#10/100 – Loading: 10%…

 

Já lá vão dez dias deste desafio: 10% já está. E vou ser sincera: nem sempre é fácil. Mas a ideia é mesmo essa: escrever mesmo quando é difícil, criar esse hábito de não ficar com a página em branco. Existem hoje vários autores com dezenas de livros publicados. Acham que eles param de escrever porque fica difícil ou porque têm “writer’s block”? Imagino que não, para serem escritores tão prolíficos.

 

Mas mesmo não sendo sempre fácil, estou decidida a levar isto até ao fim. A verdade é que durante a escrita do primeiro rascunho do meu primeiro livro, escrevi todos os dias durante 80 dias seguidos (e segundo a minha folha de cálculo, mesmo no dia em que escrevi menos, escrevi 112 palavras), por isso até ao #80 deveria conseguir fazer isto bem. Bem ou mal, o que sei é que vou conseguir chegar aos 100.

 

E comprometo-me aqui e desde já a não escrever mais textos deste desafio que sejam sobre o próprio desafio, uma vez que até me parece um pouco de “batota”, à exceção do último onde talvez faça uma espécie de balanço.

 

E volto a lançar o repto: juntem-se a mim neste desafio! Apenas têm de escrever 100 palavras (ou mais) durante 100 dias seguidos e publicá-las. Podem começar quando quiserem e se decidirem fazê-lo, usem a hashtag #100palavraspordia quando partilharem nas redes sociais, para que mais facilmente possamos acompanhar qualquer um que participe neste desafio.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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#9/100 – Coisas que me ajudam a relaxar

 

Massagens.

Banhos de imersão.

Passear na praia.

Passear na praia com os pés no mar.

Passear na praia com os pés no mar e de mãos dadas.

Ler um bom livro.

Meditar.

Escrever tudo o que me vai na cabeça.

Conversar sem preocupações.

Acordar sem despertador.

Brunch com tempo.

Ouvir música com o som no máximo e dançar como se ninguém estivesse a ver.

Fazer listas.

Cantar no carro.

Caminhar sem destino.

Chá de menta.

Ver um filme a dois, enroscados no sofá.

Deixar um quadrado de chocolate a derreter na boca.

Chegar a casa na Primavera ao final da tarde, quando o sol bate nas janelas.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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Recursos de escrita

(créditos da imagem: Oliver Thomas Klein)

 

Há já muito tempo que ando para escrever este post e acabou por só acontecer agora, mas espero que quem gosta de escrever ficção tire bom proveito dele.

 

Trata-se da minha lista de recursos favoritos para escritores – particularmente de ficção, apesar de alguns dos sites também terem alguns recursos para escritores de não-ficção. São sites que visito religiosamente, e alguns dos respetivos podcasts que sigo com atenção.

 

Antes de lerem mais, para quem não gostar de ler em Inglês, deixem-me avisar já que 91% dos sites de que vou falar são em Inglês. Infelizmente, a realidade com que me tenho deparado é que praticamente não existem recursos online para escritores em Português, ou então sou eu que tenho sérias dificuldades em encontrá-los. É uma pena e nem consigo perceber bem porque é que isto acontece. Não sei se está relacionado com a tendência para o secretismo que existe neste país, do género “eu sei como é que isto se faz e como se pode ter sucesso e vender livros, mas não vou contar a ninguém porque se houver mais pessoas a terem sucesso eu vou acabar por perder leitores/vendas/dinheiro”. Custa-me um pouco a acreditar que alguém pense assim, mas penso que é a única justificação plausível para a falta de partilha que vejo por cá. Mas enfim, passemos em frente.

 

Começo então com o único recurso útil que conheço em Português e do qual gosto muito, para que aqueles que se limitam à nossa língua mãe possam ir explorá-lo e não percam tempo com os outros de que vou falar a seguir:

 

 

Sara Farinha – Recursos do Escritor

Não conheço o blog da Sara há muito tempo nem li ainda muitos artigos dela mas os que li gostei. Acho que tem artigos bem interessantes, principalmente para quem ainda está mesmo a começar e precisa de umas noções básicas de escrita de ficção. Se nunca leram nenhuns artigos sobre escrita e estão mesmo a começar, e se para além disso não gostam ou não querem ler em Inglês, acho que não perdiam nada em começar por ler todos os artigos da Sara para ficarem com boas noções de algumas técnicas úteis no planeamento de histórias, na escrita de primeiros rascunhos e na edição dos vossos manuscritos.

