O poder de tomar uma decisão

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(créditos da imagem: Haley Phelps)

 

Quando tomas uma decisão, mas quando decides mesmo a sério, é como se a tua vida mudasse naquele momento. Quando decides que queres algo, que queres fazer algo, que queres ser algo, mas quando decides mesmo a sério, transformas-te automaticamente naquilo que queres ser. Mesmo que ainda não o saibas. Mesmo que penses que vais demorar anos a chegar lá. Mesmo que julgues que estás ainda tão longe do teu objetivo. Quando decides, mas quando decides mesmo a sério, então já conseguiste. Porque quando decides mesmo a sério, há algo que acontece dentro da tua cabeça, dentro do teu ser. Há algo que te muda naquele preciso momento, o momento em que tomaste uma decisão mesmo a sério. E depois desse momento, não há absolutamente nada que te vá impedir de alcançar aquilo que decidiste. Mas só se decidires mesmo a sério. Porque se não for mesmo a sério, se for só mais ou menos, então é provável que não aconteça. É possível que não chegues lá. E vais acabar por perder-te no meio da tua vida, que vai continuar a acontecer e a puxar-te noutras direções. E só quando decides mesmo a sério é que a vida começa a empurrar-te para a direção certa. Quando tomas uma decisão, mas quando decides mesmo a sério, então já deste o primeiro passo – e o passo mais importante – para que aquilo que apenas existe nos teus sonhos se torne a tua nova realidade.

Crítica #13: The Unexpected Everything de Morgan Matson

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Título: The Unexpected Everything
Autor: Morgan Matson
Editora: Simon & Schuster
Género: Romance contemporâneo – juvenil
Ano de publicação: 2016

Classificação:

 

Lembram-se de que o meu livro preferido de 2016 foi o Amy and Roger’s Epic Detour da Morgan Matson? Pois, sou capaz de já ter encontrado o meu livro preferido de 2017.

 

Há muito que queria ler o The Unexpected Everything e com mais vontade fiquei depois de ler pela primeira vez um livro desta autora no ano passado. Quando vi que o ebook estava a 1.99 dolares na Amazon, nem sequer hesitei. Comprei-o logo e ainda bem. Li 80% deste livro em aeroportos e aviões, entre Lisboa e Ho Chi Minh City no Vietname (incluindo uma escala de 8 horas no Dubai durante a noite) e terminei-o logo na manhã seguinte. Acreditem que este livro tornou esta longa viagem muito mais interessante e praticamente não consegui pousar o meu kindle.

 

Mas vamos à minha apresentação do livro: a nossa personagem principal é a Andie (narrado na primeira pessoa), com 17 anos e filha de um congressista americano. A Andie é uma rapariga muito independente e desenrascada, excelente aluna, quer entrar em medicina e é incapaz de manter uma relação com um rapaz por mais de 3 semanas. Tem a mania de querer controlar tudo, por isso já tem o seu verão todo planeado, o que inclui um programa de verão para alunos de secundário que querem ir para medicina numa universidade de topo. No entanto, no início do verão acontece um daqueles escândalos políticos americanos que envolve o pai dela. Como consequência, Andie não pode ir para o programa onde estava inscrita e vê-se obrigada a passar o verão inteiro com o pai, com quem mal se dá e a procurar um emprego de verão para tentar remediar as coisas. A partir daí tudo descarrila.

 

Estão a ver quando lêem um livro e acabam a pensar “este livro foi escrito de propósito para mim”? Terminam o livro e ficam com pena por terem de se despedir daquelas personagens? É assim que eu me sinto em relação a este livro. Já deu para perceber o quanto o adorei?

 

Tudo neste livro foi bom. Mas vamos por partes:

 

1 – As amigas

Andie faz parte de um grupo de quatro amigas inseparáveis. Para além dela temos a Palmer, a Bri e a Toby (sim, ao início fez-me um bocado de confusão este livro ter duas personagens femininas com nomes tipicamente masculinos, mas depois fui-me habituando). A relação entre as quatro é maravilhosa, dá inveja de não ter hoje em dia um grupo de amigas assim. Além disso, todas elas têm personalidades muito distintas, consegue-se perfeitamente perceber a voz de cada uma. Fez-me bastante impressão o facto de elas estarem constantemente a comer batas fritas ou doritos e comida de diner americano, mas pronto, é porque devem ter todas um metabolismo super acelerado e vão começar a ter colesterol elevado bastante cedo, mas é lá com elas. Através deste grupo de amigas consegue-se perceber muito bem a tendência americana para todos os adolescentes terem empregos de verão durante o secundário, e eu fico a pensar o que raio fazia eu com os meus verões intermináveis em que nunca trabalhei?

