post.

Roadtrip USA West Coast – parte IV

Aqui fica a última parte da viagem pela Califórnia e arredores.

 

Dia 15 – San Francisco – Monterey
Na última manhã em São Francisco ainda visitamos o Golden Gate Park, e depois partimos pela Pacific Coast Highway (Route 1) em direção a sul. O plano era fazer a descida pela costa com calma e ir parando onde nos apetecesse, ao longo de dois dias. O troço da primeira tarde foi relativamente curto, apenas 2 horas e meia até Monterey, onde passámos essa noite. Monterey é uma pequena cidade costeira muito agradável, com águas do mar muito límpidas e um centro da cidade encantador, principalmente à noite, com luzinhas em todas as árvores (nestas pequenas cidades americanas parece sempre Natal, adoro!).

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Dia 16 – Monterey – Big Sur – Lompoc
Passámos a manhã seguinte ainda em Monterey, a passear relaxadamente na cidade e junto ao mar. Comemos brunch num restaurante típico e depois voltámos a arrancar pela Pacific Coast Highway abaixo, para mais 4 horas de viagem. Mais paisagens lindas, várias paragens pelo caminho para apreciar as vistas e tirar fotos, e chegámos ao final do dia a Lompoc. Já era noite e apenas jantámos e fomos para o hotel dormir.

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Dia 17 – Lompoc – Santa Barbara – LA
No dia seguinte partimos de imediato para Santa Barbara (a apenas 1 hora de distância), onde passámos a manhã. Passeámos pela cidade, fomos um bocadinho à praia e fizemos canoagem no mar. A meio da tarde partimos novamente, para mais 2 horas de viagem até LA. Em LA, ficámos instalados em Venice Beach, numa localização invejável mesmo pertinho da praia. Devem ter pago um balúrdio, pensam vocês. Mas não, porque ficámos num Airbnb que consistia numa tenda montada no jardim das traseiras de uma casa. Na casa viviam alguns rapazes (3 ou 4 talvez? Não sei bem, estava sempre gente a entrar e a sair) que pareciam ter acabado a universidade há muito pouco tempo e estariam no seu primeiro emprego. Basicamente só íamos à casa para dormir (na tenda) e podíamos usar a casa de banho e a cozinha. Ficou super barato e valeu a pena pela localização.

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Dias 18, 19 e 20 – LA
Nos dias seguintes em LA, passeámos bastante. Fomos a Hollywood, claro, mas não valia a pena porque é verdade quando todos dizem que é uma grande desilusão. Fomos a Beverly Hills, a Santa Monica (onde andámos de bicicleta pelo passadiço e fomos ao pontão à noite), à baixa, percorremos a Mulholland Drive e comemos algumas boas refeições em alguns bons restaurantes. Mas no fundo não achei LA muito interessante. Talvez porque é uma cidade tão grande que complica um pouco a perspectiva. Dizer “vou a LA” não quer no fundo dizer grande coisa, porque há tantas zonas tão distintas umas das outras que falta saber onde em LA. E uma pessoa que anda a tentar conhecer a cidade (principalmente em apenas 3 dias) acaba por perder-se um pouco e dispersar, ficando a conhecer realmente muito pouco da cidade. Gostava de voltar, mas escolheria uma ou duas zonas (que não Hollywood nem a baixa) para ficar a conhecer melhor. No fundo, nestes dias, as zonas onde passámos mais tempo foram Venice Beach e Santa Monica, de que até gostei bastante.

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Dia 21 – LA – Lisboa
No último dia de manhã ainda fomos à praia, onde estivemos algum tempo a ler e eu fiz uma grande caminhada. Depois chegou a hora de ir devolver o carro, ir para o aeroporto e voltar para casa.

 

Como já disse, estas foram as melhores férias da minha vida até ao momento. Gostei mais de umas partes do que de outras mas todas valeram a pena. As minhas partes preferidas foram os parques nacionais: Grand Canyon e Yosemite. Voltava a fazer esta viagem sem qualquer problema, com apenas alguns ajustes, nomeadamente: não voltava a Las Vegas, ou então ficaria apenas uma noite se isso facilitasse a deslocação entre dois outros pontos de interesse e passaria mais tempo em parques nacionais e cidades pequenas, e menos tempo nas cidades grandes. Um dia, quem sabe…

 

Como também já disse, respondo a qualquer pergunta para quem precise de ajuda a planear uma roadtrip deste género ou se simplesmente tiverem curiosidade em relação a algum pormenor.

Roadtrip USA West Coast – parte III

E continua o relato da viagem da minha vida (até ao momento, porque mantenho as expectativas elevadas relativamente ao futuro).

 

Dias 8 e 9 – Las Vegas
Os dois dias seguintes foram passados em Las Vegas. Ficámos num hotel fora da strip (principal rua com os casinos mais famosos), barato mas muito bom, onde em vez de um quarto tínhamos um pequeno apartamento super confortável. O primeiro dia foi quase só para descansar da atividade intensa dos dois dias anteriores. De resto, fizemos o que é suposto fazer-se em Las Vegas: fomos aos casinos (mas não jogámos nem um dolar), fomos aos bufets, fomos a um ou outro bom restaurante (incluindo os hamburgueres do Gordon Ramsay, após esperarmos na fila durante cerca de 45 minutos, mas valeu a pena), fomos à piscina do hotel e descansámos bastante. Não gostei particularmente de Las Vegas. Aliás, foi a parte que menos gostei de toda a viagem. Penso que vale a pena ir pelo menos uma vez na vida, porque é uma cidade realmente diferente de tudo o resto, mas não voltava. Muito jogo, muita bebida, e consegue-se adivinhar algumas outras coisas que possam acontecer mais em privado. Penso que todas as despedidas de solteiro das cidades ali à volta vão parar a Las Vegas. Há muitos jovens apenas para se divertirem mas nota-se que também há muitas pessoas, de todas as idades, completamente viciadas no jogo, e isso entristece.

