#18/100 – Mindset é tudo

 

Apesar de por vezes não parecer, é tão mais fácil criar hábitos do que tomar decisões conscientes. Criar hábitos e modificar a nossa identidade individual (aquilo que lá no fundo acreditamos que somos) pode muito bem ser a chave para muitos dos nossos problemas. Quando consegues realmente criar um hábito e, ao mesmo tempo, modificar a tua identidade individual de forma a que ela incorpore esse hábito, automaticamente transformas-te noutra pessoa e o processo de tomar aquela decisão todos os dias deixa de fazer parte de equação.

 

Rápido exemplo: quando tu deixas de ser a pessoa que está a tentar escrever um livro e que quando tem tempo decide fazê-lo (ou não), e em vez disso passas a ser a pessoa que escreve todos os dias, aconteça o que acontecer, independentemente de te apetecer ou não e nem que sejam apenas 100 palavras, ao fim de uns meses vais inevitavelmente acabar com um livro escrito. Ponto. Nem sequer existe alternativa. Desde que continues a colocar as 100 palavras de cada dia à frente das 100 palavras do dia anterior. Tu simplesmente ÉS a pessoa que escrever todos os dias. Não é algo que estás a tentar, nem que fazes se conseguires, se der, se tiveres tempo, e se estiveres com cabeça para o fazer.

 

E o mais fantástico no meio disto tudo é que o podes aplicar a qualquer coisa que decidas fazer. Queres comer melhor? Queres começar a correr ou a ir ao ginásio? Queres ler mais? Queres acordar mais cedo? Queres aprender uma coisa nova? Queres o que quer que seja? É possível. É apenas uma questão de mindset. E cada vez mais acredito que mindset é tudo.

 

 

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#17/100 – Confia em ti

 

Quando te apercebes das infinitas possibilidades que o mundo oferece, tudo muda. Quando passas a acreditar que tudo é possível e que o que te trouxe até aqui pode levar-te até onde quiseres, que podes viver a vida que quiseres, que só depende de ti e que tudo começa no teu mindset, só então começas a ver a vida (e o mundo e a ti) por inteiro. Quando decides que apenas tu controlas a tua vida, e não apenas isso mas mais importante ainda, que apenas tu controlas a tua perceção do mundo exterior. Quando te libertas de paradigmas, de ideias pré-concebidas sobre aquilo que a tua vida deve ser. Quando percebes que não tens de fazer a vontade aos outros mas apenas e só a ti próprio. Quando começas a dar os pequenos passos que te vão levar àquele lugar com que tanto sonhas. Mesmo que ao princípio sejam só passinhos pequeninos e um de cada vez. Quando isso acontece ficas livre, leve e solto. Ficas feliz e tudo parece fazer sentido. As peças encaixam no lugar certo e a cada dia que passa mais te vais libertando das amarras que te prendiam à tua realidade anterior. O mundo muda. Tu mudas. A tua vida vai mudando. E aqueles que mais bem te querem começam a mudar contigo. Os outros não importam, nunca importam e nunca te vão fazer desistir. Só tens de confiar em ti.

 

 

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#16/100 – Aviso: lamechices à frente

 

Hoje vou fugir um pouco do registo habitual e vou ser um bocadinho lamechas (mas só mesmo um bocadinho, porque isto hoje vai ser curto). Isto porque hoje vou ver, em carne e osso, e pela primeira vez em pouco mais de dois meses e meio, o amor da minha vida. E não imaginam como estou feliz! Apesar de já termos passado por um grande historial e uma grande variedade de períodos de relação à distância, desta vez não foi fácil (sete meses, com duas visitas pelo meio) e mal posso acreditar que já acabou! Por isso hoje só quero dizer que estou feliz, muito feliz. E não é preciso dizer mais nada (até porque já atingi as 100 palavras).

 

 

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#15/100 – O silêncio

 

Há uns dias li este post da Marta e fiquei com imensa vontade de fazer uma coisa deste género. Já umas semanas antes também a Joana me falou de algo semelhante mas de mais curta duração e aqui mesmo em Portugal e já tinha ficado a pensar no assunto. Um retiro deste género é mesmo a minha cara e acho que neste momento particular da minha vida ia fazer-me mesmo bem. Entretanto, já falei com algumas pessoas sobre o assunto e a maior parte delas não compreende porque se decide fazer coisas deste estilo. A grande maioria das pessoas reage com afirmações do tipo “Não gosto do silêncio”, “sou incapaz de estar 5 minutos calada, quanto mais 10 dias”, “não consigo estar quieta nem calada”, “não gosto de perder tempo e pensar em mim própria”. Para mim, nenhuma destas afirmações faz sentido (o silêncio é tão bom) mas muito menos a última. “Perder tempo a pensar em mim”? Pensar em mim é um enorme investimento de tempo, é o que me permite perceber quem sou e porque atuo ou reajo de certas formas, o que quero para mim e para o meu futuro. É o que me leva a ter ideias, e que bom que é ter ideias. Gosto muito de estar com pessoas, mas também gosto muito de estar sozinha, sempre gostei, e acredito que passarmos tempo apenas com nós próprios é imprescindível para conseguirmos ter um auto-conhecimento que nos permita crescer e avançar na direção dos nossos sonhos.