 

2 – Os cães

Cães, muitos cães! As cenas com os cães são maravilhosas, principalmente com o Bertie, o “cão principal” do livro. Deu-me vontade de ter uma casa enorme cheia de cães (vá, dois ou três), mas para já contentava-me só com um.

 

3 – O interesse amoroso

Chama-se Clark (sim, como o super-homem) e é escritor, super tímido e embaraçado, farta-se de meter os pés pelas mãos, mas não tem medo de dizer o que sente e é muito querido.

 

4 – A relação com o pai

Como podem perceber pelo resumo, a relação da Andie com o pai não é muito boa no início do livro. Ele é um pai ausente, ela está habituada a estar praticamente sozinha (a mãe dela morreu 5 anos antes) e a fazer o que lhe apetece e de repente são os dois obrigados a passar um verão inteiro juntos. O pai começa a querer ter algum controlo sobre a vida da filha, algo a que ela não está habituada e que não gosta, o que gera algumas situações de conflito entre os dois. Mas ao longo da história várias coisas acontecem entre os dois e a sua relação evolui de uma forma que gostei muito de acompanhar.

 

Talvez o único defeito seja que consegui prever praticamente tudo que ia acontecer no livro. Mas gosto de pensar que isto tem mais a ver com a minha vasta experiência como leitora do que com a previsibilidade do enredo. E este facto não me impediu de desfrutar a 100% deste livro.

 

Este livro levou-me a dar gargalhadas bem sentidas (sim, o senhor que ia sentado ao meu lado no avião ficou a olhar para mim) e também me levou às lágrimas. Fez-me sentir preocupação genuína com algumas personagens mas noutras alturas pensei com muita força “não sejas parva, não faças isso!”.

 

Obviamente recomendo este livro a quem goste de romances juvenis. Aposto que não se vão arrepender. Quanto a mim, quero muito ler os dois que me faltam da Morgan Matson e parece que daqui a cerca de um ano podemos contar com um livro novo dela.

 

Update: como anda o meu livro

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(crédito da imagem: Thomas Lefebvre)

 

Pois que vai muito bem, obrigada. E após algumas perguntas sobre como tem sido o progresso, decidi fazer este update.

 

História:

A verdade é que sinto que ainda me falta qualquer coisa na história, mas decidi não pensar nisso agora. Neste momento quero simplesmente terminar o primeiro rascunho e depois durante a revisão e com uma visão global da história, terei mais tempo e cabeça para pensar nisso.

 

Número de palavras:

Acabei de chegar ao número de palavras que achei que ia ser metade do primeiro rascunho. Mas a verdade é que ainda não vou a meio da história, por isso parece-me que o número total de palavras vai ter de aumentar. Na minha estimativa inicial, o primeiro rascunho teria 110 mil palavras (atendendo ao número de cenas e ao tamanho médio das minhas cenas). Esta manhã cheguei às 55 mil palavras, por isso teoricamente metade (YAY!). Mas entretanto as cenas começaram a ficar maiores e já não me parece que o primeiro rascunho se fique por esse tamanho. A estimativa atual aponta para as 125 mil palavras totais, que sei que é gigante, principalmente para primeiro livro, mas não quero preocupar-me com isso neste momento. Vou simplesmente aceitar que assim é para já. Felizmente, no último mês a escrita tem corrido muito bem, estou adiantada em relação ao meu plano, por isso estou a manter o objetivo de ter o primeiro rascunho terminado até 2 de Abril, apesar deste aumento de tamanho.

Em relação a esta nova estimativa de número de palavras, é algo que me parece estranho porque ao escrever sinto sempre que me falta alguma descrição na maior parte das cenas. Foco-me muito nas personagens e essencialmente nos diálogos e já me tinha mentalizado que a primeira ronda de revisões seria para acrescentar mais descrição. Por isso mesmo até pensava que o primeiro rascunho iria ficar mais pequeno do que o inicialmente esperado, mas pelos vistos não. Terei de ver o que se passa, mas o mais provável é que tenha algumas cenas a mais, que eventualmente terei de cortar (kill your darlings, como diz o Stephen King).