 

 

Dia 10 – Las Vegas – Death Valley – Mammoth Lakes
Na última manhã em Las Vegas fomos ao brunch num dos casinos e depois partimos para o Death Valley, a 2 horas de distância, onde apanhamos as temperaturas mais elevadas da viagem: acima dos 50 ºC. A zona vale a pena a visita, mas se conseguirem evitar os meses de Junho, Julho e Agosto melhor. Nos poucos sítios onde parámos, apenas conseguíamos sair do carro (onde íamos com o ar condicionado ligado, claro) durante 5 ou 10 minutos. Rapidamente viemos embora, seguindo caminho em direção ao Yosemite.
Nessa noite ficámos instalados numa pequena pousada em Mammoth Lakes, uma cidade muito pitoresca mesmo à entrada do parque nacional. Achamos que nessa noite o “nosso” carro foi “atacado” por um urso, porque ouvimos um alarme pouco depois de chegarmos e de manhã o carro parecia ter uma pegada (visível devido à camada de poeira que o carro acumulou nas passagens por Sedona e Grand Canyon). Em toda a zona do Yosemite há avisos para ter cuidado com os ursos. Eles têm um olfato extremamente apurado, pelo que somos logos avisados para não deixar nada nos carros, comida ou apenas embalagens, produtos de higiene pessoal, tudo deve ser levado para dentro de casa/hotel para que os ursos não forcem a entrada nos carros. Nós achamos que tirámos tudo do carro e de facto o urso não forçou a entrada. O que nos explicaram foi que podia ter sido simplesmente por o carro ser novo. Os ursos são animais muito inteligentes, e este terá reparado num carro que não estava lá nas noites anteriores, tendo ido cheirar para ver se encontravam alguma coisa.

 

 

Dia 11 – Mammoth Lakes – Yosemite
Na manhã seguinte saímos para tomar o pequeno almoço num restaurante típico e partimos de imediato para o Yosemite. Parámos em vários pontos até chegarmos ao parque onde ficaríamos a acampar nessa noite e depois de montarmos a tenda fomos até à zona sul do parque ver as sequóias. Depois voltamos para o acampamento, onde assistimos a uma palestra dada por uma park ranger sobre ursos. Mais uma vez, montes de avisos sobre os ursos. Cada lugar do parque de campismo tem uma espécie de cofre para se guardar tudo o que possa ter cheiros. Dessa forma, não deixamos nada no carro nem levamos nada para a tenda (é bom não levar mesmo nada para a tenda, nem comer lá dentro, ou arriscamos uma visita desagradável durante a noite). Os caixotes do lixo têm uma tranca, pois havia pessoas que quando iam lá colocar o lixo encontravam um urso dentro do caixote, a vasculhar o lixo. Todos os cuidados são poucos mas não há registo de ataques de ursos há vários anos (já não me lembro quantos, mas eram mesmo muitos, segundo a park ranger durante a palestra). Apenas havia em tempos problemas com os ursos quando as pessoas estavam mal informadas e decidiam fazer tolices como dar de comer aos ursos e outras brincadeiras suicidas.

 

 

Dia 12 – Yosemite – San Francisco
No dia seguinte de manhã desmontámos a tenda e ainda antes de irmos embora decidimos ir fazer um trilho para ver um das cascatas (há imensas no parque). Fizemos o Mist trail, até Vernal Fall (cerca de 5 km) e valeu bem a pena. Foi um belo exercício fazer aquelas subidas acentuadas e as paisagens eram lindas. Depois disso tomámos um banho num dos balneários e arrancámos para São Francisco, um troço de quase 5 horas. Logo ao início parámos para almoçar num dinner típico (dos poucos que encontrámos, não há muitos na costa oeste, mas mais na costa este) e chegámos a São Francisco ao final da tarde. Aí ficámos instalados em casa de uns amigos onde jantámos nessa noite.

 

 

Dias 13 e 14 – San Francisco
Os dois dias seguintes foram inteiramente passados em São Francisco. Passeámos muito a pé, comemos nos food trucks, fizemos a Lombard Street de carro, andámos de bicicleta. Mas dois dias e meio em São Francisco é muito pouco, por isso voltei este ano para uma semana de férias, sobre a qual podem ler aqui e aqui.

 

 

Na quarta parte vou falar sobre os últimos dias desta viagem. Se estiverem a planear uma viagem do género e tiverem alguma pergunta, é para isso que servem os comentários e eu respondo a tudo o que souber.

Roadtrip USA West Coast – parte II

Segue-se uma das minhas partes preferidas da viagem.

 

Dia 5 – Phoenix – Sedona – Grand Canyon
A noite em Phoenix foi muito má, com um calor insuportável e um ar condicionado no quarto do hotel que fazia um barulho infernal, e que por isso não pode ficar ligado a noite toda. Acordámos muito cedo para nos fazermos ao caminho e ainda esperámos uns minutos pelo início do pequeno almoço. Comemos uns waffles rapidamente e arrancámos em direção a Sedona, viagem de cerca de 2 horas. Esta região é caraterística pelas formações rochosas vermelhas e as paisagens são deslumbrantes. Há imensos trilhos na zona, com diversos graus de dificuldade. Como a seguir íamos para o Grand Canyon, não queríamos fazer um trilho muito longo. Fizemos o Cathedral Rock trail, de cerca de 2.5 km mas com uma boa elevação e penso que foi uma boa escolha. É uma das formações rochosas mais famosas da zona mas com um trilho bastante curto.

Após a descida almoçamos ainda em Sedona e pusemo-nos a caminho do Grand Canyon, mais um troço de cerca de 2 horas. Não queríamos chegar tarde ao parque nacional pois queríamos arranjar uma autorização de última hora para acamparmos na noite seguinte no parque do desfiladeiro. Ia bastante ansiosa com a possibilidade de já não ser possível mas tivemos sorte (como o próprio park ranger nos disse) e ainda conseguimos. Montámos a tenda num parque de campismo que tínhamos reservado e fomos jantar na sala comum de um dos conjuntos de alojamento que existem no parque. Felizmente, os americanos sabem aproveitar muito bem os seus parques nacionais, por isso para além de parques de campismo, encontram-se outros tipos de alojamento, maioritariamente cabanas que se localizam em zonas que parecem mini-cidades, com pequenos supermercados, casas de banho e balneários, e uma espécie de praças de alimentação, com vários tipos de comida, onde servem pequenos almoços, almoços e jantares, mas onde toda a gente parece comer em comunidade. Este tipo de ambiente proporciona que as pessoas facilmente comecem a conversar umas com as outras, mesmo não se conhecendo, e o ambiente que se gera é muito agradável.