 

 

Muito bem, pessoal que gosta de ler em Inglês, ainda estão por aí? Então deixem-se ficar mais um bocadinho que já a seguir tenho 10 recursos online excelentes para quem quiser aprender umas coisas sobre escrita de ficção.

 

 

Story Grid website, livro e podcast

Já falei deste recurso aqui. É um excelente podcast e o site também está cheio de artigos muito úteis. O podcast consiste nas conversas entre o Tim, que está a escrever o seu primeiro livro de ficção, e o Shawn, autor do livro Story Grid, que é um editor experiente e que ajuda o Tim na sua jornada de escrita. Adoro ouvir as conversas dos dois e aprendi imenso sobre géneros, principalmente com os episódios iniciais do podcast.

 

Writing Excuses podcast

Também falei deste no mesmo post. Neste caso, não há grande informação no website, está tudo no podcast mesmo. Este podcast é apresentado por 4 escritores muito experientes: Brandon Sanderson, Mary Robinette Kowal, Howard Tayler e Dan Wells. Vão já na temporada 12 do poscast e pelo menos a partir da temporada 10, cada uma das temporadas é quase como uma masterclass de escrita. Eles dão um “trabalho de casa” todas as semanas, que podem usar para praticarem a vossa escrita e treinarem a criatividade. A interação entre todos eles é muito engraçada, fartam-se de brincar uns com os outros e a partir de certa altura, até eu já sinto que os conheço (gostava de conhecer, não minto).

 

Helping writer become authors website e podcast

Este website também está cheio de artigos interessantes e já reparei que quase sempre que faço uma pesquisa sobre um tópico de escrita há um artigo deste site que aparece, cheio de informação interessante. A autora é a K.M. Weiland, e para além dos artigos ela tem também vários livros sobre escrita (os ebooks são bem baratos) e também tem os seus livros de ficção à venda no site. Para além de tudo isto, tem o podcast, episódios curtos em que ela nos fala de vários aspetos da escrita de ficção.

 

The Write Life

Este site tem artigos diários de escrita, por vários escritores diferentes, alguns são muito interessantes, outros nem tanto, mas vale a pena dar uma vista de olhos.

 

Writer’s Digest

Mais um site que aparece quase sempre em pesquisas relacionadas com escrita, ou não fosse o Writer’s Digest uma referência para qualquer escritor. Tem artigos muito interessantes e alguns desafios de escrita, para além de outros recursos, se bem que a maior parte consiste em serviços que apenas serão de interesse para quem escreve em Inglês.

 

The Write Practice

Este é mesmo um dos meus recursos preferidos. Não só os artigos são quase sempre interessantes, como cada um deles tem um exercício para treino (“practice”) no final. Excelente para acender a criatividade.

 

The Creative Penn website e podcast/youtube

A Joanna Penn é muito conhecida no mundo da escrita em inglês e tem um enorme sucesso com os seus livros de ficção e de não-ficção para escritores. Tem muitos recursos no site (para além de todos os seus livros) e faz uma entrevista semanal, habitualmente a autores, que podem ouvir no seu canal do Youtube ou no podcast.

 

Jerry Jenkins

Artigos longos e interessantes. Este foi um site que consultei muito no início, para ler os principais artigos, e depois nem tanto. Mas vale a pena para ficar a conhecer os básicos.

 

Well-storied

Este site é também muito interessante, mas uma das partes melhores para mim é mesmo o grupo do Facebook a que podem aceder se subscreverem a Newsletter. Um dos melhores grupos de escritores em que estou.

 

DIY MFA website, livro e podcast

Mais um que é um site, um livro e um podcast. Gosto muito da Gabriela (tive a oportunidade de a conhecer pessoalmente da última vez que estive em Nova Iorque e estivemos umas duas horas à conversa, ela é mesmo simpática!). O podcast tem entrevistas muito interessantes, mas os meus episódios preferidos são mesmo os que ela faz a solo. Já tenho o livro dela, que é muito diferente dos outros livros de escrita que tenho porque parece mesmo um livro escolar. Ainda não o li mas estou ansiosa por fazê-lo.

 

 

 

São estes os meus recursos preferidos sobre escrita. Espero que tirem proveito se quiserem mergulhar neste mundo e se tiverem outros recursos que conhecem e gostam, partilhem comigo nos comentários porque estou sempre à procura de coisas novas.