 

 

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#14/100 – Infinitas possibilidades

 

Às vezes pergunto-me porque é que faço isto. Porque decidi escrever, quer seja ficção ou neste blog, e porque continuo a fazê-lo. E só consigo pensar numa resposta: porque não consigo não o fazer. Já não consigo.

 

E é curioso a maneira como as coisas (as pessoas) mudam. Quando aqui há uns tempos só conseguia pensar “O quê!? Eu, escritora? Não, devo andar enganada.” e hoje só consigo pensar “Eu, escritora? Claro que sim, como não!?”

 

E é bom tomar consciência destas mudanças porque se é possível mudarmos assim, tão significativamente, então que outras coisas seremos capazes de mudar?

 

E aí abrem-se infinitas possibilidades.

 

(e hoje fico mesmo por aqui já que tive aquele que foi provavelmente o dia mais cansativo dos últimos meses)

 

 

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#13/100 – Viagens de trabalho

 

Viagens de trabalho. Essa coisa que no início é maravilhosa mas depois começa a cansar. São ótimas quando consegues acoplar uns dias de férias e até aproveitas para ficar a conhecer o local para onde vais e para descansar um pouco. Caso contrário, são uma chatice. Vais e voltas e as únicas coisas que vês são o hotel, o sítio onde vais trabalhar (empresa, centro de congressos, ou por vezes até só o tal hotel) e um ou outro restaurante. Vais com pessoas com as quais não estás completamente à vontade, por vezes mesmo chefes com quem tens de ser formal. Com sorte ainda vais ter de fazer uma apresentação em público ou ter uma reunião importante e andas em stress até despachar a coisa.

 

Mas como o que se pretende é tender cada vez mais para uma prática regular de atitude positiva, vamos lá ver também as aspetos positivos. Passas mais tempos com os colegas (e mesmo com o tal chefe) por isso tens a oportunidade de criar laços mais fortes que mais tarde podem ser importantes. Andas a tentar aprender a lidar com o stress e por isso não te passas tanto como é habitual quando te pedem alterações ou coisas adicionais em cima da hora. Pões-te à prova preparando a dita apresentação ou reunião o melhor que podes e depois fazes um brilharete na hora da verdade. Aproveitas os jantares com as tais pessoas com quem não estás tão à vontade para as conheceres melhor. Nesses jantares não falas de trabalho nem da apresentação do dia seguinte, mas de livros, filmes, música e viagens. Quando regressas voltas para quem gosta de ti e com quem consegues estar completa a totalmente à vontade. E a primeira coisa que fazes é dar um abraço muito forte

 

 

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#12/100 – Fazer o que tem de ser feito

 

Sabes quando tens de fazer algo que não te apetece mesmo nada? É a última coisa que queres fazer, mas sabes que tem mesmo de ser, não há alternativa nenhuma, por muito que gostasses que houvesse.

 

O que fazes quando isso te acontece?

1 – Tentas abstrair-te o melhor que consegues e simplesmente ir em frente.

2 – Tentas listar todos os aspetos positivos de fazer o que tem de ser feito.

3 – Tentas arranjar formas de tornar aquele sacrifício algo melhor.

4 – Tentas arranjar uma forma de te recompensares depois de fazeres o que tem de ser feito.

5 – Todas as anteriores.

 

Aquilo que não fazes é martirizar-te por teres de fazer essa coisa ou lamentar-te pelo enorme azar que tens e porque estas coisas só te acontecem a ti. Eu vou seguir com a opção 5.

 

(e não, não estou a falar de ter de escrever este texto para este desafio)

 

 

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O meu ritual matinal do momento

(créditos da imagem: Annie Spratt)

 

 

aqui falei sobre a importância de ter um ritual matinal intencional. Hoje venho falar-vos do meu ritual matinal atual, na esperança de vos inspirar a implementarem um também, caso ainda não o façam.