 

 

Dia 6 – Grand Canyon
No dia seguinte, acordámos por volta das 6h da manhã, desmontámos a tenda e apanhámos um autocarro para o ponto de partida de um dos trilhos que desce até ao rio. Aconselharam-nos (o park ranger que nos deu a autorização) a fazer a descida por um dos trilhos com menos pontos de descanso e sem pontos de água (South Kaibab trail, 11.4 km, diferença de elevação de 1450 metros) de forma a levarmos a nossa própria água na descida, para depois fazermos a subida por um trilho diferente (Bright Angel trail, 15.9 km, diferença de elevação de 1315 metros), esse já com vários pontos de água (desta forma apenas precisávamos de levar água para a descida, na subida teríamos vários pontos para abastecer). Infelizmente estava a chover. O que significa que fizemos as primeiras 3 horas da descida de baixo de chuva forte e com nuvens literalmente à nossa volta, que nos impediam de desfrutar da paisagem. Pouco antes do meio de percurso as nuvens começaram a dispersar. Começámos a ter vislumbres do Grand Canyon e as roupas e sapatilhas começaram a secar. A descida foi dura (quem disse que “para baixo todos os anjos ajudam” nunca foi ao Grand Canyon), com tenda, sacos cama e comida e água às costas. Mas valeu a pena. Quando chegámos ao rio estava um dia de sol fantástico e chegámos a tomar banho num riacho. Voltámos a montar a tenda, passeámos um pouco, jantámos atum e feijão e fomos dormir cedo.

 

 

Dia 7 – Grand Canyon – Las Vegas
Seguiu-se o dia da subida. E se a descida foi dura, o que dizer da subida? Acordámos cedo, comemos umas barras de proteína, voltámos a desmontar a tenda e iniciámos a subida bem cedinho. Estava bom tempo, talvez até demasiado calor para quem estava a fazer aquela subida, mas permitiu-nos ver paisagens maravilhosas. A quantidade de pessoas com que nos cruzávamos ia aumentando à medida que íamos subindo, e nos últimos 3 km há mesmo muita gente (pessoas que descem apenas um bocadinho do trilho para depois voltarem a subir). Queríamos acabar a subida o mais rapidamente possível e talvez tenhamos subido rápido de mais. Não se deve brincar com diferenças de altitude tão bruscas e o R. sentiu-se mal, mas nada que uma boa sopa ao almoço não tivesse resolvido. A seguir ao almoço e antes de partirmos para Las Vegas fomos ainda espreitar um viewpoint para uma zona mais deserta do Grand Canyon, que proporcionou mais uma série de boas fotografias.

Depois então partimos para Las Vegas, num troço de cerca de 5 horas. Tínhamos gasolina suficiente para chegar a Vegas, mas mesmo à justa, por isso a cerca de 100 km do destino começámos à procura de uma bomba para abastecer. O problema é que à volta de Vegas só há deserto… e não havia bombas… ou havia, mas estavam abandonados (cena mesmo à filme). Estávamos a ficar aflitos (já íamos com o ar condicionado desligado há muito) quando finalmente alcançámos uma pequena cidade mesmo já quase a chegar a Las Vegas. Abastecemos de imediato e fizemos os últimos 15 km com uma enorme sensação de alívio. A chegada a Vegas é indescritível, mas mesmo assim vou tentar: vamos numa autoestrada no meio do nada, não há nada, nada, nada à nossa volta desde que deixámos a pequena cidade onde abastecemos. Apenas uma enorme escuridão. Até que passamos um pequeno troço da autoestrada que sobe, e chegados ao fim dessa subida começamos a descer, e de repente está uma enorme cidade cheia de luzes mesmo à nossa frente. Assim, mesmo do nada! Não é Paris a cidade das luzes, é Las Vegas. Imagem absolutamente impressionante (e a melhor parte de Las Vegas, mas isso fica para a próxima parte).

 

Roadtrip USA West Coast – parte I

No ano passado fiz uma viagem que se transformou na viagem da minha vida (até ao momento). Foi tudo o que sempre sonhei, correspondeu totalmente às expectativas e quero um dia repeti-la (aproximadamente).

 

Essa viagem foi nada mais, nada menos do que uma roadtrip de 3 semanas na Califórnia e arredores. Foram 21 dias de viagem, 2625 milhas a conduzir e uma série de locais encantadores (uns mais do que outros mas todos valeram a pena).

 

Tudo começou com o planeamento e para isso muito ajudou o site roadtrippers.com. Aconselho este site a todas as pessoas que estejam a planear uma roadtrip nos Estados Unidos. Este site permite definir o percurso, incluindo todas as paragens, especificar em que dia vamos fazer cada troço da viagem, dá-nos uma estimativa das distâncias percorridas e de quanto iremos gastar em combustível e ainda permite pesquisar locais de interesse próxima da nossa rota, incluindo restaurantes, hoteis, parques de campismo, monumentos, entre outras coisas (permite ainda, dentro destas pesquisas, definir quanto nos queremos desviar da nossa rota). Enfim, é um site fantástico e extremamente útil. Já agora, fica a imagem da nossa rota, retirada deste site:

 

 

Resumindo: LA – (Long Beach) – Laguna Beach – (Oceanside) – San Diego – Phoenix – (Sedona) – Grand Canyon – Las Vegas – (Death Valley) – Mammoth Lakes – Yosemite – San Francisco – Monterey- (Big Sur) – Lompoc – (Santa Barbara) – LA
(entre parêntesis os locais onde estivemos de passagem, os restantes foram onde ficámos a dormir)

 