 


 

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#8/100 – Ser muitas coisas

 

Vamos parar de colocar as pessoas em caixas, por favor?

Vamos parar de pensar que as pessoas das ciências não podem / conseguem / querem ter atividades criativas?

Vamos parar de criar limitações onde elas não existem?

Vamos parar de pensar que as pessoas apenas podem ter um ou dois interesses?

Vamos começar a acreditar que há cada vez mais pessoas multifacetadas e capazes de fazerem uma imensidão de coisas?

Vamos parar de pensar que depois de escolhermos um caminho ou uma carreira estamos destinados a fazer apenas isso para o resto da vida?

Vamos parar de categorizar as pessoas de acordo com ideias pré-concebidas?

Vamos deixar de acreditar em estereótipos do século passado?

 

Vamos tentar ter uma mente mais aberta?

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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#7/100 – Overload de ideias

 

Sabem o que é bom? Ter tantas ideias que nem sei para onde me hei de virar.

 

Ideias boas, ideias que me deixam apaixonada, nas quais sei que posso fazer um bom trabalho. E às vezes as ideias são tantas que acabo por paralisar e não trabalhar em nenhuma. Ou porque estou cansada, ou porque não tenho tempo suficiente para fazer o trabalho focado que sei que preciso, ou porque não consigo decidir por qual começar, ou muito simplesmente porque procrastinar é bem mais fácil.

 

Tenho um trabalho que me ocupa cerca de 10 a 13 horas por dia (já a contar com uma hora de deslocações e uma hora de almoço e café com os colegas) e portanto não tenho o tempo que gostaria para trabalhar nas minhas ideias todas. Gosto muito do meu trabalho mas também gostava que ele me deixasse mais tempo para os meus outros inúmeros projetos e que não me deixasse tão arrasada de cansaço na maior parte dos dias.

 

Não me estou a queixar, longe disso. Mais uma vez, tudo isto é muito bom, desde o emprego até às ideias todas. Mas tenho de aprender a saber escolher no que vou trabalhar a seguir, a saber priorizar aquilo que vou fazer com o pouco tempo livre que tenho. E devo ser louca por, no meio disto todo, ainda querer fazer uma pós-graduação, mas enfim, tudo se faz!

 

(Pensava que era overachiever, até que uma pessoa muito importante me disse que afinal sou high-performer, o que me parece muito melhor!)

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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Partilhar inspiração

Hoje queria apresentar-vos dois canais de Youtube que são, para mim, inspiradores.

 

Apresento-vos primeiro a Raya:

 

 

Eu não conheço a Raya, apenas o seu canal no Youtube, mas acho que ia gostar de a conhecer pessoalmente. A primeira vez que me deparei com um vídeo dela foi muito recentemente, quando estava a preparar-me para uma viagem de mochila às costas e pesquisei no Youtube sobre viajar apenas com uma mochila e o que levar lá dentro. O vídeo dela estava entre os cinco ou seis que vi na altura, mas o canal dela foi o único que subscrevi de imediato. Comecei a vê-la com regularidade e a admirá-la imenso.

 

Apresento-vos agora o Louis:

 

 

Para mim o Louis é o namorado da Raya. Apesar de o canal dele ser bem mais famoso e mais antigo do que o dela e do que a relação dos dois, foi através da Raya que cheguei até ao canal dele e, na verdade, até gosto mais dos vídeos dela. Mas o percurso dele também é inspirador.

 

Os dois vivem a viajar (nem sempre juntos). Fazem vlogs das suas viagens – o Louis faz vlogs todos os dias, a Raya mais de vez em quando. Se virem os vídeos deles, vão reparar que já estiveram em sítios indescritíveis e, acredito que em grande parte graças a patrocínios, já tiveram experiências invejáveis. Eu admiro-os e invejo-os. Porque não há nada melhor do que viajar e eles vivem disso.

