#49/100 – Foca-te no processo

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No outro dia perguntaram-me se me sinto completamente realizada neste preciso momento. Respondi que sim. Eu sei que pode parecer estranho, para a pessoa que perguntou com certeza que pareceu, porque tenho tantos sonhos ainda por realizar. Mas a chave está definitivamente em desfrutar do processo e não nos focarmos apenas no destino. Sei que isto pode parecer cliché mas é porque é mesmo assim. Sim, eu sei que ainda não tenho livros publicados, por exemplo, mas sei também que estou a trabalhar para isso. Estou a dar tudo de mim e a fazer tudo o que está ao meu alcance para conseguir chegar lá. E neste momento, e em todos os passos do caminho, isso tem de ser suficiente para eu me sentir feliz e realizada. Se não me sentisse feliz agora, duvido muito que quando passasse a meta não estivesse já a pensar no objetivo seguinte. E é assim que as pessoas perdem a oportunidade de serem felizes: quando acreditam que só depois de chegarem a um determinado marco é que vão ser felizes. Isto é válido para todos os outros sonhos que tenho (e que são tantos).

 

Por isso foca-te no processo. Concentra todas as tuas forças em fazer o máximo que conseguires para chegar lá. Duvida sempre quando te dizem (mesmo que sejas tu a dizer a ti próprio) que só quando chegares ao destino é que vais conseguir ser feliz. Dá tudo por tudo, dá tudo de ti e transforma a certeza de que estás a fazê-lo na tua forma de seres feliz. Não vaciles, não penses que ainda te falta isto ou aquilo para te poderes sentir verdadeiramente realizado. Convence-te hoje – agora! – que se sabes o que queres e se estás a fazer tudo para o conseguires, então já és feliz.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#48/100 – Ler ou escrever?

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É esta, neste momento, a minha maior indecisão. Nos meus objetivos para este trimestre estavam coisas relacionadas com ambas as atividades: escrever 50% do rascunho em que ando a trabalhar, e também ler 10 livros (para compensar o atraso com que me encontro em relação ao objetivo total para este ano). Tendo em conta que já estou com atraso em relação ao plano iniciar que estabeleci para o rascunho em progresso e que nos dois primeiros meses do trimestre só vou conseguir ler 4 livros, não se avizinha nada de bom para estes dois objetivos. Sei que o meu primeiro instinto é deixar cair a leitura e apostar na escrita, mas custa-me. Custa-me mesmo muito porque sinto falta de conseguir ler mais. E este é um dos que se pode chamar problema de 1º mundo. Resta-me dar graças por isso e continuar a trabalhar para que sejam estes os meus maiores problemas.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

Conselhos que gostaria de ter recebido aos 20 anos

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(créditos da imagem: Stephan Vance)

 

Na sequência deste post da semana passada, achei curioso o facto de ter ouvido recentemente um episódio de um podcast que tem tudo a ver com o mesmo assunto e do qual gostava de falar aqui.

 

aqui contei que ouço muitos podcasts e um dos que falei é o Good Life Project, em que um dos episódios semanais consiste num texto motivacional ou numa reflexão. O episódio da semana passada teve um significado especial para mim, precisamente pelo que escrevi neste post.

 

Neste episódio, o autor, Jonathan, de 51 anos, reflete sobre os conselhos que daria a si próprio com 20 anos. A conclusão a que ele chega está, de uma certa forma, relacionada com as tais cinco coisas que eu apenas percebi depois dos 30 anos, e se calhar por ele próprio também ter descoberto certas coisas numa fase posterior da vida, acabaria por dar estes conselhos ao seu eu mais jovem. Eu não podia concordar mais com os conselhos que ele dá e também penso que se pudesse falar com o meu eu de 20 anos lhe faria o mesmo tipo de sugestões. E gostava mesmo que alguém me tivesse dado estes mesmos conselhos na altura (se bem que muito provavelmente acharia que essa pessoa era louca e não lhe teria dado ouvidos).