Alguns detalhes relativamente a esta viagem. Em primeiro lugar, fomos em Junho, época alta (principalmente nos Estados Unidos, onde as férias do verão começam e acabam um pouco mais cedo do que cá), por isso fomos com as estadias para todas as noites totalmente reservadas. Por um lado, tive medo que por ser verão já estivesse tudo cheio se deixássemos coisas para reservar na hora. Além disso, sinceramente não queria estar a preocupar-me com ainda ter de encontrar um sítio para ficar a dormir quando chegasse a determinada cidade. Foi tudo bem mais confortável. E correu tudo lindamente, não tivemos nenhum imprevisto, nenhuma reserva falhou, foi uma viagem com absolutamente zero percalços. A única coisa que ainda não estava marcada foi a segunda noite no Grand Canyon, no parque de campismo Bright Angel, porque a permissão tem de ser obtida com cerca de 6 meses de antecedência (que deixei passar) ou então na véspera se ainda houver vagas (felizmente conseguimos). Mas tínhamos outro parque reservado para essa noite para o caso de não conseguirmos. É verdade, sim, acampámos durante esta viagem. Este é outro pormenor: levámos a nossa tenda numa das nossas malas (sim, somos malucos) e lá comprámos sacos cama e colchonetes (tal como outras coisas para acampar, como papel higiénico, enlatados, talheres de plástico – mas não dos descartáveis, canivete, barras energéticas e de proteína). Fomos ao Walmart e foi tudo muito barato.

 

Dia 0 – Lisboa – LA
Voámos para LA numa quinta-feira e chegámos já bem tarde. Reservámos um hotel próximo do aeroporto nessa noite para na manhã seguinte voltarmos cedo para levantar o carro.

 

Dia 1 – LA – Long Beach – Laguna Beach
No primeiro dia fomos então levantar o carro que já tínhamos reservado online e fizemo-nos à estrada. Decidimos deixar LA para o fim, para prevenir que algo acontecesse durante a viagem e não chegássemos a tempo do voo de regresso, por isso saímos logo da cidade e começámos a fazer a Highway 1 em direção ao Sul. Tínhamos a primeira noite reservada em Laguna Beach, mas a ideia era irmos parando em vários pontos ao longo da costa e ver as pequenas cidades costeiras e praias. Almoçámos em Long Beach. Adorei fazer esta parte da costa, as cidades que fomos encontrando pelo caminho eram absolutamente encantadoras. Não estava tempo de praia, com bastante vento e algumas nuvens, mas a ideia também não era essa.

 

 

Dia 2 – Laguna Beach – Oceanside – San Diego
No segundo dia passámos a manhã em Laguna Beach e durante a tarde o esquema foi o mesmo que no dia anterior, em direção a San Diego. Gostámos muito de Laguna Beach e não nos importávamos nada de regressar para uma estadia mais longa. Na chegada a San Diego parámos logo em La Jolla, uma zona muito interessante e cheia de lontras (o cheiro não é muito agradável, mas aguenta-se bem). Depois fomos deixar as malas no hotel e jantámos num restaurante mexicano na Old Town de San Diego.

 

 

Dia 3 – San Diego
O terceiro dia foi passado inteiramente em San Diego. Eu já conhecia alguma coisa porque tinha estado lá no ano anterior para um congresso mas gostei muito de regressar. Passámos a maior parte do dia no Balboa Park, onde provámos shaved ice, assistimos a um concerto de órgão (têm um dos maiores órgãos do mundo ao ar livre), e passeámos no jardim japonês. Ao final do dia fomos passear até Ocean Beach e jantámos por lá os melhores fish tacos da America (dizem) e as melhores onion rings da viagem!

 

 

Dia 4 – San Diego – Phoenix
Na manhã seguinte ainda ficámos por San Diego, passeámos pela zona da marina e ao final da manhã fomos ao Walmart fazer compras para os dias seguintes (incluindo equipamento para acampar). Ao início da tarde partimos para Pheonix – 6 horas de viagem e 350 milhas – onde estavam 40 ºC quando chegámos. Este foi o primeiro troço mais extenso que fizemos e eu adorei! Muitas pessoas não se apercebem mas os Estados Unidos têm paisagens impressionantes. Têm muitas cidades altamente populadas mas separadas por longas extensões sem vivalma, em certas zonas desérticas e noutras muito vegetadas. É impressionante. Parámos em Phoenix só para ficarmos a dormir nessa noite e jantámos uma maravilhosa sanduiche de pulled pork com cole slaw a acompanhar.

 

 

Na segunda parte vou falar dos dias 5 a 9, incluindo Sedona, Grand Canyon e Las Vegas

Viagem Filipinas/Macau – parte II

Macau é, sem dúvida, um país interessante. É impressionante o quanto a presença portuguesa ainda é bastante significativa e foi para mim completamente surreal chegar a um país do outro lado do mundo e ver quase tudo identificado em português, para além de ruas como Rua de Lisboa, Rua de Évora, Avenida Carlos da Maia…

 

A cidade tem jardins e parques muito bonitos. Foi talvez a minha parte preferida. Desde o jardim Cidade das Flores, ao Taipa Central Park e os parques grandes de Taipa: Taipa Pequena e Taipa Grande (passei mais tempo na ilha de Taipa do que na ilha de Macau).

 

Os casinos são absolutamente impressionantes. Na rua onde se situam os principais casinos é possível mesmo pôr em causa se realmente estamos em Macau ou se de alguma forma fomos teletransportados para Las Vegas. Alguns dos principais casinos, como o Venitian ou o Parisian, são autenticas réplicas dos mesmos casinos em Las Vegas. Vale a pena a visita, nem que seja apenas para ver a grandiosidade da coisa. O turismo do jogo é muito significativo em Macau, uma vez que é o único local na China onde o jogo é legal.

 

Na ilha de Macau, é interessante visitar a zona marginal, muito bem arranjada e sempre com muitas pessoas. Subir ao Farol da Guia também é muito bonito, e percorrer a grande Avenida de Almeida Ribeiro, desde o Hotel Grand Lisboa até à zona do cais. A zona do Largo do Senado também é muito engraçada.

 

A comida é boa. Não me limitei ao chinês e experimentei também japonês e tailandês. Passei bastante tempo num café com influência portuguêsa em Taipa, o Cuppa Coffee, com excelente acesso à internet e super confortável para se estar a descansar e escrever.