 

Falo em ritual matinal “do momento” porque a verdade é que ele muda várias vezes. Nem sempre as mesmas coisas nos fazem sentido, conforme o sítio onde estamos nas nossas vidas, e por isso é importante irmos adaptando o nosso ritual conforme aquilo que faça mais sentido no momento.

 

O ritual que pratico neste momento tem uma duração de cerca de uma hora. Não quero com isto desmotivar ninguém, nem que pensem que se não têm uma hora de manhã então não podem ter um ritual intencional. Como expliquei no passado, podem começar com algo tão simples como 5 ou 10 minutos e depois ir aumentando gradualmente (se assim o quiserem). Para quem nunca teve uma prática deste género, pode mesmo ser contraproducente começarem com algo muito complexo porque vão desmotivar logo na primeira vez que não o consigam cumprir e o mais provável é ao fim de uma semana já não sentirem vontade de o fazer. Por isso, convém mesmo começarem com algo muito simples para trabalharem primeiro na implementação do hábito (já sabem, pelo menos 21 dias) e depois então irem trabalhando para construir algo mais completo e que faça sentido para vocês.

 

Isto é simplesmente aquilo que funciona para mim neste momento. Não quer dizer que vá continuar assim para sempre – aliás, não vai porque estamos em constante mudança e também o ritual matinal se deve adaptar à nossa realidade. Não me admirava nada se daqui a uma semana o meu ritual já fosse algo diferente. Não tenho problemas nenhuns em mudá-lo sempre que sentir que faz sentido, até encontrar aquilo que funciona para mim no momento.

 

Mas vamos a isto, o meu ritual matinal neste momento consiste nas seguintes atividades:

 

1 – Banho de água fria

Pronto, devem estar já a pensar que eu sou maluca. É, sou um bocado. Mas não é o facto de tomar banhos de água fria que comprova isso, hão de ser outras coisas.

 

Para quem não sabe, os banhos de água fria trazem vários benefícios, sendo alguns deles:

 

Ajuda a acordar e dá energia

Alguém consegue imaginar tomar um banho de água fria logo de manhã e mesmo assim continuar cheio do sono? Não, pois não? A verdade é que sendo esta a primeira coisa que faço depois de sair de uma cama quentinha, a coisa torna-se ainda mais difícil. O corpo está quente, a tendência para continuar em modo “devagar” é grande, e por isso a melhor estratégia para acordar, mas acordar mesmo, é esta. Não há a menor possibilidade de se continuar molengão depois de um banho destes.

 

Melhora a imunidade

Aparentemente contribui para o aumento do número de glóbulos brancos.

 

Melhora a circulação

Com o frio repentino, o coração vai começar a bombear mais sangue para aquecer os membros, por isso há um boost automático da circulação logo de manhã.

 

Ajuda na perda de gordura

Está também demonstrado que banhos de água fria ativam a gordura castanha. Ah pois é, não sabiam que temos gordura branca e castanha, pois não? É verdade, e esta gordura castanha é considerada a gordura “boa” pois tem uma função muito importante: regular a temperatura do corpo. É por isso que ao tomarmos banhos de água fria estamos a ativar este tipo de gordura, pois ela vai entrar em funcionamento para tentar aquecer o nosso corpo. E como é que ela faz isso? Ora nem mais, transformando calorias em calor (esta frase não está cientificamente muito correta mas percebem a ideia).

 

Trabalha a força de vontade

Convenhamos, é precisa muita força de vontade para se tomar um banho de água fria todos os dias logo de manhã. E continuar a fazê-lo mesmo não sendo a coisa mais agradável deste mundo ajuda-nos a trabalhar a força de vontade. Pensem assim: se conseguem sair de uma cama queintinha e meterem-se logo de baixo de água fria por uns minutos, então há poucas coisas para as quais possam não ter força de vontade.

 

Melhora a resiliência e a capacidade de relativizar

Sejamos honestos, muito práticos e objetivos: é apenas água fria. Mais nada. Não vamos morrer, não nos faz mal, não nos vai fazer ficar doentes, nem sequer magoa. É apenas ligeiramente desconfortável e são só uns minutos. O que é o pior que pode acontecer? Sentirmos um bocadinho de frio? Estarmos desconfortáveis durante 5 minutos? Darmos um berro e os vizinhos acharem que somos malucos? (não que isso já tenha acontecido…) E querem saber a melhor parte? Depois de algo que custa vem sempre a recompensa, porque vestir uma camisola quentinha logo a seguir ao banho de água fria é das sensações mais reconfortantes que há.

 

Para além disto tudo, ainda ajuda a recuperar músculos doridos, alivia o stress e a depressão e também é bom para a pele e para o cabelo.