 

Ele começa por aconselhar as pessoas de 20 e poucos anos a não se focarem. Sugere que não definam à partida um objetivo no qual se focam exclusivamente, tentando ser muito bons apenas nessa coisa com a intenção de fazerem muito dinheiro com isso. Que não comecem, tão cedo na vida, a estreitar os seus horizontes. Pelo contrário, ele sugere que os expandam. Que experimentem. Experimentem muitas coisas, não com o objetivo de serem muito bons e bem sucedidos, mas com o único objetivo de reunirem o máximo de informação possível. Assim, ganharem conhecimento deverá ser o único motivo para tudo o que façam. Mas atenção: o tipo de conhecimento de que se está aqui a falar não é conhecimento teórico. Para isso existem escolas e faculdades. Aqui está-se apenas a falar de ganharem conhecimento sobre vocês próprios. O que gostam e o que não gostam, o que funciona para vocês e o que não funciona. Aquilo com que se dão bem e com que não se dão. Aquilo em que são bons e em que não são. Aquilo que acende a paixão dentro do vosso ser e aquilo que vos é totalmente indiferente.

 

Ele recomenda que nesse período os jovens façam três perguntas a eles próprios:

1 – Quem sou eu?

2 – O que importa para mim?

3 – Em que sou bom ou capaz de me tornar bom?

 

Trata-se de aproveitar os 20 e tais anos para executar o maior número de experiências possível, de forma a reunir informação para dar resposta a estas perguntas. Depois então podem focar-se em apenas uma coisa. E se adotarem esta estratégia, o mais provável é que no final deste período de experimentação já saibam exatamente o que querem (ou se por acaso já sabiam, podem conseguir a confirmação) e podem então avançar sem hesitações.

 

Para mim, esta estratégia traz duas vantagens. A primeira é que realmente aos 20 e poucos anos podemos ainda não nos conhecer suficientemente bem para estarmos a enveredar por um determinado caminho para o resto da vida. Depois temos adultos frustrados e que na realidade não gostam daquilo que fazem, mas que pensam que já não vão a tempo de enveredar por outros caminhos. Já acho estupidez suficiente termos de escolher um curso aos 18 anos, quando a realidade é que ainda não conhecemos nada do mundo nem da vida. Quanto mais passar quatro ou cinco anos na faculdade, ou seja, continuando a não conhecer nada do mundo real, e depois decidir o que se vai fazer para o resto da vida. Em primeiro lugar, é preciso que os jovens percebam que mesmo que façam um curso, não quer dizer que tenham de trabalhar nisso a vida toda. Depois, é também muito importante que compreendam que se decidirem fazer estes anos de experiências aos 20 e tais anos, quando chegarem aos 30 (ou até mais tarde) ainda vão muito a tempo de definirem o seu caminho.

 

A outra vantagem é que se olharmos para esta fase como um conjunto de experiências para reunir informação, automaticamente torna-se impossível falhar. Há algo que começas a fazer mas para o qual não tens jeito nenhum? Ainda bem que recolheste essa informação, agora já sabes que não é por esse caminho que deves enveredar. Há outra coisa para a qual até tens um certo jeito mas não gostas assim muito? Ainda bem que já o sabes mesmo sem teres investido anos da tua vida a perseguir essa carreira. Não te dás bem num determinado sítio do mundo ou com um certo tipo de pessoas? Então já sabes o que procurar e o que evitar no futuro. Todas estas são informações valiosas e descobriste-as sem nunca falhar, porque estavas apenas a reunir informação, não tinhas a intenção nem de ser excelente, nem de fazer aquilo para o resto da vida.

 

E agora o meu conselho para os jovens de 20 e tal anos (do alto dos meus 32 anos muito experientes…):

 

Não tenham pressa. Não tenham pressa de assentar nem de ser “bem-sucedidos”, seja lá o que isso for. Passem os vossos 20 e tais anos a fazer experiências, a conhecerem-se melhor, a conhecerem mais do mundo. Viagem muito, explorem, tenham trabalhos diferentes, em locais diferentes, com pessoas diferentes e em condições diferentes. Não vejam esses trabalhos como oportunidades para começarem logo a subir a escada corporativa e ganharem muito dinheiro e estatuto, mas como oportunidades para se conhecerem melhor e ficarem a saber exatamente aquilo que querem para a vossa vida.

 

Como costumo dizer, o mundo apresenta-nos infinitas possibilidades. Vão atrás delas, explorem as que acham que se adequam melhor a vocês, e só depois, quando tiverem reunido a informação necessária sobre a vossa pessoa, façam escolhas de vida. (Ou pelo menos para a meia dúzia de anos seguintes.)