 

Personagens:

Gosto cada vez mais das minhas personagens, provavelmente porque também as conheço melhor. Sinto também que ainda falta um detalhe qualquer à personagem principal para a tornar realmente interessante, mas ainda não descobri o que é. A minha personagem preferida está a superar as expectativas e cada vez gosto mais dele. Já pensei em transformá-lo numa segunda personagem principal e fazer com que a história fosse contada em dois pontos de vista, mas se o rascunho já está a ficar gigante tal como está, parece-me melhor não o fazer. Além de que conseguir fazer dois pontos de vista bem não é nada fácil, pelo que não quero mesmo fazê-lo no meu primeiro livro (por acaso uma das ideias que tenho para futuros livros terá mesmo de ser contada em dois pontos de vista, por isso eventualmente será algo que vou ter de enfrentar, mas lá chegarei um dia).

 

E é isto. A verdade é que sinto que tenho deixado o blog um pouco de lado (já não tenho 3 semanas de posts agendados como tive em tempos, aliás, estou a escrever este literalmente duas horas antes da ser publicado) mas neste momento quero mesmo focar-me no livro. Lá está: sem manuscrito não há livro, por isso ele tem mesmo de ser o meu principal foco nas próximas semanas.

Escrever II

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(créditos da imagem: Aaron Burden)

 

Preciso de escrever. Já não consigo estar demasiadas horas seguidas sem escrever. Como um hábito relativamente recente se tornou uma necessidade tão grande, não faço ideia. Só sei que preciso de traduzir os meus pensamentos em palavras escritas. Que esse ato me traz felicidade. Que se não o fizer durante algum tempo começo a sentir que algo está em falta. Para mim, esta sensação ainda é uma novidade. Não sei muito bem de onde vem esta necessidade nem porque só recentemente surgiu na minha vida. Mas também não vou dedicar muito tempo nem esforço a tentar entender. Não preciso de entender. Só preciso de agir sobre esta necessidade, agir todos os dias e fazer aquilo que a minha cabeça (o meu corpo? o meu ser?) me pede. É novo mas é bom. Gosto. E por isso escrevo.

Crítica #12: Talking as Fast as I Can de Lauren Graham

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Título: Talking as Fast as I Can: From Gilmore Girls to Gilmore Girls, and Everything in Between
Autor: Lauren Graham
Editora: Ballantine Books
Género: Autobiografia/Memória
Ano de publicação: 2016

 

Classificação:

 

Este livro é uma memória da atriz Lauren Graham, em grande parte escrita durante as filmagens de Gilmore Girls – A Year in the Life. Para quem não sabe, Lauren Graham é a atriz que interpreta a mãe das Gilmore Girls, Lorelai Gilmore, e também uma das personagens principais da série Parenthood (Sarah Braverman).

 

Decidi ouvir o audiobook deste livro porque gosto muito da Lauren Graham e adoro a série Gilmore Girls. Lembro-me que vi esta série em 2008, quando devido à greve dos argumentistas todas as temporadas terminaram mais cedo e fiquei sem nada para ver. À procura de uma série com bastantes temporadas para me entreter, deparei-me com Gilmore Girls que tinha terminado a sua última temporada no ano anterior. Logo após o primeiro episódio fiquei fã e penso que foi em cerca de 2 meses que vi todos os episódios das 7 temporadas. Confesso que muitas das referencias à cultura pop americana me passavam ao lado (mas muitas outras faziam-me soltar gargalhadas, penso que é praticamente impossível uma única pessoa apanhar as referências todas), mas a dinâmica entre aquelas duas personagens, mãe e filha, era absolutamente fascinante.

 

Quando tomei conhecimento do Year in the Life, 4 filmes de 90 minutos na Netflix, cada um a contemplar uma das estações do ano (”Winter, Spring, Summer or Fall”, por esta ordem), fiquei contente mas sem deixar que as expectativas subissem muito. Quando vi os 4 episódios (todos de seguida, 6 horas em frente à televisão num feriado em que precisava mesmo era de descansar), sabia que não ia ser maravilhoso, mas ainda assim fiquei algo desapontada. Por um lado, foi ótimo voltar a Stars Hallow (só quem é verdadeiramente fã pode perceber esta sensação), rever aquelas personagens e principalmente a relação entre as duas Gilmores. Por outro lado, houve demasiadas cenas que só lá estavam para puxar à nostalgia, algumas que só lá estavam para conseguirem encaixar determinada personagem ou ator, e infelizmente e para mim a parte pior, muitas atitudes nada características de algumas personagens (aquela era mesmo a Rory!? A sério que não se enganaram? O arco daquela personagem não fez sentido absolutamente nenhum). A minha parte preferida: Emily Gilmore. Adorei a evolução daquela personagem, incluindo as variadas vezes em que usou a palavra “bullshit”. Quanto às famosas últimas 4 palavras, sim, por um lado fecham um ciclo, mas por outra lado abrem outro e como a própria Lauren diz variadas vezes ao longo do seu livro, “did anybody else think this is more a cliffhanger than a resolution?”