 

Cada vez há mais pessoas que viajam por períodos longos de tempo, seja porque fazem disso vida ou porque tiram períodos sabáticos. Na minha última viagem à Ásia (da qual vou falar brevemente) conheci algumas pessoas que estavam a fazer isso mesmo e ficava sempre de boca aberta com as suas histórias. Tantas vezes penso: será que eu própria teria coragem para o fazer? Quem sabe…

 

Para além dos vídeos das suas viagens, a Raya faz também alguns vídeos motivacionais e de estilo de vida. Neste vídeo, por exemplo, ela explica como começou esta vida de viajante. E este vídeo não é apenas sobre a decisão de viajar, mas sobre a decisão do que fazer com a nossa vida. Quando vi este vídeo ele deixou-me a pensar. E inspirou-me. A ter a mente mais aberta, a aceitar que não precisamos de ter uma vida “convencional”, se é que isso ainda existe. Que não precisamos de tomar como garantido nem como “para sempre” aquilo que escolhemos para a nossa vida.

 

Existem hoje profissões que não existiam há 15 anos. Nesse altura estava eu a escolher o que queria fazer para o resto da vida, e entretanto o mundo mudou provavelmente mais do que nos cem anos anteriores. Assim sendo, porque motivo aquilo que eu escolhi fazer há 15 anos tem de ser aquilo que vou fazer para o resto da vida?

 

A resposta? Não tem!

 

Mente aberta, auto-conhecimento e vontade de trabalhar, é só o que é preciso. E saber que vamos sempre a tempo de mudar de vida.

 

#6/100 – Falta de equilíbrio

 

Hoje tento pensar num tema para escrever e só me vem uma palavra à cabeça: cansaço. E associada ela vem também a palavra equilíbrio, ou a procura de, ou falta de equilíbrio.

 

O equilíbrio entre o trabalho, os projetos pessoais, os eventos sociais, a atividade física e o descanso, parece-me, hoje em dia, impossível. Em todas as alturas há algum que tem de ceder e a tendência inicial é sempre a de sacrificar o descanso, o que está obviamente errado, pois sem descanso todas as outras áreas saem prejudicadas. Mas todos consideramos as outras áreas tão importantes que não lhes queremos roubar tempo. Contra mim falo, que saí hoje do trabalho com vontade de ir diretamente para a cama e em vez disso estou aqui a trabalhar nos meus projetos pessoais (o que não passa apenas por este texto, mas também).

 

É por isso que o texto de hoje fica por aqui. Ainda assim, com 160 palavras. Objetivo cumprido. Bom descanso.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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#5/100 – Dá o primeiro passo

 

Se queres algo para ti, para o teu futuro, então começa agora. Não, não pode esperar para amanhã, nem para o mês que vem, nem para “quando houver tempo”. Se ficares à espera até teres tempo, nunca vais começar. Porque tudo o que tens para fazer estica-se até ocupar todo o tempo que tens. E se não fores tu a alocar o teu tempo para trabalhar naquilo que queres, então ninguém o vai fazer por ti. E quando deres conta, já vão ter passado 10 anos, ou 20 ou 30, e tu vais continuar sem ter realizado aquele sonho que tanto querias. Se é um sonho teu, é porque é importante. E se é importante, então a altura certa para começar é hoje. AGORA!

 

Por isso começa já! Dá aquele que é muitas vezes o passo mais importante: o primeiro.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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O que podem esperar deste blog

(créditos da imagem: Lauren Mancke)

 

Agora que acabei de escrever o meu primeiro livro, consegui finalmente investir algum tempo a pensar no que quero fazer com este blog.

 

O blog fez recentemente 6 meses e a verdade é que até agora as coisas por aqui têm andado um pouco “all over the place”. Falo de escrita, de livros, de viagens, do que me motiva. De tudo um pouco, no fundo. E não é que isso vá mudar totalmente daqui para a frente, mas também é um facto que estes 6 meses me permitiram perceber melhor o que gosto e o que quero fazer com este espaço.

 

Por exemplo, apercebi-me que escrever críticas ou opiniões sobre os livros que leio não é algo que me dê muito prazer. Não é que desgoste totalmente, mas também não é das coisas que mais goste. E também não devo ter muito jeito para a coisa porque até são os posts menos lidos que por aqui tenho. Por isso decidi deixar de os escrever. Isto não quer dizer que deixe de falar sobre livros, mas apenas não darei opiniões tão regularmente. Falarei de livros apenas se eles me marcarem de alguma forma mais significativa e se vir que poderão ter alguma utilidade para quem por aqui passa.

 

Quero continuar a falar sobre a minha escrita de ficção, sobre os meus objetivos trimestrais e sobre as minhas viagens, aí nada vai mudar. Gosto de escrever sobre tudo isto e acho interessante deixar tudo aqui registado, se para mais nada então para eu própria um dia poder recordar e revisitar o meu percurso.