 

Diria que não são precisos mais de 3 ou 4 dias para se visitar Macau, mas tendo mais tempo acredito que facilmente arranjaria mais coisa para ver e para fazer. Recomendo vivamente uma visita a quem for para os lados da Ásia.

 

Jardim Cidade das Flores
Jardim Cidade das Flores

 

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Taipa Central Park

 

Vista de Taipa Pequena para a ilha de Macau
Vista de Taipa Pequena para a ilha de Macau

 

Grande Taipa
Grande Taipa

 

Grande Taipa
Grande Taipa

 

Grande Taipa
Grande Taipa

 

Macau
Macau

 

Perto da praia, em Taipa
Perto da praia, em Taipa

 

Templo
Templo

 

Subida ao Farol da Guia
Subida ao Farol da Guia

 

Um de muitos casinos
Um de muitos casinos

 

O Venitian
O Venitian

 

E o Parisian
E o Parisian

Viagem Filipinas/Macau – parte I

No final do mês passado embarquei para mais uma viagem. Deste vez, e por motivos muito particulares, o destino foi Macau, com um saltinho às Filipinas para uns dias de descanso.

A viagem começou da pior forma possível, com o taxi à minha porta às 11h30, tal como eu tinha pedido, e a ter ainda de terminar assuntos de trabalho que tinham mesmo de ficar resolvidos, deixando o taxi à minha espera durante 20 minutos. Coitado do senhor, ligou-me a perguntar se eu já não ia para o aeroporto, pedi-lhe para esperar e ele foi extremamente simpático e nem sequer me cobrou o tempo que esteve à espera.

Finalmente ultrapassada a crise de trabalho e chegando ao aeroporto, as coisas rapidamente mudaram de figura. Voei pela primeira vez com a Emirates (em económica e porque eram os voos mais baratos para os dias que queria) e, digo-vos, nunca me senti tão confortável num voo de longo curso. Os lugares são espaçosos, os assistentes de voo muito simpáticos, há todas as comodidades e mais algumas e comi as melhores refeições de sempre num voo. Para meu espanto, havia internet no avião, tudo bem que o pacote gratuito era muito limitado, apenas um máximo de duas horas e 10 MB (que acabam ao fim de 5 minutos, mas que ainda deram para enviar mais dois e-mails de trabalho com ficheiros Word em anexo), mas por apenas 1$ podemos ter internet o voo inteiro até um máximo de 500 MB.

Fiz escala no Dubai e o destino final era Hong Kong, por isso ainda tive de apanhar o ferry para Macau. O ferry parte diretamente do aeroporto e a empresa gere a bagagem, fazem eles a recolha por nós e entregam já em Macau, o que é bastante confortável. Em Macau estive apenas umas horas e na madrugada seguinte voltei a apanhar o ferry para Hong Kong para mais um voo, desta vez curto e para as Filipinas.

A visita às Filipinas foi boa mas agridoce. Em primeiro lugar, quisemos voar para uma ilha que tivesse voo direto de Hong Kong, uma vez que só íamos ficar 4 dias e não queríamos perder muito tempo com voos e escalas. Por causa disso talvez a ilha escolhida não tenha sido a melhor. Além disso, foi a primeira vez que visitei um país tão pobre e fez-me imensa confusão fazer férias naquele lugar. A pobreza está à vista de qualquer um e o que mais confusão me faz são as crianças. Começo imediatamente e pensar “porque tive eu a sorte de nascer em Portugal, e estas crianças não?”. Porque é que a mim me foi dada a oportunidade de estudar, aprender, fazer algo que gosto e para o qual tenho talento, viajar pelo mundo, e estas crianças estão aqui presas, com quase nenhumas oportunidades, com futuros altamente limitados? Um deles podia bem ser o próximo Einstein se lhe fosse dada a oportunidade, e no entanto, muito provavelmente nunca vão sequer sair desta ilha. Isto causa-me imenso sofrimento. Bem sei que falo de um lugar privilegiado, que estive lá e não fiz nada para melhorar a situação deles, e a sério, adorava fazer, mas sou apenas uma, sou tão insignificante, penso sempre “o que posso eu fazer?”.

Para além disto, reparei que todas as pessoas lá são altamente subservientes perante os turistas. Estão constantemente a pedir desculpa e a agradecer e a perguntar se está tudo bem, mas de uma forma que parece que se estão a rebaixar perante nós. Senti-me como se deve sentir uma vedeta altamente importante quando tem muitas pessoas à sua volta a bajulá-la e não gostei nem um bocadinho. Uma noite depois de jantar estávamos a tentar apanhar um taxi para o hotel e chovia muito (em Mactan chove TODOS OS DIAS às 5h da tarde e à noite). A certa altura abrigámo-nos por baixo de um toldo e não conseguíamos ver bem a rua para ver se vinha um taxi. Passou uma senhora com uma criança, traziam um guarda chuva, e ficaram ambas à face da estrada a ver se vinha algum taxi. Quando finalmente passou um e eu me apercebi que ela estava a chamar o taxi para nós, fiquei absolutamente espantada. Espantada e a sentir-me mal! E sinceramente, não sei se é por sermos turistas, se é por sermos brancos, se é por nitidamente sermos mais “ricos” do que aqueles pessoas, mas o que dá a entender é que lhes é incutido ao longo de toda a vida que o seu dever é servir-nos.a criança que acompanhava a senhora, por exemplo, vai crescer a ver a mãe (suponho eu) a servir os “outros”, é normal que também venha a ter o mesmo tipo de atitude quando crescer. E eu fico tão triste com isso. Sinceramente, fiquei sem grande vontade de voltar a visitar países assim tão pobres, apesar de saber que o turismo é grande fonte de capital e de empregos para eles, o que me fez sentir um pouquinho melhor por ter passado aqueles dias lá.

Para além disto, gostei das Filipinas, ou pelo menos do bocadinho que vi. Muito calor mas muita chuva sempre ao final do dia. Das duas praias que fomos, uma era boa, outra não era nada de especial. Fiz snorkeling pela primeira vez na vida e adorei, apesar de ter sentido algum medo que os peixinhos me fossem atacar, de tão próximo que eles andavam. A comida é muito boa e as mangas são MA-RA-VI-LHOSAS!