 

E se depois de conhecerem estes benefícios todos vocês também não ficaram convencidos a tomar banhos de água fria todos os dias logo de manhã, então não sei, desisto.

 

Agora chegou a hora do confessionário: eu ainda começo este banho com a água muito ligeiramente morna, caso contrário demoro uns 2 ou 3 minutos só a ganhar coragem para saltar para baixo da água e ninguém tem tempo para isso. Depois é que vou, as pouquinhos, pondo a água cada vez mais fria. Não há problema nenhum, é apenas uma fase de adaptação e eu sou a primeira a dizer que para criar um novo hábito é sempre melhor começar devagar e ir progredindo. Mas a ideia é eventualmente não precisar destes segundos de adaptação e começar logo com a água fria. Comecei a implementar este hábito há cerca de duas semanas e quis desistir logo no primeiro dia, mas a verdade é que está a tornar-se cada vez mais fácil e não me parece que vá parar tão cedo. A minha esperança é que quando chegar o Inverno esteja já tão habituada que consiga continuar a fazê-lo.

 

2 – Água morna com limão

Aqui penso que não preciso de entrar em grandes explicações, de certeza que todos já leram um artigo (ou dez) sobre os benefícios da água morna com limão logo de manhã. Mal não fará e sabe-me bem, por isso faço-o todos os dias (ou quase, às vezes lá acontece deixar acabar os limões).

 

3 – Escrita livre

Ou free writing. Esta é também uma atividade que comecei há pouco tempo, uns três ou quatro meses. É algo que deve ser feito logo de manhã, quando a nossa mente ainda não teve tempo de pensar em muitas coisas e a ideia é escrever sem pensar, simplesmente deixar fluir. Escrever sem parar, tudo o que nos vem à cabeça. Não corrigir erros nem typos, não parar, e não pensar que vai sair dali algo de jeito. Estes textos não são para publicar em lado nenhum, são pura e simplesmente para nós e especialmente para nos ajudar a explorar a nossa mente. É muito semelhante ao conceito de Morning Pages da Julia Cameron, especialista em criatividade, mas segundo as instruções dela, deverão ser escritas três páginas, coisa que eu não faço, escrevo apenas por 5 minutos ou pouco mais. Ainda não consegui perceber se para mim é melhor escrever à mão ou no computador. Já tentei os dois e neste momento escrevo no computador com a cor da fonte formatada para branco para nem sequer olhar para aquilo que estou a escrever. Mas acho que vou voltar a tentar escrever à mão para ver se noto diferença.

 

4 – Gratidão e foco

Escrever, todos os dias, três coisas pelas quais me sinto agradecida. De preferência coisas simples. Ou seja, todos os dias me sinto agradecida pela minha família, pela minha casa, pelo meu emprego, por viver num país desenvolvido, etc. A ideia é ir buscar coisas menos óbvias e mais pequenas, mais simples. Está comprovado que o ato da gratidão nos ajuda a ser mais felizes e a ter uma atitude mais positiva. Para além disso, escrever também qual o principal foco para esse dia.

 

5 – Reflexão

Aqui incluo apenas a leitura de um ou dois textos motivadores ou que me façam pensar. Leio sempre o texto do livro Daily Stoic para esse dia, como já expliquei aqui, e por vezes leio um texto do às nove no meu livro.

 

6 – Meditação

5 minutos de meditação é onde estou atualmente. Não consigo ainda fazer mais tempo do que isso, mas é um work in progress. Há tantos artigos sobre meditação que me parece desnecessário estar para aqui a falar sobre os benefícios. É algo que tento fazer regularmente apesar de nem todos os dias me apetecer. Também já me aconteceu estar a trabalhar e sentir necessidade de parar uns segundos, um minuto que seja, apenas para respirar, o que também pode ser considerado uma espécie de meditação. Sei que muitas pessoas se sentem intimidadas pela ideia da meditação, mas não é mesmo nada de muito complicado. Tentem e não se preocupem se a vossa mente começar a divagar pelos mais variados sítios. Tentem apenas voltar ao nada, ou então, se a vossa mente acabar por divagar para um sítio mesmo interessante, explorem isso se vos apetecer. Já ouvi falar de pessoas que meditam com um bloco de notas ao lado para, se surgir alguma coisa importante ou interessante nas suas mentes, apontarem de imediato e não esquecerem, podendo regressar à meditação logo de seguida.

 

7 – Visualização

5 minutos de visualização. Hei de escrever um texto mais longo sobre o poder da visualização, se tiverem interesse.