 

Mas voltando ao livro de memória da Lauren Graham. Gostei. Não foi brilhante mas foi aquilo que se esperava deste livro, entreteve durante as 4 horas e meia de audiobook. Foi engraçado perceber o percurso dela enquanto atriz e ouvir alguns factos interessantes sobre a série. Penso que através deste livro consegue-se perceber que a filmagem de A Year in the Life foi mais para ela (e para a Amy Sherman-Palladino) do que para qualquer outra pessoa.

 

Gostei muito da forma como ela mostra no livro que vive um pouco à parte do resto de Hollywood, sem no entanto parecer pretensiosa. Há uma parte do livro em que ela fala de dietas que é absolutamente brilhante e muito divertida.

 

O facto de o audiobook ser narrado pela autora dá também outro encanto. Percebi que a voz dela é muito parecida com a da Lorelai, a forma de falar é muito semelhante, a entoação, expressões usadas, tudo faz lembrar a personagem.

 

Claro que achei particularmente interessante a parte em que ela fala da sua escrita, não só deste livro mas também do seu romance (aliás, principalmente do seu romance). Caso não saibam, a Lauren Graham é autora do livro Someday, Someday Maybe, um romance que não é suposto mas ela confessa ser altamente autobiográfico sobre uma atriz a tentar o seu sucesso em Hollywood. Fala também de um processo de escrita recomendado por um amigo guionista, que estou a pensar em implementar.

 

Resumindo, gostei do livro e penso que é um daqueles casos em que faz todo o sentido ouvir o audiobook em vez de ler o livro físico. Recomendo a quem for fã de Gilmore Girls (ou de Parenthood, mas ela fala mais de Gilmore Girls, se bem que eu fiquei com vontade de ver Parenthood).

 

Livros – Últimas aquisições (Natal e Janeiro)

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Dezembro e Janeiro são meses ricos em presentes literários por causa do Natal e porque faço anos em Janeiro. Por isso, desde o último post de aquisições que não compro nenhum livro físico (já vamos aos ebooks) e os seguintes foram todos oferecidos:

 

Vaticanum, de José Rodrigies dos Santos
Curiosa para saber o que José Rodrigues dos Santos fez com este livro. Ainda não li mas espero que não seja demasiado semelhante a nada do Dan Brown.
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A Célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno
Tenho muita curiosidade em relação a este livro e a este autor. Ansiosa para o ler.
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Chilling Ghost Short Stories, vários autores
Um livro de contos, algo que pretendo começar a ler mais. Tem uma capa linda e estou ansiosa para ler as histórias.
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– Superalimentos – A Bíblia, de Sue Quinn
Para continuar a ser mais saudável.
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Lonesome Dove, de Larry McMurtry
Estou tão ansiosa para ler este livro. É um western, género que nunca li, e ganhou o Pulitzer Prize para ficção em 1986. Faz parte de uma daquelas séries de livros (neste caso, uma tetralogia) cuja ordem de publicação não corresponde à cronologia interna da história. Foi o primeiro a ser publicado mas é o terceiro em termos de cronologia. Quando assim é, opto sempre por ler na ordem de publicação, por isso este será o primeiro. Pormenor: é um monstro com 945 páginas!
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Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe, de Benjamin Alire Sáenz
Livro juvenil do qual já ouvi falar maravilhas.
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What we see when we read, de Peter Mendelsund
Este descrição diz tudo: “A gorgeously unique, fully illustrated exploration into the phenomenology of reading – how we visualize images from reading works of literature (…)”
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Book Architecture, de Stuart Worwitz
Livro sobre escrita, focado na estrutura de uma história e como planear o enredo.
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Finish your book in three drafts, de Stuart Worwitz
Mais um livro de escrita, este mais focado no processo de revisão. Nitidamente alguém me quis oferecer todos os livros sobre escrita que estavam na minha wishlist.
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Obrigada a todas as pessoas que me ofereceram estes livros.