 

E tu, que conselho gostavas de ter recebido aos 20 anos?

 

 

Se quiserem ouvir o episódio que referi, podem fazê-lo aqui.

#47/100 – Quinta do Bosque no Douro

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Hoje queria aproveitar este espaço para vos falar de um sítio maravilhoso onde estive este fim de semana.

 

A Quinta do Bosque fica em Mesão Frio, junto ao Douro e é um dos melhores alojamentos em que já fiquei. Trata-se de uma quinta com apenas quatro quartos, com um ambiente muito familiar e um atendimento para lá de excelente. Os quartos são extremamente confortáveis, dormi lindamente nas duas noites que lá fiquei, e estão muito bem decorados. As casas de banho são espaçosas e modernas, com produtos de qualidade, roupões e chinelos à disposição dos hóspedes.

 

A zona comum é também muito confortável. Há televisão, jogos, livros e um sem fim de revistas para desfolhar, a maior parte das quais focada em temas como arquitetura, decoração e viagens. Na cozinha, cada um pode servir-se de água, chá, café e bolo sempre que quiser e há uma lista de snacks que podem ser preparados na hora, depois do final do pequeno almoço e até às 19h. O pequeno almoço é servido das 9h às 11h, é caseiro e tem tudo o que possam querer, incluindo ovos preparados a pedido.

 

A zona exterior é deslumbrante, com uma boa piscina, mesa e cadeiras, bicicletas para usar à vontade e espaços para caminhar (se bem que como fizemos a caminhada do Douro Vinhateiro no domingo e decidimos descansar no sábado, acabámos por não ficar a conhecer todo o espaço da quinta, mas fica para a próxima).

 

No entanto, a melhor parte foi mesmo o atendimento. O Cristiano, com quem tivemos mais contacto, é extremamente atencioso, com uma preocupação enorme pelo bem estar dos hóspedes. Desde recomendações de sítios para jantar, ajuda com a bagagem, ir à piscina levar uma limonada a meio da tarde só porque sim (e até me fez uma sem açúcar quando pedi), senti que podia ficar ali dias a fio sem que me faltasse nada. No dia da corrida/caminhada do Douro Vinhateiro, até anteciparam o pequeno almoço para as 7h de forma a que os vários hóspedes que iam participar nas provas pudessem comer bem antes de saírem para a Régua.

 

Se algum dia forem para a zona do Douro, recomendo mesmo que visitem e fiquem nesta quinta. Eu espero poder lá voltar e ficar mais tempo.

 

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#46/100 – Como reconhecer o ponto de fratura?

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Como é que pudemos saber se estamos a ser demasiado exigentes connosco próprios?

 

Eu gosto de me desafiar a mim própria. Normalmente, quando digo a mim própria que vou fazer algo, seja atingir um determinado objetivo até ao dia X ou fazer algo todos os dias durante X dias, é o suficiente para ter a certeza que o vou cumprir. Penso que vem de um forte sentido de compromisso comigo própria mas também daquele medo de falhar. Porque mesmo que seja um compromisso que apenas assumi comigo própria, saber que não o fiz representa para mim um fracasso. Mesmo que mais ninguém saiba e que seja um fracasso só perante eu mesma.

 

Como eu sei que este tipo de compromissos é bastante eficaz, acabo por fazê-lo com frequência. Seja escrever um post no blog com pelo menos 100 palavras durante 100 dias – enquanto também tento manter outros posts interessantes e mais longos no blog, – escrever um livro inteiro em apenas 70 dias, ler X livros em poucos meses, voltar a treinar pelo menos duas vezes por semana, fazer uma pós-graduação (e mais uns cursos online pelo meio), ou comer melhor, fazer mais caminhadas, deitar-me mais cedo, ser mais consistente na meditação e na organização da casa. São tudo coisas com que me comprometo. Sem esquecer que também me comprometi há uns anos com ter um emprego a tempo inteiro.

 

Pensando agora bem nisto, desde que este blog existe que alguns destes compromissos deixaram de ser apenas comigo própria, mas isso agora não interessa nada.

 

A minha pergunta é: quando é que isto tudo se torna demasiado? Não sei. Sinceramente, acho que ainda não estou lá, mas acho que também já não estou muito longe. Como alguém já me disse uma vez, “toughen up, buttercup!” Tudo se faz.