 

Além de tudo isto, consegui também perceber que há um grupo de temas que me apaixonam e eles passam pela motivação, pensamento positivo, auto-conhecimento e mudança de vida. E nesta mudança de vida cabem vários sub-tópicos, como mudança de hábitos, de estilo de vida, de identidade individual, de profissão, de conjunto de crenças. São coisas que quero explorar cada vez mais, tanto na minha vida pessoal, como aqui no blog. Eu própria estou a passar por um processo de mudança e quero ajudar a mostrar ao mundo que um mindset fixo não nos leva a lado nenhum e que podemos sempre evoluir para uma melhor versão de nós próprios.

 

E no seguimento deste tópico, aproveito para revelar alguns pormenores sobre o meu primeiro livro, mesmo sem saber se ele algum dia verá a luz do dia (até porque nem eu própria sei se quero que isso aconteça), e mesmo que ainda me sinta muito vulnerável a falar destas coisas. Quando comecei a escrever esta história, decidi juntar alguns elementos que me apaixonam verdadeiramente. Foram eles: viagens (e uma determinada cidade em concreto), culinária (mais especificamente, de doces), e família. No início, eram estas as coisas que estavam na minha cabeça. Quando cheguei mais ou menos a 80% da escrita do primeiro rascunho, apercebi-me que todos os meus enredos (o principal e os secundários) giravam, de uma forma ou de outra, à volta de um tema central: mudar de vida e ir atrás dos nossos sonhos e dos nossos valores. Sem que eu nunca tivesse feito por isso. Simplesmente saiu assim. Se isto não tiver algum significado, então não sei…

 

Para além de tudo isto, já sabem que o desafio #100palavraspordia vai continuar, durante pelo menos mais 95 dias, que eu não sou de deixar coisas a meio.

 

Para quem já me lê, se depois de todo este discurso quiserem continuar por aqui, vou ficar muito contente. Se não, foi bom na mesma, espero que tenham uma vida muito feliz e vão daqui com um beijinho.

 

Para quem fica, ia adorar receber o vosso feedback sobre tudo que por aqui se passa. Para isso, podem usar a caixa do comentários, enviar um e-mail (blog@deixaser.pt), comentar na página do Facebook, no Instagram, ou no Bloglovin’, que eu respondo em todos este sítios.

 

E um obrigada muito grande a quem está desse lado, gosto muito de vos ter por aqui.

 


 

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#4/100 – Vida feliz em vez de perfeita

 

A vida não é perfeita. Nunca vai ser perfeita, por muito que tentes. Então porque andamos sempre atrás da vida perfeita se sabemos que nunca lá vamos chegar?

 

Quanto mais cedo metermos na cabeça que a vida não pode ser perfeita, mais cedo vamos parar de procurar o perfecionismo. E quando isso acontecer, então vamos ser tremendamente mais bondosos connosco próprios. Porque se a vida não pode mesmo ser perfeita, então quer dizer que não somos nós que estamos a falhar quando não temos uma vida perfeita. Podemos parar de nos martirizar com cada decisão, com cada escolha. Podemos parar de tentar ser perfeitos e simplesmente viver a vida, na sua grandiosa imperfeição.

 

Um dia a tua vida pode ser perfeita. Talvez nem um dia inteiro, mas apenas um momento. Talvez venhas a ter um momento (ou vários, espalhados ao longo da tua vida) em que tudo está perfeito. Tens tudo aquilo que sempre quiseste. O que quer que seja para ti um momento perfeito. Mas será apenas um momento. Depois algo vai acontecer e esse momento vai passar. Pode não ser nada de grave, mas o suficiente para te fazer sair daquele momento perfeito.

 

É impossível ter uma vida perfeita, apenas momentos perfeitos que vão acontecendo ao longo da vida. Então vamos parar de procurar uma vida perfeita e vamos começar a procurar mais momentos próximos da perfeição e ser felizes com eles. E deixemos de colocar pressão sobre nós próprios porque já devíamos ter a vida perfeita que sempre quisemos ou porque estamos ainda tão longe de lá chegar, muito mais longe do que gostaríamos.

 

É impossível.

 

Vamos, em vez disso, ser felizes.

 

 

(Podem ver aqui como este desafio começou)

 


 

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