 

e-books

O que se passou depois foi que fui de férias durante três semanas e não quis levar um monte de livros atrás. Por isso acabei por ceder e comprei um leitor de ebooks. Optei pelo Kindle e comprei a versão mais barata e foi ótimo ir de férias com a possibilidade de ler imensos livros em apenas cerca de 100 gramas.

 

Entretanto, foram estes os ebooks que comprei:

 

The Daily Stoic, de Ryan Holiday e Stephen Hanselman
Este livro tem um texto para cada dia do ano. Cada texto começa com um excerto de um filósofo estóico ao qual se segue uma espécie de interpretação ou comentário desse mesmo excerto por parte dos autores. Já tinha baixado a sample (primeiras páginas do ebook que por vezes a Amazon oferece gratuitamente) e quando ela acabou tinha de comprar o livro inteiro para poder continuar a ler um texto por dia até ao final do ano.
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The Unexpected Everything, de Morgan Matson
Desde que este livro saiu que queria muito lê-lo. No ano passado, um dos meus livros preferidos (Amy and Roger’s Epic Detour) foi desta autora. Por isso quando vi que o ebook estava a 1.99$ na Amazon nem sequer hesitei. Livro ideal para as férias, li-o em cerca de 48 horas e a-do-rei (crítica brevemente no blog).
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Anatomy of a Darkened Heart, de Kristie Stratos
Este é o primeiro livro de uma autora que sigo no Youtube e de tanto a ouvir falar do livro fiquei cheia de vontade de o ler. Gostei muito e também podem contar com uma crítica brevemente.
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The War of Art, de Steven Pressfield
Este é um livro muito recomendado para pessoas que trabalhem com qualquer espécie de atividade criativa e teoricamente ensina a enfrentar a “resistência”, que pode ser traduzida como aquela vozinha dentro de nós que nos diz que não somos capazes. Também já o li e apesar de haver certas partes com as quais não concordo, no global foi uma boa leitura.
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Too Late, de Colleen Hoover
Este livro também estava a 1.99$ na Amazon, por isso foi ideal para encher o meu kindle para as férias. Apesar de andar há algum tempo para ler algo da Colleen Hoover, este livro é muito diferente de tudo o resto que ela escreve, por isso talvez não tenha sido o ideal para me estrear com esta autora (não foi bem uma estreia, já tinha lido uma novela dela, mas foi o primeiro livro de tamanho standard que li dela). Mas uma vez que tenho plena consciência que este não é o tipo de escrita habitual dela, não penso que haja qualquer problema. Brevemente darei mais detalhes numa crítica ao livro.
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Sonhos

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(crédito da imagem: remi skatulski)

 

Eu tenho um sonho. E não é apenas por ser uma frase famosa, é mesmo verdade.

 

Tenho um sonho gigante, um sonho em que consigo visualizar praticamente todos os detalhes. Consigo fechar os olhos e saber exatamente como será a minha vida quando este sonho se tornar realidade.

 

É um sonho novo. É um sonho que vai completamente contra aquilo que eu pensava de mim própria e ao mesmo tempo, percebo agora, tem tudo a ver com a pessoa que sou.

 

Às vezes contamos mentiras a nós próprios. E por tanto contarmos essas mentiras, acabamos por acreditar nelas. E quando isso acontece, é uma sorte conseguirmos aperceber-nos que afinal eram apenas mentiras. Nada mais do que mentiras. E então parece que se abre uma janela. Não se fecha nenhuma porta mas mesmo assim abre-se uma janela. Abre-se uma janela tão grande que nos permite ver outro caminho. A para além de nos revelar esse outro caminho, a janela aberta também deixa a casa mais arejada. Entra mais sol. Parece que ficamos mais leves, mais de bem com a vida. Parece que agora sim, tudo faz sentido, tudo está no seu devido lugar. Nem conseguimos perceber como não tínhamos reparado naquela janela mais cedo (ou se calhar até tínhamos olhado brevemente para ela, mas tínhamos insistido em mantê-la fechada e com as cortinas corridas).

 

Tenho para mim que por vezes custa abrirmos a janela e descobrirmos esse outro caminho porque já gostamos muito do caminho em que estamos. E para além de gostarmos, sentimo-nos confortáveis nele. Ele é conhecido, não é novidade, é como um velho amigo com quem estamos sempre à vontade. Esse caminho já é tão agradável e bonito, então como é que pode haver outro? Outro que ainda por cima é igualmente agradável, ou talvez ainda melhor. E faz-se um grande nó na nossa cabeça enquanto tentamos perceber o que se está a passar. Enquanto tentamos perceber como é que podemos escolher entre os dois caminhos se eles são os dois tão bons e tão feitos à nossa medida. Qual deles escolher? O que for melhor? Mas se ainda não percorremos nenhum deles até ao fim, como é que podemos saber qual é realmente melhor? E se forem realmente bons na mesma medida? Como é que escolhemos então?