 

P.S. Se vieram com esperança de encontrar uma resposta à pergunta do título do post, lamento mas eu própria também não a conheço. Se a encontrar, podem ficar descansados que partilho.

 

P.P.S. Não me estou a queixar. Como expliquei, tudo isto (ou quase) são compromissos comigo própria, por isso faço porque quero fazer e se sentir que estou perto do ponto de fratura, basta deixar cair alguns. (Agora, quais!? Hum…)

 

 

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#45/100 – Conhecer pessoas extraordinárias

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Às vezes acontecem coisas que mudam um bocadinho mais a tua forma de ver o mundo. Ontem foi mais um desses dias. O que percebo é que quanto mais abertos estamos a novas ideias e pontos de vista, mais estes acontecimentos se dão. Porque quando eles acontecem, é preciso que te deixes impactar por eles. Se tiveres uma mente fechada, pode acontecer de tudo à tua volta que nada vai mudar a tua forma de ser nem de ver o mundo. É preciso que estejamos recetivos, que nos deixemos afetar, que permitamos que as coisas e as pessoas nos toquem. É preciso que estejamos atentos e que percebamos quando à nossa frente está uma pessoa com garra, atitude, força de vontade e que sabe o que quer. Mesmo que essa pessoa seja um miúdo de 19 anos que tem a cabeça no sítio certo. Isto também faz parte de um mindset de crescimento. Aceitar que há pessoas que estão mais à frente do que tu e deixar que eles sejam uma influência positiva para ti. Continuar a evoluir todos os dias é também olhar para os outros e perceber como eles podem ajudar no teu crescimento. E é um privilégio ter a oportunidade de conhecer certas pessoas extraordinárias.

 

 

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Viagem Sudeste Asiático – Parte I – Cambodja

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Em Janeiro e Fevereiro deste ano fizemos mais uma daquelas viagens que pode ser considerada a viagem de uma vida. Era um destino que não estava propriamente no meu top 5, mas figurava algures no meu top 10. No entanto, as mais variadas circunstâncias da vida ditaram que aquele fosse o destino ideal para o início de 2017.

 

Acabou por ser uma viagem incrível de 3 semanas no Sudeste Asiático, entre o Cambodja e o Vietname. Culturas completamente diferentes da nossa mas que nos permitem ter uma nova perspectiva de vida.

 

Nesta primeira parte vou falar-vos dos seis dias que passámos no Cambodja.

 

A primeira cidade que visitámos foi Pnhom Penh, a capital do Cambodja. Só ficámos aqui um dia e meio e a cidade não é muito interessante. Muito movimentada, é a cidade mais modernizada do país e não tem atrações de grande interesse. Ainda por cima, no nosso segundo dia era feriado nacional, por isso estava tudo fechado. Passeámos um pouco na rua e visitámos o mercado, onde almoçámos e que foi a parte mais interessante.

 

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Na tarde do segundo dia apanhámos um autocarro para Siem Reap. Apesar de ser a cidade mais turística por ser a que fica mais perto dos grandes templos de Angkor, gostei bastante do ambiente. Ficámos num hotel fantástico, um bocadinho afastado do centro, o que foi ótimos pois permitiu fugir da confusão sempre que queríamos, e que tinha acabado de abrir, por isso estava novo em folha. Cada quarto ficava numa pequena cabana isolada e o lobby do hotel era ao ar livre. A piscina também era maravilhosa.

 

Aproveitámos dois dos dias para visitar os templos, incluindo ver o nascer do sol em Angkor Wat no segundo dia. Para dizer a verdade, gostei de ver os tempos mas foi um pouco anti-climático, como acho que acontece na maior parte destes grandes monumentos por todo o mundo. Muita gente, mesmo muita, a maior parte mais preocupada em tirar fotografias do que desfrutar do ambiente e dos monumentos (também tirei fotos, claro, mas tirava uma ou duas e depois tentava aproveitar o momento). Além do muito calor que se tornava cansativo e nos “obrigava” a voltar para o hotel relativamente cedo para nos refrescarmos na piscina (o que também não era mau, diga-se!).

