#75/100 – 20 anos de Harry Potter

#100palavraspordia

 

Hoje não poderia falar de outra coisa. É um dia de celebração. É um dia que impactou a vida de tantos de nós.

 

20 anos de Harry Potter.

 

O primeiro livro foi lançado no Reino Unido a 26 de Junho de 1997. A versão portuguesa só chegaria a 14 de Outubro de 1999, tendo sido ainda nesse ano que a li pela primeira vez (nessa altura ainda não lia livros em inglês) e posso afirmar que essa leitura mudou, para sempre, a minha vida.

 

É difícil de explicar o mundo dos Potterheads a quem não o é. É algo que não tem comparação nem explicação possível. É algo que só acontece uma vez na vida e eu tenho bem noção da sorte que tenho por ter tido a oportunidade de crescer com estes livros a acompanharem-me. Quem viveu este mundo em tempo real tem mesmo uma sorte inacreditável. Eram os lançamentos de meia noite e as teorias, as especulações sobre o que aconteceria a seguir e o que significaria um qualquer detalhe – pois todos já sabíamos que todos os detalhes tinham um qualquer significado.

 

Não imagino como é que algo tão complexo, intrincado e cheio de significado saiu da mente de uma pessoa. Só pode, realmente, ser uma mente brilhante. Obrigada, J.K. Rowling, por tudo aquilo que nos deste.

 

Nunca nada se vai comparar ao Harry Potter. E sorte a nossa porque o pudemos experienciar.

 

Parabéns, Harry Potter. Parabéns J.K. Rowling.

 

harry-potter

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#74/100 – Resultados do questionário aos leitores

#100palavraspordia

 

Duas semanas depois de ter pedido aos meus leitores que respondessem a um questionário muito breve sobre este meu espaço, parece-me por bem dar por concluído o período de submissão de respostas. Muito obrigada a todos os que responderam, e se ainda não o fizeram vou, ainda assim, deixá-lo aberto, pelo que podem ainda enviar-me a vossa resposta aqui.

 

Consegui tirar algumas boas conclusões desta questionário e estou a pensar repetir o exercício, talvez daqui a mais uns três meses. Em traços gerais, consegui perceber que aquilo que as pessoas mais gostam e que gostavam de ver ainda mais passa por:

  • artigos sobre escrita
  • artigos sobre livros
  • relatos de viagens
  • artigos motivacionais e com estratégias detalhadas para o alcance de objetivos.

 

Isto deixa-me muito feliz porque são exatamente as coisas sobre as quais gosto de escrever, por isso a minha (ainda pequenina) comunidade de leitores parece estar muito bem alinhada com os meus conteúdos.

 

Algumas coisas que as pessoas que responderam ao questionário pediram mais e que anda não faço foram:

  • artigos sobre workshops e formações
  • mais imagens nos artigos
  • ficção

 

Esta última deixa-me cheia de medo, pois nunca partilhei a minha ficção. Já me passou pela cabeça escrever alguns contos para publicar no blog, mas a verdade é que nunca escrevi um conto e tenho dúvidas em relação à minha habilidade para o fazer. Mas provavelmente só saberei quando o tentar, pelo que esse vai permanecer como um dos meus projetos para o futuro.

 

Quanto a workshops e formações, é algo de que posso, definitivamente, falar mais aqui no blog. A verdade é que tenho feito muitas coisas e não me importo nada de partilhar com vocês mas informação sobre esses assuntos, se realmente for algo que queiram.

 

Em relação a mais imagens, é algo em que tenho de trabalhar, principalmente no que toca a fotografias minhas (tiradas por mim, não fotografias da minha pessoa!). Basicamente, as únicas fotografias minhas que aparecem por aqui são as que tiro em viagem. Sinto que ainda tenho muito para aprender no campo da fotografia e espero conseguir evoluir nos próximos tempos, de forma a conseguir popular o blog com mais fotos minhas. Se souberem de bons cursos/workshops de composição e/ou edição de fotografia, por favor partilhem comigo.

 

Mais uma vez, obrigada a todos pelas respostas!

 

 

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#73/100 – Projetos gigantescos

#100palavraspordia

 

Dividir tarefas muito grandes em passos mais pequenos e fazer um de cada vez, sem pensar nos seguintes. Porque para correres uma maratona não precisas de ver a meta, apenas os metros que estão à tua frente. Porque para conduzires à noite não precisas de ver a estrada toda, apenas a porção iluminada pelos teus faróis. E porque pensar em tudo o que ainda precisa de ser feito só pode gerar mais ansiedade.