 

E é aí que temos de olhar bem para onde se encontra esta janela. Porque afinal a janela está ao lado da porta, não está no canto oposto da casa. E afinal os dois caminhos são paralelos. Não vão em direções opostas e nem sequer se afastam um do outro, como pensámos inicialmente. São simplesmente paralelos e se quisermos, mas se quisermos mesmo muito, podemos percorrer os dois. Vai cansar mais? Vai. Vai dar mais trabalho? Vai. Vamos fazer o dobro dos quilómetros? Vamos. Mas é possível. E se é possível, está nas nossas mãos fazê-lo.

 

Eu tenho um sonho. É um sonho que segue por outro caminho, mas é um sonho tão bom que vale a pena correr o dobro da distância.

 

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Crítica #11: On Writing de Stephen King

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Título: On Writing: A Memoir of the Craft
Autor: Stephen King
Editora: Pocket Books
Género: Autobiografia/Memória
Ano de publicação: 2002

 

Classificação:

 

On Writing é o livro em que o fantástico Stephen King nos conta parte da sua vida e o seu processo de escrita único.

 

De certeza que todos sabem quem é o Stephen King, mas em jeito de introdução, ele é um autor americano, essencialmente de terror e suspense, que já escreveu obras tão famosas como Misery, Carrie, The Stand, It, entre muitos outros, e vários dos seus livros já deram origem a filmes e séries de grande sucesso. É um dos escritores mais venerados em termos de processo e conselhos de escrita e o seu livro On Writing é um dos mais recomendados para quem quer enveredar pelo mundo da escrita.

 

Este livro está dividido em duas partes. Numa primeira parte o autor relata-nos o seu passado, mas essencialmente em volta da sua escrita. Ou seja, ele descreve todos os acontecimentos da sua vida que levaram a que ele se tornasse o escritor que é hoje. Achei esta parte muito interessante, por se conseguir perceber que a escrita sempre esteve naquela pessoa, mas também que não foi um trajeto linear e que houve várias fases da sua vida em que podia muito bem ter desistido (porque seria o mais fácil) e não o fez. E foi persistindo até ao dia em que alguém se apercebeu do talento que ali estava, apostou nele e o resto é história.

 

Na segunda parte, o Stephen King dá conselhos de escrita a quem queira prosseguir esse caminho e ao fazê-lo acaba por também descrever o seu processo. A sua instrução mais essencial sobre este assunto parece-me a mim muito importante e tenho tentado reger-me por ela: se querem ser bons escritores, leiam muito e escrevam muito. Eu, que considero que leio muito, pelo menos quando comparada com a maior parte das pessoas que conheço, fico com vontade de ler muito mais quando percebo que o Stephen King lê 80 a 90 livros por ano. Mas convenhamos, a profissão dele é de escritor, por isso o trabalho dele é ler e escrever (o sonho). Por isso há que evitar a comparação (a verdade é que no Booktube vêem-se números muito semelhantes, se não mesmo superiores, por isso não deveria ficar muito admirada). Quanto à escrita, ele recomenda escrever pelo menos 2000 palavras por dia. Pode ser um bom objetivo, mas parece-me que estabelecer à partida um número tão elevado pode ser contraproducente. Às vezes, quando se está a começar, vale mais a pena estabelecer apenas o objetivo de escrever todos os dias, nem que seja apenas por 5 minutos, e depois, quando esse hábito já está implantado, ir aumentando gradualmente.

 

Do Stephen King apenas tinha lido a primeira história do Different Seasons, que é muito curta, mas fiquei com vontade de ler muito mais. Gostei muito da sua escrita, é simples mas precisa, sem floreados mas mais do que capaz de transmitir emoções e sentimentos. Daqui para a frente vou com certeza investir mais do meu tempo a ler Stephen King.

 

E tal como já vi escrito em muitos outros blogs, recomendo este livro a qualquer pessoa que queira levar a escrita a sério. É um livro essencial para qualquer escritor.