Ficam algumas fotos e para a próxima vou falar um bocadinho dos dias seguintes de regresso a Macau.

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Piscina do hotel só para nós
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Praia
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Praia
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Batidos de banana e manga
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Minutos antes de começar a chover torrencialmente

Viagens: São Francisco – recomendações

Já aqui contei que este Verão passei uma semana de férias incrível em São Francisco. Foi a minha segunda vez na cidade, apesar de a primeira visita no ano passado ter sido muito curta, e deu para ficar a conhecer relativamente bem. Assim, deixo aqui as minhas recomendações de algumas atividades interessantes para se fazer em São Francisco, no formato de um top 10 + 1.

1 – Atravessar a Golden Gate Bridge de bicicleta
A Golden Gate é provavelmente o principal símbolo da cidade de São Francisco. Não há como ir lá e não tirar pelo menos uma fotografia à ponte. Eu penso que a ponte é bonita, mas na minha opinião, a atividade mais engraçada relacionada com a ponte é mesmo atravessá-la de bicicleta. Há imensos empresas em São Francisco de aluguer de bicicletas, não é nada caro, o preço mais standard é cerca de 8 a 10$ por hora ou então 30 a 36$ por 24 horas, e permite-nos ter várias perspetivas da ponte. Há muitas pessoas a fazerem isso, o que pode tornar a coisa não muito fácil, mas ainda assim penso ser uma atividade que vale a pena. Para quem não se sentir confortável a andar de bicicleta, pode sempre atravessar a pé. É igualmente giro mas vai demorar mais algum tempo, mas para quem gosta de andar a pé, não é nada de extraordinário. Há montes de possibilidades para tirar fotografias, tanto enquanto nos estamos a aproximar da ponte como depois lá em cima.
Depois de atravessarmos a ponte e de andarmos mais um pouco, chegamos a Sausalito, uma cidade pequena e engraçada, e outra parte gira desta atividade é voltar para São Francisco de ferry. Claro que se pode voltar novamente de bicicleta ou a pé, mas fazê-lo de ferry permite ter mais uma perspetiva da ponte, dando oportunidade para mais uma série de belas fotografias.

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2 – Museu da Ciência – California Academy of Sciences
Cada vez faço menos questão de ir a museus quando viajo, talvez um, no máximo dois por viagem. E quando há um museu de ciência nos sítios aonde vou, quase sempre será esse o escolhido. Em São Francisco há o California Academy of Sciences e foi esse que decidi visitar. Gostei muito do museu, não tanto como do Museu da Ciência de Londres, mas ainda assim bastante bom. O museu tem várias secções permanentes:
O aquário – idêntico aos nossos Oceanário o Sealife.
O planetário – que para mim foi uma desilusão, basicamente apenas um filme num ecrã gigante em forma de cúpula.
O museu de história natural – não visitei.
A floresta tropical – para mim a parte mais interessante, basicamente é um grande casulo em forma de cúpula onde vamos subindo em espiral e vendo diferentes plantas e animais, incluindo borboletas à solta.
Além disso tem várias exposições temporárias. A que gostei mais quando visitei foi a dos terramotos, que incluia um simulador de terramotos muito interessante.

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3 – Os parques
São Francisco tem tantos parques que o difícil é escolher. Os que visitei foram:
– Bernal Heights Park – vistas lindas da cidade e um sítio muito calmo e com poucas pessoas, ótimo para relaxar. Adorei este parque.
– Buena Vista Park – também tem vistas lindas da cidade.
– Golden Gate Park – onde se situa o museu da ciência. Também se pode alugar bicicletas neste parque (o que fiz no ano passado e recomendo).
– Lands End – onde fica o Lands End trail, um trilho lindo junto ao mar que adorei fazer.
– Presidio – por onde tem de se passar para fazer a travessia da ponte.
– Mission Dolores Park – um marco da Mission district onde vale a pena parar para fazer um piquenique.

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4 – New Valley
Esta é uma região bastante trendy da cidade, gostei muito do estilo, com sítios muito interessantes para comer e para fazer compras. Tem lojinhas pequenas e independentes, vários cafés, pastelarias e restaurantes. Uma boa zona para passear.

5 – Ferry building e mercado
O Ferry Builiding fica no fim da Market St. e apesar de ter lá dentro lojinhas e sítios para comer, recomendo a visita ao sábado de manhã, quando acontece o farmer’s market. O mercado é lindo, com frutas e flores maravilhosos. Comi lá o pêssego mais doce e sumarento da minha vida. Para além dos produtos dos agricultores, à também stands com comida cozinhada à venda, por isso é o ideal para o almoço de sábado. Também têm eventos mas para isso convém consultar a programação. Eu assisti a um showcooking de um chef com estrela Michelin.

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6 – Compras na Market St.
A Market St. é o sítio ideal para ir às compras. Lá encontram-se várias lojas, principalmente entre a Market St. e a Union Square, como Old Navy, Levi’s, Urban Outfitters, Gap, Nike, Zara, Tiffany’s e também a Macy’s (department store ao estilo El Corte Inglés). Encontram-se também vários sítios para comer. Recomendo experimentar uma fatia de cheesecake (boa sorte a escolher!) na Cheesecake Factory localizada no piso superior da Macy’s.

7 – Fisherman’s Warf
O Fisherman’s Warf é talvez a zona mais turística de São Francisco. Aqui pode-se encontrar um sem fim de lojas de souvenirs, sempre muita gente, alguns bons sítios para comer (outros nem tanto) e muito clam chowder. Aviso: muito cuidado com o clam chowder. Este é um prato americano típico, mas ao contrário do que se possa pensar quando se visita São Francisco, este prato teve a sua origem na outra ponta do país, ou seja, em New England. Segundo me informei, o clam chowder servido no Fisherman’s Warf de São Francisco não é particularmente de boa qualidade pelo que optei por não experimentar. É mais uma tourist attraction do que outra coisa qualquer, e decidi deixar este prato para experimentar quando for a New England, o que está previsto para breve. Mas o Fisherman’s Warf é um sítio giro para se visitar, eu gosto particularmente de ir lá ao final do dia, início da noite, para um jantar um pouco mais cedo quando estou cansada de um dia inteiro a passear.