 

Focar apenas no passo seguinte, na tarefa seguinte, na hora ou no dia que se segue. Quando essa tarefa e essa hora ou dia estiverem concluídos, então, e só então, avançar para os seguintes. Porque é essa a única forma de conseguir realizar projetos gigantescos sem desesperar, e mais ainda quando tudo depende de nós e quando tem de ser feito nos (poucos) tempos livres.

 

Tudo se faz.

 

 

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#72/100 – São João do Porto

#100palavraspordia

 

A família. Os amigos. As sardinhas (para mim apenas o cheiro delas). As febras. A broa e o pão. O caldo verde (com chouriço). Os balões (ou não) e os foguetes. O fogo de artifício. Os martelos e as marteladas. O alho porro. A cidade. As pessoas e as ruas. A música e os bailes. O caminhar da Ribeira até à Foz. O amanhecer na praia e os cachorros quentes.

 

E agora para gerar a polémica: gosto muito de Lisboa e até acho uma certa piada ao Santo António, mas não há nada (mesmo) como o São João no Porto!

 

 

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#71/100 – Duas coisas que percebi a fazer stand up paddle

#100palavraspordia

 

Hoje fiz stand up paddle pela primeira vez e, de forma semelhante ao que aconteceu com a caminhada até à cascata, houve também nesta atividade duas coisas interessantes em que reparei e que podem equiparar-se ao nosso percurso para alcançar objetivos de vida.

 

A primeira foi que é muito mais fácil continuar em movimento do que iniciar o movimento. É a inércia em ação. Fiz SUP num sítio lindíssimo e de vez em quando parava de remar para apreciar a paisagem. Quando depois queria retomar, precisava de aplicar mais força do que quando já me encontrava em movimento. Além disso, aqueles primeiros metros depois de estar parada eram sempre mais lentos do que se continuasse em permanente movimento. Também quando estamos a tentar atingir um determinado objetivo, é mais fácil continuar a trabalhar sempre e aproveitar a inércia ou o momento, em vez de trabalhar uma semana com toda a intensidade, depois estar um mês parado e sem fazer nada, para depois voltar a arrancar. Claro que não há mal nenhum em parar de vez em quando para descansar ou “apreciar a paisagem”, desde que essas paragens sejam bem planeadas de forma a que possamos realmente recuperar as forças e arrancar com mais força. Caso contrário, é simplesmente mais fácil continuar a dar no duro, todos os dias, sem parar. O nosso corpo habitua-se ao que quer que façamos repetidamente.

 

A segunda coisa que reparei foi que muito mais facilmente perdia o equilíbrio se começasse a olhar à volta ou tentasse olhar para trás. Por vezes tinha curiosidade em saber onde andava o R., quando era eu que ia à frente, mas nem me atrevia a olhar para trás para o procurar. Sei que manter o equilíbrio depende muito de manter o corpo numa posição fixa por um lado, e por outro lado do local onde focamos o nosso olhar. Da mesma forma, se estivermos a trabalhar para um determinado objetivo, perdermos tempo a olhar para o que os outros estão a fazer só nos vai prejudicar. Não só vamos perder tempo, como vamos tirar momentaneamente o foco do nosso próprio trabalho, perdendo, lá está, o momento, e mais rapidamente vamos começar a ficar para trás. Não importa onde os outros vão ou como estão a fazer o seu trabalho, se vão mais rápido ou mais lentamente, se estão a fazer da mesma forma ou de maneira diferente. O que importa é focarmo-nos nos nossos próprios objetivos e no nosso próprio trabalho. Tudo vai ficar mais fácil assim.

 

Metáforas à parte, adorei fazer SUP. Pensei que ia ser um bom treino de braços por causa do remo, mas revelou-se também um excelente treino de pernas e core pois toda a parte inferior bem como o core ficam em tensão para conseguirmos manter o equilíbrio. Gostei mesmo muito e adorava continuar a praticar. Tenho de descobrir onde o posso fazer em Lisboa.

 

 

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#70/100 – O Caminho é tão importante como o Destino

#100palavraspordia

 

Ontem andámos quilómetros para ver uma cascata. Estava calor, o caminho era íngreme, a diferença de altitude era brutal, e mesmo assim adorei fazê-lo. A cascata era linda. No entanto, tenha a certeza que se a única parte empolgante fosse apenas a cascata, não o teria feito. Não me teria sujeitado a horas de esforço apenas para estar uns minutos e ver uma cascata. Vejo aqui um paralelismo com qualquer objetivo que tracemos para nós próprios. Como já referi aqui, o caminho tem de, também ele, ser empolgante. Caso contrário, nunca resistiremos tempos suficiente para chegar ao destino. Eu adorei ver a cascata, mas também adoro caminhar. Gosto de andar no meio da natureza e adoro um bom desafio. Por isso, para mim, todo o caminho foi entusiasmante, e não apenas a chegada à cascata.