 

Objetivos de escrita para 2017

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Vamos falar de objetivos de escrita para 2017. Sim, eu sei que já estamos em Fevereiro, mas nunca é tarde, e uma vez que a data limite para o primeiro destes objetivos é apenas 2 de Abril, ainda vou muito a tempo.

 

Pois que eu não faço as coisas a meia medida e por isso tenho uma espécie de “calendário editorial”, chamemos-lhe assim, para os próximos três anos. E eu sei que três anos é extremamente ambicioso, que é praticamente impossível que as coisas corram como eu estou a planear, mas é um plano. E nesta fase, o mais importante é ter um plano, para saber para onde quero ir e o que tenho de fazer. Por isso este calendário é mais uma carta de intenções do que outra coisa e vai ser altamente adaptável às circunstâncias da minha vida e da minha carreira profissional, não vou ter problemas nenhuns em alterá-lo quando assim achar necessário. Mas a verdade é que gosto de ter este plano e só o facto de o ter já me ajudou a estabelecer esta lista de objetivos para 2017.

 

Alguns destes objetivos são altamente (mais uma vez) ambiciosos, principalmente os que contemplam partes do processo de escrita pelos quais nunca passei, que é o caso da revisão de um manuscrito. Mas tem de haver uma primeira vez para tudo, e eu estou mesmo a começar, por isso é apenas natural que esteja a passar por todos os “primeiros”.

 

Mas sem mais demoras, vamos aos objetivos.

 

Objetivo Nº 1 – Acabar o primeiro rascunho do meu primeiro manuscrito

Este é obviamente o objetivo principal do ano. A verdade é apenas uma: sem primeiro rascunho não temos manuscrito e sem manuscrito não temos livro publicado, ponto. (Com manuscrito podemos também não ter livro publicado, mas sem ele é que não temos de certeza.) Este em que estou a trabalhar de momento vai ser o primeiro manuscrito que vou terminar, pelo que será um marco importante para mim. Vai ser o dia em que vou poder dizer “Eu escrevi um romance.” Pode ser uma porcaria, não sei (a maior parte dos primeiros manuscritos são, e mais ainda dos primeiros rascunhos), pode nunca ser publicado, pode, mas escrevi-o e ele existe e pelo menos uma pessoa para além de mim vai lê-lo (já o prometi). E a data limite para este objetivo é: 2 de Abril (sim, 31 de Março seria uma data mais bonita, mas calha numa sexta-feira e eu escrevo mais ao fim de semana, por isso decidi extender por mais dois dias).

 

Objetivo Nº 2 – Fazer 4 rondas de revisão ao meu primeiro manuscrito

Eu avisei que alguns dos objetivos eram muito ambiciosos, e aqui está a prova. Como já referi, vai ser a minha primeira vez a rever um manuscrito. Não faço ideia de quantas rondas de revisão vou precisar. O que leio e ouço de todos os autores que sigo é que este processo varia muito conforme o escritor e que uns precisam (ou gostam) de fazer mais rondas do que outros. Não sei como vai ser comigo, mas tenho quase e certeza que pelo menos de quatro rondas vou precisar (para além da revisão após leitores beta). Vamos ver como corre (desejem-me sorte).

 

Objetivo Nº 3 – Estruturar o enredo dos meus 2º e 3º manuscritos

Mais um objetivo audacioso. O raciocínio é o seguinte: eu sei quais são as duas ideias que quero escrever a seguir, mas não sei qual delas quero escrever primeiro. Por isso vou trabalhar nas estruturas de ambas as histórias e depois logo decido. Uma das ideias é a de um manuscrito que comecei a escrever em 2015 (quando me apercebi pela primeira vez que podia ser escritora) mas que deixei “a meio” (muito menos do que meio, mas pronto). Na altura não trabalhei na estrutura, simplesmente comecei a escrever, por isso agora esta ideia terá de ser muito bem trabalhada antes de começar do zero. A outra ideia é uma que tive já depois de começar a escrever o manuscrito atual e da qual gosto muito. Fiz um pouco de brainstorming quando a ideia inicialmente surgiu mas depois tive de me focar na história que tenho agora em mãos, por isso este ano será a altura de trabalhar um pouco mais nela.

 

Objetivo Nº 4 – Escrever todo o primeiro rascunho do meu segundo manuscrito

Pois claro, o objetivo anterior tem de servir para alguma coisa, e a ideia é escrever uma segunda história já este ano. Não há tempo a perder e a probabilidade de os primeiros manuscritos serem uma porcaria, porque ainda estou a aprender como isto se faz, é muito elevada, por isso vamos a despachá-los. Este será muito provavelmente o último objetivo do ano (Novembro e Dezembro, aproveitando o NaNoWriMo para escrever a primeira metade e Dezembro para a segunda).