 

8 – Leitura

Completo o resto da hora com tempo de leitura. Ultimamente ando mais voltada para livros de não-ficção, que nunca foram muito a minha praia, mas recentemente decidi ler ficção à noite e não-ficção de manhã, porque não estando na cama e quase a adormecer, dá-me mais jeito tirar notas e consigo estar mais concentrada. Há tantas coisas que quero aprender e tantos livros interessantes que quero ler, que vou mesmo começar a investir mais tempo em não-ficção.

 

 

Depois disto normalmente vou fazer o meu café (french press, duas chávenas, uma para beber na hora e outra para levar para o trabalho na termos), o que me leva uns 10 ou 15 minutos, e fico com cerca de uma hora e meia para trabalhar nos meus projetos de escrita. 15 minutos antes de ter de sair para o trabalho vou mudar de roupa, lavar os dentes, preparar a marmita e o saco do ginásio nos dias em que preciso dele. Para fazer tudo isto tenho acordado às 5:30.

 

Sempre gostei de acordar cedo, mas antes fazia-o apenas para ter tempo para mim e para as minhas coisas (aka, livros e séries). Hoje faço-o para começar o dia de uma forma intencional e para trabalhar em projetos que me deixam apaixonada e que sei que se deixar para fazer ao final do dia vou estar demasiado cansada para fazer um trabalho de qualidade.

 

E vocês, têm um ritual matinal intencional ou acordam em cima da hora e fazem tudo a correr?

#11/100 – O que decides fazer?

 

Descobres algo que realmente queres fazer.

 

Perder peso.

A viagem dos teus sonho.

Aprender uma língua.

Estudar uma coisa nova.

Mudar de emprego.

Mudar de atitude.

Mudar um hábito.

 

Sabes que não vai ser fácil. Sabes que vai ser preciso empenho, dedicação, esforço e força de vontade.

Sabes também que não vai ser rápido. Vai levar o seu tempo. É um objetivo a longo prazo.

Sabes que a vida vai meter-se no caminho. O trabalho, a família, eventos sociais, compromissos, imprevistos.

Sabes ainda que outras pessoas vão incentivar-te a falhar.

Come só um bocadinho de bolo. É só um bocadinho, não é isso que vai fazer diferença.

Anda lá jantar fora. São só uns euros, não é com isso que vais conseguir viajar.

Tens tempo para fazer isso depois. E também para que é que queres aprender mais uma língua?

Estás doido? Não vais conseguir trabalhar e ainda ir às aulas à noite.

Tens um emprego bom e seguro, porque queres agora outro?

O nosso chefe é uma besta, não é? E já viste o estado em que está o país?

Vá lá, só mais esta vez, começas amanhã.

 

Por outro lado, tens a certeza daquilo que queres.

Tens a certeza que, se te comprometeres contigo próprio, és capaz de persistir até conseguires mudar, demore o tempo que demorar.

Tens a certeza que a tua vida vai ser melhor depois dessa mudança.

Tens a certeza que vais sentir-te mais leve e mais concretizado.

Tens a certeza que vais sentir orgulho em ti próprio e naquilo que conseguiste.

Tens a certeza que vais ser mais feliz.

 

Colocas tudo isto nos dois pratos da balança.

 

E então? O que decides fazer?

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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#10/100 – Loading: 10%…

 

Já lá vão dez dias deste desafio: 10% já está. E vou ser sincera: nem sempre é fácil. Mas a ideia é mesmo essa: escrever mesmo quando é difícil, criar esse hábito de não ficar com a página em branco. Existem hoje vários autores com dezenas de livros publicados. Acham que eles param de escrever porque fica difícil ou porque têm “writer’s block”? Imagino que não, para serem escritores tão prolíficos.

 

Mas mesmo não sendo sempre fácil, estou decidida a levar isto até ao fim. A verdade é que durante a escrita do primeiro rascunho do meu primeiro livro, escrevi todos os dias durante 80 dias seguidos (e segundo a minha folha de cálculo, mesmo no dia em que escrevi menos, escrevi 112 palavras), por isso até ao #80 deveria conseguir fazer isto bem. Bem ou mal, o que sei é que vou conseguir chegar aos 100.

 

E comprometo-me aqui e desde já a não escrever mais textos deste desafio que sejam sobre o próprio desafio, uma vez que até me parece um pouco de “batota”, à exceção do último onde talvez faça uma espécie de balanço.

 

E volto a lançar o repto: juntem-se a mim neste desafio! Apenas têm de escrever 100 palavras (ou mais) durante 100 dias seguidos e publicá-las. Podem começar quando quiserem e se decidirem fazê-lo, usem a hashtag #100palavraspordia quando partilharem nas redes sociais, para que mais facilmente possamos acompanhar qualquer um que participe neste desafio.

 

 

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