 

No último dia tivemos uma das melhores experiências de toda a viagem. Fomos fazer a food tour mais famosa de Siem Reap. Não é uma atividade propriamente barata mas devo dizer-vos que vale muito a pena. O guia é o Steven, que é escocês e era chef antes de se mudar para Siem Reap e começar a food tour com a Lina. Fizemos a Morning Tour e fomos tomar o pequeno almoço – noodles e ice coffee – seguido de uma visita ao mercado – onde provei formigas! – e uma visita aos arredores da cidade, onde visitámos uma família que trabalha a cana de açúcar e outra produtora de noodles de arroz. Depois parámos para almoçar no caminho de volta para a cidade – noodles mais uma vez. Foi fantástico visitar sítios onde nunca teríamos ido se não fosse com ele e ouvi-lo a falar do Cambodja e da sua mudança de vida desde que saiu da Escócia e decidiu começar esta nova atividade.

 

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As visitas a estas duas famílias dos arredores de Siem Reap permitiram-me ter uma visão diferente em relação à realidade destas pessoas durante todo o resto da viagem – e, mais importante, durante todo o resto da minha vida. Estas são países muito pobres, onde as pessoas sobrevivem, muitas vezes, como poucos dólares por mês, e isso é algo que sempre me fez muita confusão. Pensava muitas vezes em porque tive eu a sorte de nascer num país como este e aquelas pessoas, principalmente as crianças, não. Via crianças nas ruas e pensava que poderiam até ter um enorme potencial e serem adultos de sucesso mas que por terem nascido naquela realidade, era pouco provável que o conseguissem concretizar. Ver estas famílias, que plantam arroz nas traseiras das suas casas (cabanas) e que tratam o arroz nos seus próprios pátios para fazer noodles e vender ou, muitas vezes, para trocar por outros bens, e que muitas vezes nunca foram para além do fundo da sua rua, são mesmo felizes assim. Vive toda uma família por baixo do mesmo teto, estão lá uns para os outros, mandam as crianças para a escola até poderem começar a ajudar em casa, e são felizes. E não há porque não ser feliz assim. São realidades diferentes, e talvez devêssemos ser nós a aprender alguma coisa com eles e a perceber que a vida pode ser muito mais simples e que desde que as coisas importantes estejam lá – família, carinho, um teto e alguma comida – então podemos ser felizes.

 

Gostei muito do Cambodja e gostava de um dia regressar para visitar sítios mais afastados das principais cidades. Depois fomos para o Norte do Vietnam, onde visitámos Hanoi, Halong Bay e Sapa, mas isso fica para outro post.

#44/100 – Rir à gargalhada com o John Green

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Já falei aqui várias vezes em podcasts. Adoro ouvir podcasts nas mais variadas ocasiões e há várias motivos que me fazem acompanhar de um determinado podcast. Há podcasts que ouço para aprender a escrever melhor. Há outros que ouço para aprender coisas sobre saúde e nutrição. De outros gosto porque são motivacionais ou inspiradores. Mas há um podcast que ouço só para rir à gargalhada.

 

Chama-se Dear Hank and John e se estiverem à procura de um podcast divertido esta seria a minha primeira recomendação.

 

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Já falei aqui deste podcast em particular mas queria agora dizer que cada vez gosto mais de ouvir estes dois irmãos e da sua boa-disposição. Quanto ao título deste post é porque realmente acho o John mais divertido do que o Hank, apesar de o programa só funcionar mesmo com os dois juntos.

 

Algum background para quem não conhece. O Jonh Green escreve livros contemporâneos juvenis, como os bem conhecidos A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel, À Procura de Alaska ou O Teorema de Katherine. No início de 2006, o John e o seu irmão, Hank, iniciaram um projeto intitulado Brotherhood 2.0 que consistia em deixarem de falar por escrito (e-mail ou SMS) durante um ano e apenas comunicarem diariamente através de vlogs. Os vlogs eram colocados no Youtube e eles foram ganhando cada vez mais seguidores. No final do ano e do projeto anunciaram que iam continuar com os vlogs, que até hoje continuam a colocar no Youtube duas vezes por semana (terças e sextas). São vídeos curtos de 3 a 5 minutos e muito divertidos (mais uma vez, gosto mais dos do John do que do Hank). Desde o início deste projeto, os irmão já iniciaram inúmeros outros nas mais variadas áreas, desde o Project for Awesome e o VidCon, passando por outros canais do Youtube, como Crash Course, SciShow ou How to Adult, e claro, o podcast Dear Hank and John.