 

Objetivo Nº 5 – Lançar o meu site de autora

Quanto a este não há muito a dizer: escritor que é escritor precisa de ter um site e eu já comprei o domínio para o meu, agora preciso de o lançar.

 

É isto. O que acham?

 

Como não gosto da ideia de definir objetivos para o ano e depois só pensar neles no dia 31 de Dezembro, já tenho usado, e vou usar também aqui, a tática que tenho visto em muitos youtubers escritores (por exemplo, Jenna Moreci e Kim Chance), de definir objetivos por trimestre. Por isso podem contar com updates regulares (pelo menos a cada três meses) aqui no blog sobre como está a correr a execução destes objetivos. E para começar, o único objetivo para o primeiro trimestre (Inverno de 2017) será o Nº 1 (e mesmo assim tenho de fazer batota e extender o meu trimestre por mais dois dias, até 2 de Abril, mas acho que ninguém leva a mal).

 

Vai ser duro, mas estou entusiasmada e vou dar o meu melhor!

 

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Crítica #10: O teu rosto será o último de João Ricardo Pedro

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Título: O teu rosto será o último
Autor: João Ricardo Pedro
Editora: Leya
Género: Hum… Ficção literária?
Ano de publicação: 2011

Classificação:

4stars

Comprei este livro na Fnac do aeroporto de Lisboa, totalmente por impulso. Nunca antes tinha ouvido falar dele nem do autor (é triste, eu sei). Mas tanto a sinopse como a pequena biografia do autor me chamaram a atenção. Achei muito interessante que o autor fosse um engenheiro electrotécnico que se achou desempregado em 2009 na sequência da crise, e com tanto tempo livre que de repente tinha disponível começou a escrever. E assim nasceu este livro. Ele era engenheiro e agora é escritor. Estão a ver bem? Era engenheiro. Agora é escritor. Já perceberam?

Para além disso, este livro ganhou o prémio Leya de 2011 e eu meti na cabeça que quero ler todos os vencedores do prémio Leya, por isso mais um bom motivo para comprar este livro no aeroporto imediatamente antes de levantar voo para uma viagem de 10 dias para a qual já levava 3 livros comigo, um deles com mais de 600 páginas. (para além deste ainda comprei outro, por isso acabei por arrancar para a viagem com um total de 5 livros, mas sejamos justos, um deles andava a ler há duas semanas e faltavam-me apenas 50 páginas para acabar, por isso no fundo eram só 4.1 livros… para 10 dias… eu nunca disse que não tinha um problema) (para reconforto de alguns, nomeadamente de mim própria, nessas férias acabei as 50 páginas do livro que já tinha começado, li este do João Ricardo Pedro, li um terceiro inteirinho e ainda comecei o de 600 páginas… por isso só o outro que comprei no aeroporto é que voltou de férias intocado, logo não foi assim tão mau quanto isso) (de qualquer forma, voltando ao tópico do post…)

Este livro conta-nos a história do Duarte mas anda à volta de vários personagens da família do Duarte, nomeadamente o avô e o pai. A primeira cena passa-se no 25 de abril de 74 mas a história não é narrada por ordem cronológica. Na verdade, salta no tempo e salta entre personagens, não havendo qualquer indicação no início dos capítulos de qual personagem estamos a acompanhar nem de quando se passa aquela cena. Tais factos poderiam fazer crer que facilmente perderíamos o fio à meada, mas tal não foi o caso, e penso que isso se ficou a dever à mestria do autor a construir os diferentes capítulos.

O avô de Duarte vive numa pequena aldeia perto do Fundão e apesar de os pais dele depois se mudarem para Lisboa, acompanhamos várias cenas típicas de aldeia. Aliás, o romance é muito tipicamente Português, com muitas referências à ditadura e ao Salazar, ao 25 de abril, à guerra do ultramar. Para mim isto dá um certo encanto ao livro, uma vez que adoro histórias portuguesas passadas no pós-25 de abril.

A escrita de João Ricardo Pedro é deslumbrante, o livro lê-se num ápice (não só porque é curto mas também porque se lê mesmo muito bem). Recomendo muito este livro a quem esteja à procura de novos escritores portugueses. O autor lançou há cerca de um ano o seu segundo romance, intitulado Um Postal de Detroit, que quero muito ler.