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Os próximos três itens são relacionados com comida porque é algo que gosto (comer) e porque penso que uma experiência num sítio novo não fica completa sem experimentar também a comida local.

8 – Food trucks
Uma coisa é certa: São Francisco tem food trucks fenomenais. Para quem não conhece o conceito, consiste realmente em comida vendida em roulotes e pode-se encontrar de tudo. Desde mexicano, asiático (vários tipos), americano, passando por misturas de duas cozinhas (por exemplo, um dos trucks mais conhecidos, Señor Sisig, mistura mexicano com filipino), não falta por onde escolher. A comida é normalmente muito boa e barata. Para saber a localização dos trucks há que consultar o Off the grid e depois é só escolher. Para mim, esta é uma das experiências que não pode faltar em São Francisco.

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9 – Ghirardelli’s
Esta é apenas e só a melhor loja do mundo para quem gosta de chocolate. A Ghirardelli é a divisão americana da Lindt e tem chocolates deliciosos, nomeadamente os seus famosos quadrados com vários tipos de recheio. Eu sou fã dos quadrados com recheio de caramelo e há montes de combinações com chocolate de leite, chocolate negro, caramelo salgado, enfim, uma perdição. Na praça Ghirardelli (junto ao Ficherman’s Warf) há também a loja de gelados onde é possível comer sandaes gigantescos (aconselho a partilhar), ou apenas cones com bola de gelado e molho, que como podem ver abaixo, já é só por si um gelado com dimensões consideráveis. Há outras lojas Ghirardelli espalhadas pela cidade mas pelo menos uma visita à loja da praça considero indispensável.

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10 – St. Francis Soda Fountain
Este é o único restaurante que vou recomendar porque em São Francisco há tantos, mas tantos restaurantes, que dão para todos os gostos, que confio que cada um consiga encontrar aquilo que mais gosta. Mas este, para mim, é especial e merece uma visita porque:
1) A comida é boa
2) É muito engraçado e diferente de tudo o que já vi
3) Tem preços bastante em conta para a cidade e
4) Servem pequenos-almoços até às 15h (!!!) (aos fins de semana até às 16h)
Este restaurante existe desde 1918 e está em operação contínua desde essa altura. Está decorado de maneira a simular as antigas soda shops (tipicamente americanas) e ainda servem muitos dos artigos característicos dessas lojas (egg cream soda, root beer float, etc), além de milkshakes, gelados e dos vários pratos típicos dos pequenos almoços americanos, bem como hamburgueres e mais alguns pratos. Além disso, têm uma boa seleção de pratos vegetarianos (como é o caso de muitos dos restaurantes em São Francisco). Aconselho mesmo uma visita, ou idealmente duas, uma para pequeno almoço e outra para uma sobremesa (se bem que nunca ninguém disse que não se podia comer sobremesa ao pequeno almoço).

Por último (já fora do top 10), um sítio fora de São Francisco, para quem tiver tempo e se quiser aventurar um pouquinho ao longo da costa do Pacífico.

11 – Monterey
Esta cidade fica a cerca de duas horas de São Francisco e para quem for com tempo aconselho a visita, dá perfeitamente para ir e vir no mesmo dia com um carro alugado. Além de permitir percorrer um pouco da Highway 1 ao longo do Pacífico, a cidade é deslumbrante. É uma cidade costeira pequena muito tipicamente americana, por isso vê-se muito bem num dia. Tem o Monterey Bay Aquarium e a baía é uma zona protegida, pelo que as águas são extremamente límpidas. À noite, o centro da cidade é encantador, com imensas luzinhas nas árvores e nas ruas, restaurantes e pequenas lojas abertas.

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Dicas adicionais para visitas a São Francisco:

  • Se puderem comprem um SIM card. Eu comprei um por 20$ com dados e chamadas ilimitadas para vários países, incluindo Portugal, durante um mês. Dá imenso jeito para ligar para casa e para usar aplicações e net no telemóvel em qualquer lugar e sem limites.
  • Usem a aplicação do Yelp. Em Portugal, quando quero consultar opiniões sobre um restaurante antes de lá ir, consulto sempre o Tripadvisor. No entanto, nos EUA, o Yelp é muito mais usado do que o Tripadvisor pelo que tem muitas mais classificações e opiniões. Se estiverem em algum sítio o quiserem parar para comer, podem usar a aplicação para consultar o que há por perto.
  • Usem o Uber. São Francisco é a cidade berço do Uber e há sempre Ubers às montanhas. Podem usar o pool e poupar ainda mais, os condutores são muito simpáticos e num instante chegam a qualquer sítio.
  • Vistam camadas! Em São Francisco faz frio de manhã e à noite durante a maior parte do ano, enquanto que a meio do dia chega a fazer bastante calor. Por isso não pensem que por irem para a Califórnia podem levar apenas calções e t-shirts porque se o fizerem vão passar frio na certa!
  • Se gostarem de café, esqueçam os Starbucks e os Peet’s Coffee e vão antes ao Philz Coffee. É uma cadeia local de São Francisco (há imensas lojas espalhadas pela cidade) e tem vários tipos de café mas do bom! A sério, quem gostar de café não se vai arrepender, mesmo que não seja muito fã do café americano (o mint mojito é ótimo para quem gosta de café frio).

Viagens: São Francisco – Viajar sozinha

Este verão fiz algo que nunca antes tinha feito: fui de férias sozinha. O R. tinha começado a trabalhar há pouco tempo, pelo que ainda não podia tirar férias e eu, por outro lado, tinha montes de dias de férias que tinha de gozar, e além disso estava a sentir uma necessidade gigantesca de desligar completamente do trabalho durante uns tempos. Por isso decidi escolher um sítio interessante e fazer-me à estrada (metaforicamente, porque fui de avião).