 

Eu não escrevo apenas para um dia ver um livro meu publicado. É óbvio que quero que isso aconteça, tal como ontem queria muito ver a cascata. Mas não escrevo exclusivamente para isso. Escrevo porque adoro escrever. Adoro o processo. Escrever livros dá muito trabalho e se me concentrasse apenas no objetivo final, tenho a sensação que já teria desistido há muito.

 

O que farias todos os dias e com prazer, mesmo que não tivesses a certeza que ias atingir o teu objetivo final?

 

cascata

 

 

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#69/100 – Vontade de conhecer o mundo

#100palavraspordia

 

Há lugares no mundo tão deslumbrantes e que me fascinam tanto. Há pessoas tão diferentes, que vivem vidas tão opostas à nossa. Caminhos que vale a pena percorrer, sítios que merecem dezenas de fotografias, e gente com quem só ganhamos em conversar. Cada vez tenho mais vontade de conhecer tanto do mundo quanto possível e quanto mais viajo mais me apetece viajar. Há ainda tanto para ver, para conhecer e para experimentar. É tão mais importante ter estas experiências do que ter “coisas”. Prefiro mesmo investir o meu dinheiro em conhecer mais do mundo, muito mais, e viver cada vez com menos coisas.

 

Sei que estes textos andam muito curtinhos, quase não passam das obrigatórias 100 palavras. Vai ser assim por mais uns dias, porque neste momento ando ocupada a viver a vida. Na próxima semana voltarei ao registo normal e aos textos mais longos.

 

 

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#68/100 – Gratidão

#100palavraspordia

 

Pelas minhas pessoas. Pelas mais próximas, as mais antigas e as mais novas. Por ter todo o apoio de que preciso, vindo de várias direções, de várias cidades, de várias formas. Por ter vários conjuntos de braços que me amparam e muitos ombros para chorar sempre que precisar. Por o mundo continuar a empurrar pessoas boas na minha direção. Por aqueles que realmente importam andarem sempre por perto e por outros se aproximarem mesmo quando menos espero. Por sentir, todos os dias, as energias positivas e o carinho daqueles que me querem bem. Por saber que vou ter sempre alguém para me ouvir, e algumas pessoas para me chamarem à razão. Por saber que posso arriscar tudo porque vou ter sempre quem me ajude a levantar e a curar todas as feridas. Por saber que com essas pessoas posso ser eu, mesmo quando tenho medo de o ser perante o mundo exterior, e mesmo quando mudo sem ninguém conseguir prever – nem mesmo os mais próximos.

Gratidão pela sorte que tenho de ser amada todos os dias. Gratidão pelas minhas pessoas.

 

 

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#67/100 – Como conseguir arriscar

#100palavraspordia

 

Ou a resposta à querida Lucie.

 

O primeiro passo tem de ser acreditar: acreditar que é possível, acreditar em ti, acreditar que o único desfecho possível é a coisa correr bem. Acreditar que és capaz de qualquer coisa que decidas fazer. Acreditar na tua força, nas tuas capacidades, no teu potencial. Acreditar que és capaz de reunir em ti tudo aquilo que precisas para seres bem sucedida.

Depois, não ter medo de falhar. Porque falhar significa que aprendeste algo novo. E falhar não implica deixar de acreditar, mas simplesmente continuar a acreditar que vai resultar nas próximas tentativas. Falhar tantas vezes quantas forem precisas até conseguires. Convenceres-te que falhar não diz nada sobre a pessoa que és, apenas diz que aquele não era o momento certo. Enquanto não acreditares em ti e não estiveres OK com a possibilidade de falhares, então sim, será muito difícil arriscar.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#66/100 – Ficar à espera?

#100palavraspordia

 

Vais ficar à espera que os teus sonhos te caiam no colo ou vais levantar-te e correr atrás deles? Sabes que se ficares sentadinho à espera, nada vai acontecer certo? Sabes que nunca te vais sentir preparado para começares, não sabes? Isso é só uma desculpa que arranjaste. Uma mentira que contas a ti próprio para justificares o facto de não estares a fazer nada. Se não deres o primeiro passo e te colocares numa posição desconfortável, tudo aquilo que realmente vale a pena vai continuar a passar-te ao lado. Não vai acontecer só porque sim, só porque tu achas que mereces. Se não fizeres a tua parte, o mundo vai continuar a ignorar-te. Então do que estás à espera? Faz a tua parte. Dá o primeiro passo. Eu sei que parece difícil, mas acredita que não é. E acredita que coisas boas vão acontecer.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)