 

No podcast eles respondem a perguntas dos ouvintes, entre outras rubricas (short poem, news from Mars e AFC Wimbledon) e a melhor parte é que conseguem ser realmente engraçados tanto quando falam de tópicos completamente ridículos como de tópicos muito relevantes e importantes na sociedade dos nossos dias.

 

Honestamente, já li dois livros do John Green e não os achei tão espetaculares como a maior parte das pessoas, mas adoro o homem e acho-o genuinamente engraçado. Há até vídeos em que ele fala da sua perturbação obsessivo-compulsiva e ainda assim consegue ser engraçado. O vídeo em baixo é um bom exemplo do humor do John, mostrando, ao mesmo tempo, os tipo de projetos em que estes dois irmãos costumam trabalhar:

 

 

Isto para avisar que se passarem por mim na rua e eu for com phones nos ouvidos e a rir à gargalhada, já sabem que podcast estou a ouvir. E depois disto tudo, espero ter despertado o vosso interesse para irem fazer uma visita ao canal dos vlogbrothers (no caso de ainda não conhecerem) ou experimentarem um episódio do podcast.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#43/100 – Sobre isto de escrever todos os dias

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Disse aqui que não ia escrever mais textos dentro deste desafio sobre o próprio desafio mas estou a abrir aqui uma exceção. Para relembrar que a ideia do desafio é escrever todos os dias e, por isso mesmo, todos os textos que surgem neste desafio foram escritos no próprio dia. Os restantes posts do blog são quase sempre trabalhados com antecedência e agendados, mas estes não. É mesmo o que sai no momento, porque a ideia é mesmo essa. Isto não ajuda apenas a cultivar o hábito de escrever todos os dias (que por acaso já tinha) como pode demonstrar a nós próprios que conseguimos ter algo para dizer todos os dias (salvo raras exceções).

 

Mais ou menos dentro do mesmo tópico, posso dizer também que hoje é o dia número 13 da escrita do meu segundo manuscrito e que, tal como no desafio, quando começo um novo projeto também escrevo todos os dias. Para continuar a fazer progressos, mesmo que pequenos, mas também porque gosto de me embrenhar na história e levá-la até ao fim sem pausas. Há dias em que custa mais, mas pelo menos 100 palavras são sempre possíveis (o dia mais fraco até agora teve 111 palavras escritas) e permite manter uma corrente sem quebras de dias em que aquela atividade foi executada, espelhando a já famosa técnica de produtividade do Jerry Seinfeld. Quando mais longa se torna essa corrente, menos vontade vamos ter de a quebrar.

 

Resumindo, para quem ainda tem dúvidas, é mesmo possível escrever todos os dias (até é possível fazê-lo em duas frentes).

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

#42/100 – Vou passar a treinar de manhã

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Hoje experimentei ir ao ginásio às 6h da manhã e foi a melhor coisa que podia ter feito.

 

Algum contexto: fiz isto porque mudei de ginásio, para um que efetivamente abre às 6h da manhã (o anterior abria apenas às 7h) e que é também mais perto de casa. Chego lá em 5 minutos. Tendo em conta que neste momento os meus treinos duram 50 minutos e que estou tão perto que preferi vir tomar banho a casa, isto quer dizer que entre sair de casa e voltar a entrar passou-se pouco mais de uma hora. Por isso às 7h já estava a chegar, para tomar banho, fazer e tomar o pequeno almoço e sair para trabalhar.

 

Eu, que quase sempre fui ao ginásio ao final da tarde, vi várias vantagens nesta estratégia:

– o treino fica logo despachado e não tenho de pensar mais no assunto ao longo do dia.

– o ginásio está praticamente vazio. A sério, a sala de musculação é gigante e deviam estar lá umas 8 ou 10 pessoas. Que maravilha e que tranquilidade!

– ao final da tarde tenho tempo para fazer o que me apetecer, o que agora no Verão é ainda mais atrativo.

 

Gostei mesmo desta nova estratégia e vou mantê-la daqui para a frente. Claro que só funciona para quem conseguir treinar em jejum, mas não rejeitem à partida essa possibilidade sem antes experimentarem.

 

De vez em quando é tão bom mudar os nossos hábitos e descobrir formas diferentes de fazer as coisas. Mente sempre aberta a novas possibilidades.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)