 

A escolha do sítio não foi complicada. Queria uma cidade interessante, não estava muito interessada num destino de praia. Queria um sítio onde pudesse perder-me nas ruas (novamente metaforicamente, não queria realmente andar perdida), andar no meio das pessoas, sentar-me em cafés e esplanadas sem ter grandes planos para os dias, e ter algumas atividades interessantes para fazer. As primeiras ideias foram Londres ou Paris, duas cidades que adoro e que estão aqui tão perto, mesmo a jeito para uma viagem deste género. Acabei por rapidamente excluir Londres por ser uma cidade onde já estive tantas vezes, que já conheço razoavelmente bem e porque já sabia que no final deste ano vou lá voltar por dois dias (e por um excelente motivo!). Paris ainda ficou no fundo da minha mente durante uns tempos, por ser uma cidade que adoro e onde facilmente conseguiria passar uns dias sozinha sem me fartar (aliás, espero ainda vir a fazê-o). No entanto, também já lá estive duas vezes, uma das quais durante 5 dias e não foi há tanto tempo quanto isso, por isso continuei a pensar em alternativas.

 

Por muito que a maior parte das pessoas continue a ficar admirada com este facto, a verdade é que eu adoro os Estados Unidos da América. Ou melhor, colocando a coisa por outras palavras e porque há coisas nos Estados Unidos de que eu não gosto, sou uma pessoa que adora visitar os Estados Unidos da América. Não sei muito bem como explicar este sentimento, mas tenho uma sensação quando chego aos Estados Unidos, que alguns podem achar estranha, de que estou a chega a casa. E aqui não quero ser mal interpretada, a minha casa, o meu país é Portugal e sempre será. Mas há esta sensação estranha de familiaridade com aquele país, parece que é um sítio ao qual também pertenço. Não sei se terá a ver com o facto de a maior parte da cultura e media que consumo ser produzida e passada nos Estados Unidos, quer sejam séries, filmes, livros ou documentários. Há coisas, costumes, hábitos, tradições, que apenas os americanos têm e pelos quais eu tenho um certo fascínio. Desde todo o aparato que fazem à volta de um jogo de basquetebol ou de basebol, ao tipo de celebrações que fazem em feriados como o 4 de Julho, aos churrascos no “backyard” onde reúnem amigos e família só porque faz sol. Os brunches, os smores feitos na fogueira num fim de semana de campismo, as roadtrips, os farmer’s markets, entre muitas outras coisas.

 

Eu própria já vivi nos Estados Unidos durante 6 meses no final do meu mestrado e apesar de não sido numa cidade muito interessante, adorei a experiência. Depois disso já fiz férias duas vezes por lá: a primeira exclusivamente em Nova Iorque durante 11 dias, aproveitando a ida a um congresso durante o doutoramento, e a segunda no ano passado, quando fizemos uma roadtrip de 20 dias e cerca de 4000 km.

 

Hoje em dia, felizmente tenho a sorte de ter um casal de amigos que vive nos Estados Unidos. Melhor ainda: vivem naquela que é para mim uma das cidades americanas mais interessantes e pela qual já tinha passado uns dias na roadtrip do ano passado: São Francisco. E então, falei com eles, perguntei se me ofereciam um teto e uma cama/sofá durante uns dias e mal eles disseram que sim, que teriam todo o gosto, de imediato comprei os voos de Lisboa para São Francisco.

 

Estive lá 7 dias inteiros, excluindo as viagens e tive uma semana inesquecível. Não fiz grandes planos, tinha duas ou três coisas que queria fazer, mas queria acima de tudo umas férias relaxadas, com tempo para fazer o que me apetecesse e sem a pressão de ter de visitar 3 locais de interesse por dia. Nunca pus despertador, apesar de mesmo assim ter acordado cedo todos os dias (o hábito já está muito enraizado), e a maior parte dos dias decidi o que queria fazer na própria manhã ou na véspera à noite. Caminhei quilómetros e quilómetros todos os dias, comi muito, andei de autocarro, metro e Uber pela primeira vez (e quase todos os dias depois dessa), tirei centenas de fotografias, fiz algumas compras, atravessei a Golden Gate bridge de bicicleta, fui ao museu da ciência, fui às compras ao Whole Foods e ao farmer’s market e preparei o jantar para mim e para os meus amigos (pizza com massa caseira). Comi cheesecake no Cheesecake Factory e gelado na Ghirardelli’s e pequenos almoços e brunches à americana, uns dias com panquecas e outros com ovos.

 

Nunca tinha ido de férias sozinha, e até pode ser que nunca mais tal se proporcione. Mas achei a experiência inegualável e recomendo a todos que o possam fazer. Não ter de depender de ninguém é muito bom, mesmo que habitualmente eu e o R. tenhamos sempre tendência para querer fazer as mesmas coisas quando viajamos juntos e seja sempre tudo muito pacífico entre nós. Ainda assim, ter total controlo sobre os nossos dias pode ser muito libertador, principalmente numa cidade completamente diferente. Se se voltar a proporcionar, nem sequer vou pensar duas vezes e já tenho em mente exatamente o que gostaria de fazer se voltar a fazer a férias sozinha.

 

 photo DSC00352_zpso9g61agz.jpg(vista de Bernal Heights Park)

 photo DSC00355_zpstivg69aa.jpg(vista de Bernal Heights Park)

 photo DSC00360_zpssupzsgfy.jpg(San Francisco Downtown vista de Bernal Heights Park)

 

 photo DSC00442_zpseandjge9.jpg(Alcatraz)

 photo DSC00499_zpsfcqg8yty.jpg(Farmer’s market)
 photo DSC00502_zps5nrzjdtm.jpg(Farmer’s market)

 photo DSC00508_zpsf0vexnht.jpg(Farmer’s market)

 photo DSC00511_zpswusuyhma.jpg(Farmer’s market)

 photo DSC00711_zpswyyifoxd.jpg(Baleias)

 photo DSC00753_zpsl0siej97.jpg(Pôr do Sol)

 photo DSC00805_zpslgujw5uz.jpg(Crocodilo albino no museu da ciência)

 photo DSC00818_zpshmmshluk.jpg(Borboleta no museu da ciência)

 photo DSC00849_zpsxhyhfrx8.jpg(Golden Gate Bridge)

 photo DSC00860_zpsi0ownwdc.jpg(Golden Gate Bridge)

 

(Mais fotos no próximo post sobre São Francisco)